RunnOps · Análise de Treinos
TREINOS
ANÁLISE · SEX 4 SET → ver
Atenção: Prioriza Z2
HRV fora do ideal.
?
SONO
5h06
-52 min
?
BODY BATTERY MAX
79
+2
?
FC REPOUSO
51
0 bpm
?
DISPOSIÇÃO
49
+8
PLANO DA SEMANA · 2026-W36
🔵 1 hoje ⚪ 2 não executados 📊 Aderência: 0%
seg 31/08
Força/Funcional
qua 02/09
Força/Funcional
🔵
sex 04/09
Força/Funcional
SONO POR FASE
REM 1h01 Deep 1h07 Light 2h59 Awake 12 min
Total: 5h06
HRV — ÚLTIMA NOITE
27.0 ms
↑ 1 ms vs ontem
alvo ≥32
28 29 23 30 21 31 35 01 26 03 27 hoje
PERFORMANCE GARMIN
?
TRAINING STATUS
MAINTAINING
LOW · MAINTAINING_3
?
ACWR (CARGA AGUDA / CRÔNICA)
0.70
Baixo · ATL 342.0 / CTL 371–696
?
VO2 MAX · IDADE FITNESS
43.0
Idade fitness: 51.0
?
RECOVERY TIME
0.0h
até próximo treino-chave
RACE PREDICTOR — METAS DO MACRO ?
5K
26:47
5:21/km
10K
57:08
5:43/km
21K
2h08:38
6:06/km
alvo 2h13:00–2h17:00
dentro da meta
MARATONA
4h41:45
6:41/km
alvo 4h30:00
+11:45 vs meta 4h30:00
RESUMO SEMANAL — ÚLTIMAS 8 SEMANAS
SEMANA #TR KM CAD GCT (ms) %AERÓBICO PACE +LONGO FORÇA
2026-W36 1 2.9 (-52.4) 163.3 (+4.6) 295 (+3.0) 100.0% (+12.8) 7:30/km 2.9km
2026-W35 4 55.3 (+43.8) 158.7 (-2.1) 292 (-6.0) 87.2% (-7.6) 7:25/km 42.0km 2x · 116'
2026-W34 2 11.5 (-34.8) 160.8 (-5.5) 298 (+13.0) 94.8% (-1.2) 7:20/km 6.2km 2x · 120'
2026-W33 3 46.3 (+29.3) 166.3 (+2.6) 285 (-7.0) 96.0% (+5.3) 6:44/km 32.0km
2026-W32 3 17.0 (-22.0) 163.7 (-3.0) 292 (+7.0) 90.7% (+4.4) 7:20/km 6.5km 2x · 111'
2026-W31 5 39.0 (+4.4) 166.7 (-2.5) 285 (+5.0) 86.3% (+7.2) 6:55/km 23.1km
2026-W30 3 34.6 (-10.5) 169.2 (+3.4) 280 (-8.0) 79.1% (-18.5) 6:25/km 21.4km 1x · 50'
2026-W29 3 45.1 165.8 288 97.6% 6:53/km 30.1km
Cadência e GCT médios ponderados por duração · %Aeróbico = base aeróbica (Z1 Recovery + Z2 Aerobic) · zonas do coach (TrainingPeaks) · Força = nº sessões · minutos (executado, fora das zonas de corrida)
DATA HRV SONO BB FCREP READY VEREDITO
04/09/2026 27 5h06 79 51 49 Atenção: Prioriza Z2
03/09/2026 26 5h58 77 51 41 Atenção: Prioriza Z2
02/09/2026 66 Dados insuficientes
01/09/2026 35 6h27 96 49 41 Pronto pra treinar
31/08/2026 21 8h52 37 55 1 Corte forçado
30/08/2026 23 4h59 44 53 1 Corte forçado
29/08/2026 28 7h08 67 51 68 Atenção: Prioriza Z2
28/08/2026 25 7h22 61 50 73 Descanso recomendado
27/08/2026 26 6h46 69 51 70 Atenção: Prioriza Z2
26/08/2026 27 6h46 63 51 58 Atenção: Prioriza Z2
25/08/2026 25 7h23 61 53 52 Corte forçado
24/08/2026 60 55 50 Descanso recomendado
23/08/2026 90 55 63 Descanso recomendado
22/08/2026 29 7h32 67 53 63 Descanso recomendado
21/08/2026 25 7h38 71 51 75 Atenção: Prioriza Z2
20/08/2026 29 8h40 76 49 61 Atenção: Prioriza Z2
19/08/2026 34 6h23 82 50 21 Pronto pra treinar
18/08/2026 26 7h30 67 50 3 Atenção: Prioriza Z2
17/08/2026 31 6h45 55 52 11 Descanso recomendado
16/08/2026 24 7h15 60 51 3 Descanso recomendado
15/08/2026 26 7h35 72 52 63 Atenção: Prioriza Z2
14/08/2026 24 6h58 70 52 47 Descanso recomendado
13/08/2026 92 54 48 Atenção: Prioriza Z2
12/08/2026 25 7h41 68 51 77 Atenção: Prioriza Z2
11/08/2026 27 6h57 79 50 51 Atenção: Prioriza Z2
10/08/2026 28 5h38 87 48 63 Atenção: Prioriza Z2
09/08/2026 73 76 Dados insuficientes
08/08/2026 25 9h07 90 50 67 Descanso recomendado
07/08/2026 30 6h12 78 49 68 Atenção: Prioriza Z2
06/08/2026 31 6h47 83 49 50 Atenção: Prioriza Z2
💡 Em telas estreitas, gira o celular pra leitura com mais conforto.
Diário 04/09/2026
Sexta

Diário 2026-09-04 (sex)

Reportagem matinal

Auto-gerado 13:48

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 27 ms +1 ⬆
BB max / min 79 / 58 +2 ⬆
FCrep 51 bpm 0 (igual)
Sleep Score 67
Sono total 5h06 −52 ⬇
REM 1h01
Deep 1h07
Light 2h59
Awake 12 min
Stress avg / max 20 / 34
Disposição (Garmin Readiness) 49 +8 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D+5. O corpo terminou de se recuperar da maratona. A noite, não.

⭐ Recovery Time zerou

31/08 01/09 02/09 03/09 04/09
Recovery Time 53,9 h 30,3 h 6,2 h 11,7 h 0
Carga aguda 664 569 473 431 342
Load ratio 1,2 1,1 0,9 0,8 0,7
Status UNPRODUCTIVE MAINTAINING MAINTAINING MAINTAINING MAINTAINING

Cinco dias depois de 42 km, o Garmin diz recuperação completa. A carga aguda caiu pela metade desde D+1. Do ponto de vista cardiovascular, não há mais nada da maratona te segurando.

O trote de ontem não deixou marca nenhuma — como esperado para 21 minutos em Z1.

🔴 Mas a hora de dormir agora é o problema

Noite Deitou Sono
01→02/09 23:39 7h38
02→03/09 00:17 5h58
03→04/09 01:59 🔴 5h06

Três noites seguidas indo pra trás — e a última pulou quase duas horas.

⚠️ E o padrão é o mesmo dos outros dias: eficiência 96%, 12 min acordado, 1 despertar. O sono que acontece continua bom. A janela é que está encolhendo.

O painel de hoje

Sono 5h06 🔴
Sleep Score 67
HRV 27 (média semanal 26)
FCrep 51
BB máx 79
Disposição 49

HRV em 27 é exatamente o piso da banda balanceada do Garmin (27-34) — subiu 1 ponto mesmo com a noite mais curta da semana. Segura, mas na margem.

Decisão / Veredito

Hoje

Corrida leve ✅ liberada — Z1, terreno plano
Caminhada
Força de superiores
Força de pernas 🟡 leve, e sem impacto no tornozelo
Intensidade / velocidade não. Ainda não é a fase

🎯 O foco mudou de lugar

Durante cinco dias o assunto foi o pé. Ele agora tem conduta definida e acompanhamento.

O que ficou sem plano é a noite. E vale ser direto sobre por que isso importa agora, e não é sermão genérico:

A recuperação de tecido mole acontece dormindo. Você está com uma inflamação de ligamento em tratamento e cortando pela metade justamente o processo que a resolve. Cinco horas de sono não é um número ruim no painel — é a alavanca que está solta.

O corpo já entregou a parte dele: Recovery Time zero, carga em 0,7. A parte que falta é ir pra cama.

📤 Levar ao Léo

Ele precisa do retorno da avaliação do pé pra montar a retomada — e do calendário de acompanhamento, que vai ocupar dias da semana.

Pendências

  • [ ] 🛏️ Ir dormir cedo hoje. É a única pendência de recuperação que sobrou
  • [ ] Enviar ao Léo: retorno da avaliação do pé + análise da prova + fechamento do ciclo
  • [ ] Terreno plano e atenção ao caimento da rua nas corridas leves
  • [ ] Refazer zones.py — o coach recalibrou as zonas de pace em 29/08
Diário 03/09/2026
Quinta

Diário 2026-09-03 (qui)

Reportagem matinal

Auto-gerado 14:01

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 26 ms
BB max / min 77 / 44
FCrep 51 bpm
Sleep Score 73
Sono total 5h58
REM 1h07
Deep 1h04
Light 3h47
Awake 15 min
Stress avg / max 21 / 63
Disposição (Garmin Readiness) 41 −25 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D+4. Primeira corrida desde a maratona — e ela foi feita antes do sync, por isso não apareceu na leitura da manhã.

🏃 O trote — execução impecável

07:14, 2,85 km em 21,4 min. Léo liberou 20 minutos leves; foi isso que aconteceu, e com folga.

Feito Referência
Duração 21,4 min pedido: 20 ✅
Pace 7:30/km
FC média 119 teto do Z1: 135
FC máx 131 nunca encostou no teto
Cadência 163,3 piso: 160 ✅
Distribuição 100% Z1 zero segundo em Z2+

Não há nada a apontar. Média de 119 bpm não é "leve", é bem abaixo de leve — que é exatamente o que a primeira corrida depois de 42 km pedia.

A cadência em 163 num pace de 7:30 merece nota. Ela vinha de 133 nos quilômetros finais da prova. A marcha voltou.

🩹 O pé

Relato: "está OK, sinto um pequeno incômodo, não é dor" — durante e depois.

🕐 E a noite continuou andando pra trás

Deitou 00:17, acordou 06:30. 5h58 de sono. Eficiência 96%, 15 min acordado, 1 despertar — o sono que aconteceu foi bom, só teve pouco dele.

D+2 01/09 D+3 02/09 D+4 03/09
Hora de deitar 23:39 00:17
Sono 6h27 (anel: 7h38) 5h58
HRV 35 26
Carga aguda 569 473 431
Load ratio 1,1 0,9 0,8

A descarga de carga segue impecável. O que oscila é a noite.

Decisão / Veredito

🟢 O trote passou no que importava

O objetivo dessa corrida não era treino, era diagnóstico: ver o que o pé faz sob impacto. Resposta: incômodo, sem dor.

E a corrida em si foi conduzida do jeito certo — Z1 puro, cadência recuperada, duração no alvo.

✅ Corrida leve liberada

Houve avaliação profissional do pé. Resultado: nada grave, e corrida leve liberada, com acompanhamento e progressão gradual.

Os dois "portões" que eu vinha exigindo antes de correr estão aposentados — existiam para rastrear uma hipótese que foi descartada por quem examina.

O que passa a valer na retomada

Intensidade Z1 — como foi feito. FC até 135, e de preferência bem abaixo
Terreno plano, e cuidado com rua abaulada. Rua tem caimento pro meio-fio; correr sempre do mesmo lado força o pé de baixo. Alternar o lado ou buscar terreno nivelado
Frequência curto e frequente > longo e raro
Volume sobe devagar. 2,85 km foi um começo certo
Parada 🔴 piora da dor — não o incômodo

🛏️ A pendência que sobrou sem plano

O pé agora tem conduta definida por quem entende. A noite não tem.

Três dias marchando pra trás — 23:39 → 00:17, e o sono caindo junto. Tecido mole se recupera dormindo. Não é conselho genérico: é a única alavanca de recuperação que hoje está solta.

Pendências

  • [x] ~~1º trote com os dois portões~~ → ✅ feito 03/09: 21,4 min, 100% Z1, FC 119, cadência 163
  • [x] ~~O pé aguenta impacto?~~ → ✅ incômodo, sem dor
  • [ ] 🛏️ A hora de dormir está andando pra trás 3 dias seguidos — é a pendência aberta
  • [ ] Terreno plano e atenção ao caimento da rua nas próximas corridas
  • [ ] Enviar ao Léo a análise da prova + o retorno da avaliação do pé
  • [ ] Refazer zones.py — o coach recalibrou as zonas de pace em 29/08
Diário 02/09/2026
Quarta

Diário 2026-09-02 (qua)

Reportagem matinal

Auto-gerado 18:19

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight — ms
BB max / min — / —
FCrep — bpm
Sleep Score
Sono total
REM
Deep
Light
Awake
Stress avg / max -1 / —
Disposição (Garmin Readiness) 66 +25 ⬆

Veredito automático

Dados insuficientes (score 0)

0 de 4 métricas coletadas. Reporta amanhã pra avaliação.

O que aconteceu

D+3 da maratona. Noite sem relógio — o painel autonômico não existe hoje. Mas o que importa nesta semana sobreviveu.

📵 O que faltou

Métrica Hoje
HRV overnight sem dado
FCrep sem dado
Sono (duração, score, estágios) sem dado
Body Battery sem dado
Stress diurno sem dado

✅ O que veio — e é justamente o que interessa em recuperação

31/08 (D+1) 01/09 (D+2) 02/09 (D+3)
Carga aguda 664 569 473
Load ratio 1,2 1,1 0,9
Recovery Time 53,9 h 30,3 h 6,2 h
Training Status UNPRODUCTIVE MAINTAINING MAINTAINING

A razão de carga voltou abaixo de 1,0 pela primeira vez desde antes da prova, e o Recovery Time caiu para 6,2 horas. Três dias depois de 42 km com 17 km mancando, isso é uma curva de recuperação muito boa.

⚠️ A Disposição marcou 66, mas eu não vou usar esse número hoje. Ela é calculada a partir de HRV e sono — que não existem. É estimativa sobre entrada incompleta, não medição.

Por que a noite perdida custa pouco hoje

Durante a semana de prova eu insisti no relógio porque o gate do dia dependia daquele dado. Agora não depende: você não vai treinar hoje de qualquer forma, e a decisão da semana não é tomada pelo HRV — é tomada pelo pé.

Volta a importar em 05 ou 06/09, quando o primeiro trote precisar de um painel pra sustentar a decisão.

Decisão / Veredito

Hoje (D+3) — nada muda

Corrida ❌ ainda não. O 1º trote é 05 ou 06/09
Caminhada leve ✅ se o pé não reclamar
Força de superiores ✅ liberada
Força de pernas ❌ só na semana que vem

🩹 A única pergunta que decide algo hoje

Como está o pé em D+3?

O critério segue o mesmo, e é o que vale mais que qualquer métrica do painel: melhora caminhando não libera nada. A assinatura da fratura por estresse é sumir no repouso e voltar na carga de impacto — e caminhar não é carga de impacto.

O teste é o primeiro trote. Se a dor voltar ali, mesmo leve, mesmo num ponto só: para na hora e agenda imagem.

10:20 — O pé passou no teste comparativo: não é lesão focal

Relato: "O pé está bem. Não sinto dor. Apenas uma sensação, que tem alguma coisa lá. Não sei se é psicológico. As pernas estão muito bem e não sinto mais fadiga."

Não tratei isso como psicológico — a leitura corporal dele acertou três vezes seguidas neste ciclo, inclusive contra a métrica automática do Garmin. Sensação relatada entra como dado. Mas "sensação" não decide nada, então virou teste.

O teste: palpação comparativa dos metatarsos

Pressão firme com o polegar, osso por osso, do meio do pé em direção aos dedos — e depois os mesmos pontos no pé esquerdo. A comparação com o pé são é o que elimina a dúvida do "isso é normal?".

Resultado possível Leitura
Difusa e igual nos dois pés ✅ consciência do pé, não lesão
Difusa só no direito 🟡 tecido mole resolvendo
Ponto específico no osso, só no direito 🔴 imagem antes de correr

Resultado: igual nos dois pés.

O que isso fecha — e o que não fecha

Fecha: não há lesão focal de osso. Fratura por estresse produz dor num ponto que se aponta com o dedo, e que não existe no mesmo lugar do outro pé. Não é o caso.

Somando ao resto: sem dor · melhora consistente em três dias · caminhando normal · pernas recuperadas · Recovery Time em 6,2 h · razão de carga em 0,9. O quadro inteiro aponta contra fratura.

Não fecha: teste de palpação não é imagem, e lesão óssea incipiente pode ser sutil. Por isso o portão do impacto continua de pé — palpar não é correr.

🚪 O gate do 1º trote (05 ou 06/09) — agora com dois critérios

Antes de sair de casa
1. 48 h com zero dor pré-requisito
2. Teste do salto: 10 saltos no pé direito só se doer, não corre — é o rastreio clássico de fratura por estresse, custa 15 segundos

Hoje (D+3) ainda é cedo para o teste do salto. Ele é o portão de quinta ou sexta.

📌 Nota de método: como a percepção dele entra na decisão

Este caso completa um padrão que vale registrar. A leitura subjetiva não é aceita nem descartada — ela é testada:

  1. Ele relata uma sensação (dado bruto, não conclusão)
  2. Eu converto em teste discriminante com resultado binário
  3. O teste decide

Aqui a percepção levantou uma bandeira real e o teste mostrou que era anatomia normal. Isso não é um erro de leitura dele — é o sistema funcionando. A alternativa (descartar como "psicológico" ou aceitar como "tem algo") não decidiria nada.

17:45 — A noite não estava perdida: o anel cobriu o buraco

Sem relógio, mas com anel AIVELA Ring Pro no dedo. As capturas trouxeram a noite inteira.

Primeiro: é a noite certa?

O app rotula a tela como "Tue, Sep 1", o que poderia ser tanto a noite de 31/08→01/09 quanto a de 01/09→02/09. O horário de acordar decide:

Deitou Acordou Na cama
Garmin, noite 31/08→01/09 23:27 06:02 6h35
Anel, tela "Tue, Sep 1" 23:39 07:21 7h42

Aparelho erra em quando você adormeceu — isso é algoritmo. Não erra em quando você levantou. 06:02 contra 07:21 é diferença demais para ser a mesma noite. Logo o anel rotula pela data de deitar: é a noite de terça 01/09 para quarta 02/09 — exatamente a que faltava.

A noite

Métrica Valor
Sono total 7h38
Na cama 7h42
Eficiência 99%
Acordado (WASO) 4,0 min
Profundo 1h53 (24%)
REM 1h18 (17%)
Leve 4h27 (58%)
FC de repouso 49 bpm
FC média noturna 54 bpm
SpO₂ médio 98%
Freq. respiratória 15/min
Hora de deitar 23:39 ⚠️ tarde
1ª queda de FC 1h58 ⚠️

7h38 com 99% de eficiência e 4 minutos acordado é a melhor noite estruturalmente do período pós-prova. Praticamente não houve fragmentação.

FC de repouso 49 — o mesmo número que o Garmin mediu na noite anterior. Dois aparelhos independentes convergindo na métrica que ambos medem bem. Isso dá confiança no resto.

⚠️ O único ponto que destoa: a FC levou 1h58 para cair

O gráfico mostra a FC parada em 58-62 bpm pela primeira meia hora, e só depois descendo para a faixa dos 50. O corpo demorou quase duas horas para entrar em modo de recuperação — com o sono já em curso.

Não vou inventar a causa. Os suspeitos habituais são jantar tarde, álcool, tela/trabalho até a hora de deitar, ou carga residual. Como você deitou 23:39 (tarde), a hipótese mais provável é jantar próximo da hora de dormir — mas isso é hipótese, não leitura.

📌 A pergunta: o que você fez entre 21h e 23h39 de ontem? Jantou que horas?

📌 Nota de método: dois aparelhos, duas réguas

⚠️ Os números do anel não entram na série do Garmin. Em 29/08 os dois discordaram brutalmente sobre "tempo acordado" — o Garmin marcou 76 min porque inclui a latência para adormecer; o anel marcou 5 min de WASO. Nenhum estava errado: mediam coisas diferentes com o mesmo nome.

A regra: o anel serve para narrar uma noite que o relógio perdeu. Não serve para plotar na mesma linha de tendência. Comparação entre aparelhos só vale em métricas de medição direta — FC de repouso, SpO₂, frequência respiratória. Estagiamento de sono (profundo/REM/leve) é a métrica menos confiável de qualquer wearable — o 1h53 de profundo é animador, mas não é o mesmo "profundo" que o Garmin conta.

O que isso muda daqui pra frente

O anel mede HRV e temperatura — que são justamente as duas coisas que sustentam o gate diário e o alerta de pródromo de infecção. Ele é rede de segurança real para as noites sem relógio, não um substituto.

⚠️ Mas as capturas de hoje não trouxeram HRV. Se o app tiver essa tela, vale mandar — é a métrica que o gate de quinta usa.

18:10 — HRV do anel: 29 ms. E por que isso NÃO é uma queda

Chegaram as telas de HRV e temperatura. O número principal exige cuidado antes de virar conclusão.

⚠️ A leitura ingênua — e errada

HRV Garmin, 01/09 35 (a maior desde 21/07)
HRV anel, noite 01→02/09 29

A leitura óbvia seria "caiu de 35 para 29, atenção". Está errada por dois motivos independentes.

1. São aparelhos diferentes. HRV depende brutalmente do método — janela de amostragem, filtragem de artefato, dedo contra pulso. Não existe "o HRV"; existe o HRV daquele algoritmo.

2. Mesmo se fossem comparáveis, 29 não seria queda. Sua média de HRV no Garmin de julho pra cá é 28,5 (55 noites, faixa 21-39). O 35 é que era o pico. 29 é exatamente a sua média.

✅ O que o 29 realmente diz — e é boa notícia

O anel caiu praticamente em cima da sua média de 55 noites do Garmin (28,5). Dois aparelhos independentes, algoritmos diferentes, convergindo na mesma tendência central.

Isso não autoriza trocar um pelo outro. Mas diz que o anel não está inventando número — o que é exatamente o que eu precisava saber antes de dar qualquer peso a essa tela.

🔗 A curva de HRV confirma o achado das 1h58

O gráfico mostra os pontos mais baixos da noite concentrados nos primeiros ~50 minutos (aglomerado vermelho logo após 23:39), subindo depois para a faixa Mid.

É a mesma história que a "1ª queda de FC em 1h58" contou — o sistema autônomo demorou para entrar em modo recuperação. Duas métricas independentes, do mesmo aparelho, apontando o mesmo fenômeno na mesma noite. Isso é consistência interna, e sobe a confiança no achado.

🌡️ Temperatura: curva normal, sem sinal de nada

Média -0,36 °C de desvio. A curva cai ao longo da noite até cerca de -1,2 °C por volta das 05:00 e sobe para +1 °C ao acordar.

Isso é o desenho circadiano de manual. Sem platô elevado, sem assinatura febril. Não há sinal inflamatório sistêmico — o que, com o pé em observação, é uma informação negativa que vale ter.

⚠️ Com uma ressalva grande: temperatura no anel é desvio da sua linha de base, e o anel ainda não tem linha de base sua. O valor absoluto não significa quase nada hoje. A forma da curva é que é legível — e ela está normal.

🔴 O número pra ignorar: VO₂max 51,9

Garmin 43,0
Anel 51,9

Quase 9 pontos de diferença — 21%. Não é ruído, é método.

O Garmin estima VO₂max a partir de corrida real: pace por GPS cruzado com FC. É o método validado. O anel não tem GPS e não sabe seu pace — está inferindo de FC de repouso, HRV e idade. É um número de bem-estar, não uma medida fisiológica.

Use 43. Ignore o 51,9. Mesma lógica para "Cardiac age -3,5 anos": score proprietário, zero valor para decisão de treino.

🚦 O anel ainda NÃO roda o gate — e por dois motivos

  1. Offset entre aparelhos é desconhecido. O gate lê variações de 3 a 6 ms e o status (BALANCED / UNBALANCED / LOW). A diferença sistemática entre dois aparelhos é facilmente desse tamanho — e o anel nem produz esses rótulos.
  2. A linha de base do anel ainda é fina. Com pouco mais de uma semana de uso, o "Fair" e o desvio de temperatura ainda pesam muito uma referência genérica. Wearable costuma pedir 2 a 4 semanas para aprender a pessoa.

Conclusão operacional: continua dormindo com o relógio. O anel é rede de segurança, e boa — mas só depois de aprender você.

✏️ Correção: o anel já está em uso há mais de uma semana

Eu tratei o anel como novidade de hoje. Não é — ele já vem sendo usado há uma semana ou mais.

Isso muda duas coisas, e as duas pra melhor:

  1. A linha de base já está se formando. Ainda fina, mas não ausente como eu disse.
  2. As noites pareadas já existem. Não precisa de protocolo novo nem de esperar três semanas — se ele usou o anel e o relógio nas mesmas noites da última semana, os pares para calcular o offset entre as escalas já estão no app.

Nada a fazer: o anel fica no dedo de qualquer forma, os pares acumulam sozinhos. Quando uma próxima noite cair sem relógio, já haverá com o que traduzir.

📌 Papel definido pelo atleta: o wearable oficial é o relógio. O anel é tampão. É assim que ele entra nas análises daqui pra frente — cobre buraco, não substitui a série.

18:35 — A causa das 1h58: tela e cabeça ligada, não jantar

Perguntei o que rolou entre 21h e 23h39. Resposta: ficou na cama assistindo TV, e por volta das 23h ajudou a esposa a resolver uma coisa no celular.

❌ Minha hipótese estava errada

Eu apostei em jantar tarde. Não foi. Foi ativação cognitiva e tela, coladas na hora de dormir.

✅ E a explicação real fecha os três marcadores

Marcador O que a causa explica
Deitou 23:39 (tarde) TV na cama empurra o horário
1ª queda de FC em 1h58 resolver problema no celular às 23h é a cabeça em modo tarefa, ~40 min antes da janela abrir
HRV mais baixa nos primeiros ~50 min mesmo fenômeno, outra métrica

Uma causa só, três marcadores. Não precisa de hipótese extra.

O que isso custou — e o que não custou

Não custou quase nada ontem. A noite foi de 7h38 com 99% de eficiência e 4 min acordado. O corpo demorou pra desligar, mas quando desligou, dormiu muito bem. Em dia de descanso pós-maratona, isso é irrelevante.

Não há nada pra corrigir hoje.

📌 Mas nomeia uma alavanca pras noites que importam

Vale registrar porque é o mesmo mecanismo da véspera da prova: naquela noite foram 4h59 de sono, HRV 23, Readiness 1 — e a causa relatada foi ansiedade. Ansiedade e celular às 23h são coisas diferentes na origem, mas são a mesma coisa pro sistema nervoso: cabeça ligada quando o corpo devia estar desligando.

Duas vezes o mesmo mecanismo, e uma delas cobrou caro num dia que importava.

A alavanca é pequena e concreta: nas vésperas que contam — treino-chave, prova — o celular sai da última meia hora. Não é regra pra vida, é regra pra véspera.

Pendências

  • [x] ~~Como está o pé em D+3?~~ → ✅ sem dor; palpação comparativa igual nos dois pés = não é lesão focal de osso
  • [ ] Hoje: sem corrida. Caminhada leve se o pé permitir
  • [x] ~~A noite de 01→02/09 ficou sem dado~~ → ✅ coberta pelo anel AIVELA: 7h38, eficiencia 99%, FCrep 49
  • [ ] Dormir com o relógio mesmo assim — o anel cobre a narrativa, mas o gate de quinta roda sobre a série do Garmin (HRV weeklyAvg + status), e essa série so o relogio alimenta
  • [x] ~~Mandar a tela de HRV do anel~~ -> ✅ HRV 29 ms, em cima da media de 55 noites do Garmin (28,5). Nao e queda
  • [x] ~~O que rolou entre 21h e 23h39?~~ -> ✅ TV na cama + celular as 23h. Ativacao cognitiva, nao jantar. Explica os 3 marcadores
  • [ ] 📌 Nas vesperas que contam (treino-chave, prova): celular fora da ultima meia hora. Mesmo mecanismo que custou 4h59 de sono na vespera da maratona
  • [ ] 1º trote em 05 ou 06/09 — 20-30 min Z1. Dois portões: 48 h sem dor + teste do salto (10 saltos no pé direito; se doer, não corre)
  • [ ] Enviar ao Léo a análise da prova + o relatório de fechamento do ciclo
  • [ ] Refazer zones.py — o coach recalibrou as zonas de pace em 29/08
Diário 01/09/2026
Terça

Diário 2026-09-01 (ter)

Reportagem matinal

Auto-gerado 16:35

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 35 ms +14 ⬆
BB max / min 96 / 51 +59 ⬆
FCrep 49 bpm −6 ⬇
Sleep Score 80
Sono total 6h27 −145 ⬇
REM 1h48
Deep 52 min
Light 3h47
Awake 8 min
Stress avg / max 11 / 23
Disposição (Garmin Readiness) 41 +40 ⬆

Veredito automático

🟢 Pronto pra treinar (score 0)

Sinais coerentes. Executa o plano.

O que aconteceu

D+2 da maratona — e o corpo respondeu com o melhor painel autonômico em seis semanas.

⭐ O rebote

30/08 (prova) 31/08 (D+1) 01/09 (D+2)
HRV 23 21 (LOW) 35 ms
FCrep 53 55 49
BB máx 44 37 96
Stress diurno 45 24 11
avgSleepStress 14,0
Disposição 1 1 41
Training Status OVERREACHING UNPRODUCTIVE MAINTAINING
Recovery Time 75,5 h 53,9 h 30,3 h

Quatro recordes do ciclo recente numa manhã só:

  • HRV 35 — o maior valor desde 21/07. Em D+2 de uma maratona.
  • FCrep 49 — o melhor do ciclo, igualando 20/08.
  • BB máx 96 — o maior de TODO o ciclo registrado.
  • Stress 11 / avgSleepStress 14 — os menores da série recente.

E a noite: 6h27 apenas, mas Score 80, REM 1h48, 1 despertar, classificada POSITIVE_REFRESHING.

O que isso significa

O padrão da recuperação invertida se repetiu — e mais forte. No simulado de 32 km, o HRV subiu +7 no D+1 onde os longos anteriores caíam. Agora, em D+2 de 42 km, o HRV saltou +14 (21 → 35) e cruzou para cima da faixa inteira.

O salto de D+1 para D+2 diz que o D+1 (HRV 21, LOW) era o custo agudo sendo pago — inflamação, reparo muscular, o esperado. Pago em 48 horas. Para uma primeira maratona de 5h19, com dor no pé e 4h59 de sono na véspera, essa velocidade de recuperação autonômica é um dado excelente sobre a base aeróbica construída no ciclo.

⚠️ A ressalva de sempre: o status ainda é UNBALANCED porque a média de 7 dias (26) carrega os dias da prova — ela demora a virar, e isso é esperado. E recuperação autonômica ≠ recuperação estrutural: músculo, tendão e o pé têm seu próprio calendário, mais lento que o do sistema nervoso.

Decisão / Veredito

A semana é de recuperação — e o pé manda no calendário

Corrida ❌ ainda não. D+2 de maratona não é dia de correr, com ou sem pé
Caminhada leve ✅ ok se o pé não doer
Força de superiores 🟡 aceitável a partir de amanhã, se o combinado com o Vitor pedir
Força de pernas ❌ não nesta semana
Volta a correr só com pé 100% sem dor — e não antes de 7-10 dias da prova

🔴 A pendência que importa: o pé

Ontem a dor ainda estava presente em D+1. A pergunta de hoje é uma só: como amanheceu o pé?

  • Melhorou visivelmente → bom sinal; seguir observando, sem carga
  • Igual ou pior em D+2 → o critério que definimos ontem está batido: avaliação com imagem esta semana, sem esperar mais. Pancada direta + 42 km + 17 km de marcha alterada é o cenário clássico de lesão que só aparece no exame

07:10 — O pé melhorou: o critério de imagem NÃO dispara (mas fica adiado, não cancelado)

Relato: "O pé está bem melhor. Ontem à noite já consegui caminhar melhor do que no dia anterior. Hoje as pernas amanheceram também muito recuperadas, ainda um leve desconforto, mas nada demais."

Trajetória da dor:

Estado
30/08 (prova) dor a partir do km 25, 17 km de marcha alterada
31/08 (D+1) dor presente
31/08 à noite caminhando melhor
01/09 (D+2) bem melhor · pernas recuperadas · leve desconforto

O critério que eu tinha publicado ontem era: "igual ou pior em D+2 = imagem esta semana". Melhorou de forma consistente em duas medições. O critério não dispara.

E melhora rápida em 48 h joga contra fratura por estresse — fratura não costuma ceder assim, e menos ainda com o pé sendo usado para caminhar.

⚠️ Mas o pé não está liberado. Está adiado.

A assinatura da fratura por estresse é exatamente esta: some no repouso, volta na carga de impacto. Caminhar não testa isso; correr testa.

O teste de verdade é a primeira corrida. Enquanto ela não acontecer, o pé fica em observação, não em alta.

No primeiro trote Conduta
Zero dor, durante e depois ✅ pé resolvido, seguir a reversa
Dor volta com o impacto — mesmo leve, mesmo num ponto só 🔴 para na hora e agenda imagem. Esse é o sinal, e ele vale mais que os dias sem dor que vieram antes

O painel concorda com o relato

Ele percebeu a melhora na noite de ontem; o painel só a mostrou nesta manhã — HRV 21 → 35, FCrep 55 → 49, BB 37 → 96. A leitura qualitativa dele veio junto ou um pouco antes do dado, de novo.


🔄 Proposta de reversa pós-maratona

Subordinada ao que o Léo definir. Isto é o que eu faria enquanto o plano dele não sai.

Princípio: a recuperação autonômica já veio (D+2), mas tendão, músculo e pé têm calendário próprio e mais lento. O erro clássico do pós-maratona é voltar pelo HRV, que se recupera primeiro.

Período O quê Gate
D+2 a D+5 (01 a 04/09) Sem corrida. Caminhada leve, alongamento, mobilidade
D+6/D+7 (05 ou 06/09) 1º trote de teste: 20-30 min em Z1 só se o pé passar 48 h com zero dor, inclusive caminhando
Semana 2 (07 a 13/09) 3 corridas, todas Z1, 30-40 min pé sem dor após o teste
Semana 3 (14 a 20/09) Reintroduzir Z2 nos longos curtos
Até ~4 semanas Sem intensidade — nada de Z3, Z4 ou tiro

Força: superiores liberados a partir de amanhã, se for do combinado com o Vitor. Pernas, só na semana 2, e leve.

Pendências

  • [x] ~~Como está o pé em D+2?~~ → ✅ bem melhor, dois dias seguidos de melhora. Critério de imagem NÃO dispara
  • [ ] 🔴 O pé está ADIADO, não liberado. O teste real é o 1º trote: se a dor voltar com o impacto, para e agenda imagem
  • [ ] Hoje a 04/09: sem corrida. Caminhada leve, mobilidade
  • [ ] 1º trote em 05 ou 06/09 — 20-30 min Z1, e só com 48 h de pé sem dor
  • [ ] Enviar ao Léo a análise da prova (runtechops/diario/2026-08-31.md) + o relatório de fechamento do ciclo
  • [ ] (quando o pé resolver) conversar sobre a retomada: reversa de maratona, e o que fica do ciclo pro próximo
  • [ ] (técnico) refazer zones.py com a régua nova do coach — recalibrada em 29/08
Diário 31/08/2026
Segunda

Diário 2026-08-31 (seg)

Reportagem matinal

Auto-gerado 12:43

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 21 ms −2 ⬇
BB max / min 37 / 5 −7 ⬇
FCrep 55 bpm +2 ⬆
Sleep Score 74
Sono total 8h52 +233 ⬆
REM 58 min
Deep 2h01
Light 5h53
Awake 4 min
Stress avg / max 24 / 37
Disposição (Garmin Readiness) 1 0 (igual)

Veredito automático

🔴 Corte forçado (score 8)

Múltiplos sinais críticos. Off hoje.

O que aconteceu

🏁 MARATONA DE VITÓRIA — 30/08/2026

42,01 km · 5h19m42s no relógio · 5h15m42s em movimento · FC média 140 · FC máx 154 · cadência 157 · RPE 5/10

Ele terminou a primeira maratona da vida, com uma pancada no pé direito tomada na véspera e depois de dormir 4h59. O resultado não foi o esperado. A análise abaixo é sobre por quê — e o dado tem uma resposta bem definida.


1. O plano foi seguido — e seguido bem — até o km 20,5

Bloco do Léo Faixa prescrita Executado Veredito
Aquecimento 0-3 6:29-7:10 6:34/km dentro
B1 · 3-10,5 6:02-6:40 6:26/km dentro
B2 · 10,5-20,5 5:54-6:31 6:31/km dentro
B3 · 20,5-30,5 5:50-6:26 7:35/km 🔴 +68 s/km
B4 · 30,5-40,5 6:02-6:40 9:33/km 🔴 +172 s/km
B5 · 40,5-42 5:46-6:22 9:16/km 🔴 +174 s/km

⭐ E a passagem da meia foi exatamente na linha dos 4h30

Meia maratona (km 21) 2h17m10s
O que o plano pedia 2h15 a 2h20
Projeção mantendo esse ritmo ~4h34

Nos primeiros 21 km ele executou o plano do Léo com precisão: pace médio 6:32, FC 143, cadência 166 — o valor de treino dele. Não saiu rápido demais, não saiu devagar demais. A primeira metade não tem nada de errado.


2. O que NÃO foi seguido desde o km 1: o teto de FC

Esta é a única divergência real da primeira metade, e ela ficou invisível porque o pace estava certo.

Bloco Teto de FC combinado FC real
Aquecimento 0-3 132 143 🔴 +11
B1 · 3-10,5 138 142 🔴 +4
B2 · 10,5-20,5 143 144 🟡 +1
B3 · 20,5-30,5 146 145

Já no km 1 a FC estava em 145. O plano pedia 132 nos três primeiros quilômetros.

Mas atenção: isso NÃO é erro de execução dele

No treino, o mesmo pace custava muito menos FC:

Pace FC
RF3 (26/08, descansado) 6:37/km 136-138
Prova, km 1-5 6:31/km 142

Mesmo pace, +5 a +7 bpm. Isso é estado, não ritmo. E o painel da manhã da prova explica:

Manhã de 30/08 Valor
Sono 4h59
HRV 23
FCrep 53
Disposição (Readiness) 1

Ele largou com 4h59 de sono, HRV em 23 e Disposição 1 — o pior painel de todo o ciclo. Somado à adrenalina de largada e à dor no pé, a mesma velocidade passou a custar mais coração.

Conclusão honesta: para segurar a FC em 132 nos primeiros 3 km, ele teria que correr a 7:00-7:10/km — a borda lenta da faixa do Léo. Isso é a única coisa da primeira metade que dava para fazer diferente. E teria mudado pouco, pelo que vem a seguir.


3. Onde a prova virou: km 25, e o colapso no km 29-32

km Pace FC Cadência
22 6:55 150 165
23 6:56 144 159
24 6:45 146 164
25 7:24 148 164
26 7:41 145 149
27 8:01 144 160
28 6:56 150 163
29 8:14 144 147
30 9:39 132 133 🔴
31 10:16 134 143
32 10:10 134 147
33 7:47 141 160

O ritmo começa a ceder no km 25 e desmorona no km 29-32 — exatamente na única subida do percurso.

A cadência é o que denuncia o que aconteceu. Ela vinha em 166-168 até o km 24. No km 26 cai para 149, no km 29 para 147, no km 30 para 133. Cadência de 133-147 com pace de 9-10 min/km é caminhada alternada com corrida. Ele passou a andar.

⭐ E o km 33 é revelador: assim que a subida termina, o pace volta para 7:47/km e a cadência para 160. Ele ainda conseguia correr — o problema não era ter acabado.


4. 🔴 O achado central: NÃO foi o coração que limitou

Este é o dado mais importante da prova inteira.

Trecho Pace FC
km 20-25 7:04/km 146
km 25-30 8:06/km 143
km 30-35 9:30/km 134
km 35-40 9:36/km 131
km 40-42 9:16/km 134

Nos últimos 12 quilômetros a FC estava em 131-136, com o teto em 146-147. O pace despencou enquanto a frequência cardíaca caía.

Isso não é o muro. No muro glicogênico, o pace cai e a FC se mantém alta ou sobe — o esforço percebido explode porque o motor está no limite. Aqui aconteceu o oposto: sobrou capacidade cardiovascular e faltou outra coisa.

Assinatura observada Compatível com
FC caindo junto com o pace ❌ não é depleção de glicogênio
Cadência caindo em degraus (166 → 149 → 133) ✅ limitação mecânica / dor
Recuperação imediata no km 33 (7:47, cadência 160) ✅ o motor estava disponível
Oscilação depois (8:22 · 8:57 · 12:09 · 8:51) ✅ alternância corre-anda
FC máx da prova: 154 ✅ nunca chegou perto do limite

A limitação foi mecânica, não metabólica nem cardiovascular. O corpo tinha fôlego; as pernas e o pé é que não deixaram usar.

✅ E o atleta confirmou a causa: foi o pé, no km 25

Eu tinha deixado duas hipóteses competindo. Ele respondeu as três perguntas e elas fecham a cadeia:

Pergunta Resposta
O que você sentiu no km 25? "Senti o pé começar a doer"
O fueling foi executado? Sim, completo
Como está o pé hoje? Ainda dói

O fueling completo elimina a hipótese metabólica de vez. Somado à FC caindo junto com o pace, o muro glicogênico está descartado por dois caminhos independentes.

A cadeia causal fica assim:

km O que aconteceu
25 🔴 a dor no pé começa
26 cadência cai de 164 para 149 — a marcha muda
27-29 pace degrada: 8:01 · 6:56 · 8:14
30-32 🗻 a subida cobra o que o pé não tinha: 9:39 · 10:16 · 10:10, cadência 133
33 subida acaba, volta a 7:47 com cadência 160
34-42 alternância corre-anda até a chegada

Um quilômetro entre a dor aparecer e a cadência quebrar. É a assinatura de alteração de marcha por dor — não de fadiga.

O que o ritmo projetava antes da dor

No km 24 ele estava em 2h37m47s, rodando a 6:45-6:56/km.

Cenário Projeção
Mantendo o ritmo do km 22-24 (~6:52/km) nos 18 km restantes ~4h41
Resultado real 5h19m42s

⚠️ Ressalva honesta, para não vender uma prova que não aconteceu: essa projeção assume que ele sustentaria o ritmo — e os km 32-42 eram território nunca corrido, então alguma perda era esperada de qualquer forma. A projeção de ~4h41 é justamente onde o Race Predictor estava (4h41m34s), o que a torna plausível, não otimista.

O território novo continua sendo um fator real depois do km 32. Mas ele não é o que iniciou a quebra — a quebra começou no km 25, com dor, sete quilômetros antes do território novo.


5. O custo, em números

1ª metade (1-21) 2ª metade (22-42)
Tempo 2h17m10s 3h02m30s
Pace 6:32/km 8:41/km
FC 143 138
Cadência 166 151

Positive split de +45m20s. E repare: a FC da segunda metade foi menor que a da primeira.

Distribuição de FC na prova: 24,9% Z1 · 58,6% Z2 · 16,5% Z3 (52 minutos acima de 146) · zero em Z4 e Z5.

Os 52 minutos acima do teto se concentram no km 20-28 — a faixa em que ele ainda estava tentando segurar o ritmo com o pé já cobrando.

⭐ E um número que nunca tinha aparecido: RPE 5/10

Em 49 sessões registradas, a escala dele nunca passou de 4/10 — nem em prova com sprint final. Ontem marcou 5/10.

A escala que não se mexia, se mexeu. Isso é a medida honesta do que custou.


6. O painel de hoje (D+1)

29/08 30/08 (prova) 31/08
HRV 28 23 21 — LOW
FCrep 51 53 55
Sono 7h08 4h59 8h52
Deep 70 100 121 min
BB máx 67 44 37
Disposição 68 1 1
Training Status PRODUCTIVE OVERREACHING 🔴 UNPRODUCTIVE
Carga aguda 312 765 664
Recovery Time 0 h 75,5 h 53,9 h

Tudo aqui é esperado depois de 5h19 de corrida. O sinal bom: 8h52 de sono com 121 min de profundo — o maior valor de sono profundo do ciclo inteiro. O corpo foi buscar o que precisava.

UNPRODUCTIVE e HRV LOW não são para interpretar hoje. São a fotografia de D+1 de uma maratona. A leitura real vem em 4-7 dias.


Decisão / Veredito

Respondendo à pergunta: onde ficou ruim de seguir?

Em ordem de peso:

# Onde Era evitável?
1 A FC saiu acima do teto desde o km 1 (145 contra 132) 🟡 Parcialmente. Correndo a 7:05/km no aquecimento em vez de 6:34, a FC teria começado mais baixa. Mas +5 a +7 bpm vieram do estado (4h59 de sono, HRV 23, dor), não do ritmo
2 O pace cedeu no km 25 Não. Confirmado pelo atleta: é onde a dor no pé começou
3 O colapso no km 29-32, na subida Não. A subida cobrou o que o pé já não tinha
4 52 min acima do teto de FC, no km 20-28 🟡 tentativa de segurar o ritmo com o pé cobrando — humana, e custou

O que o dado NÃO mostra: erro de largada, erro de ritmo na primeira metade, ou falha do plano do Léo. A primeira metade foi executada com precisão e passou a meia na linha dos 4h30.

O que eu não vou fazer é fingir que o resultado é só do pé

Duas coisas verdadeiras ao mesmo tempo:

  1. A pancada na véspera e as 4h59 de sono comprometeram a prova de forma material — e agora está confirmado, não inferido: a dor no pé começou no km 25 e foi ali que a prova virou. Está no dado: FC +7 no mesmo pace, Disposição 1, cadência quebrando em degraus um quilômetro depois da dor.
  2. Os km 32-42 eram território novo de qualquer jeito. O maior treino do ciclo foi 32 km. Mesmo inteiro, os últimos 10 km seriam a maior incógnita do dia. Mas o território novo não é o que iniciou a quebra — ela começou sete quilômetros antes dele.

O que ficou provado ontem: ele atravessou 5h19 de corrida com dor, andando quando precisou, sem abandonar — e com o coração sobrando. Terminar assim é um dado sobre a cabeça dele, não sobre a perna.

Hoje e os próximos dias

Quando O quê
Hoje OFF total. Nada de corrida, nada de força
🔴 O pé Prioridade absoluta. Ver abaixo
2 a 5 dias Caminhada leve, se não doer
7 a 10 dias Só voltar a correr se o pé estiver 100% e sem dor

🔴 Sobre o pé — isso precisa de atenção agora

Foram DUAS pancadas no mesmo pé em 10 dias (por volta de 21/08 e na véspera da prova), e a segunda foi seguida de 42 km com alteração de marcha por 17 quilômetros.

Correr 17 km mancando é o cenário clássico de lesão por compensação — e o pé em si levou uma pancada direta antes.

Sinais que pedem imagem, sem drama e sem adiar:

  • dor num ponto específico que dá para apontar com o dedo
  • dor ao apertar o osso
  • inchaço ou roxo que não cede
  • dor ao apoiar a ponta do pé para empurrar
  • dor que piora nos próximos dias em vez de melhorar

Se qualquer um desses estiver presente, é raio-X. Fratura por estresse de metatarso é exatamente isso, e não aparece sem imagem.

Pendências

  • [x] ~~O que você sentiu no km 25?~~ → ✅ "senti o pé começar a doer" — causa confirmada
  • [x] ~~O fueling foi executado?~~ → ✅ completo. Hipótese metabólica descartada
  • [ ] 🔴🔴 O PÉ AINDA DÓI EM D+1 — procurar avaliação com imagem. Pancada direta + 17 km de marcha alterada é o cenário clássico de fratura por estresse. Não esperar melhorar sozinho
  • [ ] Hoje: OFF total
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo + esta análise da prova
  • [ ] (depois) Refazer zones.py — o Léo recalibrou as zonas de pace na véspera
  • [ ] (depois) Revisar o sistema de zonas com teste de limiar de verdade
Diário 30/08/2026
Domingo
Sem análise registrada.
Diário 29/08/2026
Sábado

Diário 2026-08-29 (sáb)

Reportagem matinal

Auto-gerado 19:22

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 28 ms +3 ⬆
BB max / min 67 / 15 +6 ⬆
FCrep 51 bpm +1 ⬆
Sleep Score 73
Sono total 7h08 −14 ⬇
REM 58 min
Deep 1h10
Light 5h00
Awake 1h16
Stress avg / max 20 / 48
Disposição (Garmin Readiness) 68 −5 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D-1. A MARATONA DE VITÓRIA É AMANHÃ.

O painel da véspera

27/08 28/08 29/08
HRV da noite 26 25 28 maior desde 20/08
HRV média 7 dias 26 26 26 estável
Status UNBALANCED UNBALANCED UNBALANCED
FCrep 51 50 51 estável
Sono 6h46 7h22 7h08
Deep 70 63 70 min
Tempo "acordado" (campo Garmin) 7 min 6 min 76 min ⚠️ ver correção abaixo
Acordado DURANTE a noite (real) 6 min
Sleep Score 79 80 73
Disposição 70 73 68
Recovery Time 0 h 0 h 0 h
Carga aguda 309 329 312 ✅ ratio 0,6
Training Status PRODUCTIVE PRODUCTIVE PRODUCTIVE

O HRV da noite subiu para 28 — o maior valor desde 20/08. A média de 7 dias segurou em 26.

🔴 CORREÇÃO — os "76 minutos acordado" não eram noite picada

Eu escrevi mais cedo hoje que ele passou 76 minutos acordado durante a noite e chamei isso de ansiedade de prova. Está errado, e o atleta contestou o número. Ele mostrou a leitura de um segundo aplicativo, que reportava WASO de 5,0 minutos e eficiência de 99%.

Fui ao payload cru do Garmin conferir bloco a bloco. Os dois aplicativos concordam — eu é que li o campo errado.

Os estágios da noite, na ordem:

Início Fim Minutos Estágio
22:05 22:19 14 adormecendo
22:19 23:29 70 🔴 ACORDADO — um bloco único, no começo
23:29 00:35 66 Light + Deep
00:35 1 acordado
00:35 02:48 133 Light + Deep
02:49 1 acordado
02:49 05:41 172 Light + REM
05:41 05:45 4 acordado
05:45 06:29 44 Light + REM

70 dos 76 minutos são um bloco único no começo, que termina às 23:29. O outro aplicativo marca o início do sono em 23:24 — cinco minutos de diferença.

Acordado DURANTE a noite: 1 + 1 + 4 = 6 minutos. Bate com o WASO de 5,0 min do outro app.

O que aconteceu de fato

O Garmin abriu a janela de sono às 22:05, quando ele deitou e a FC caiu, e contou como "acordado" o tempo que levou para pegar no sono. O outro aplicativo só começa a contar quando o sono realmente começa.

sleep_awake_min do Garmin = latência de adormecer + despertares. Não é WASO.

Métrica Valor
Na cama 22:05 → 06:29 = 8h24
Levou para dormir ~70 min (deitou 22:05, dormiu 23:29)
Dormiu de fato 7h08
Acordado durante a noite 6 min
Eficiência do sono (após adormecer) 99%

E isso melhora o quadro, não piora

A noite foi calma e contínua — a melhor estrutura da semana, com apenas três microdespertares de 1, 1 e 4 minutos. O awakeCount do Garmin marcava 1, e eu tinha esse número na frente: um único despertar não produz noite picada, e eu deveria ter parado ali antes de concluir.

A leitura correta: ele demorou ~70 min para pegar no sono, e depois dormiu direto. Demorar para dormir na antevéspera é normal e não cobra nada. A qualidade do sono dele está melhor do que eu reportei.

O resto do painel segue no lugar: Recovery Time em 0 h, carga aguda em 312 com ratio 0,6, Training Status PRODUCTIVE, FCrep em 51 e HRV da noite em 28 — o maior desde 20/08.

Sobre a sessão de força de ontem (sex 28/08)

Registrada como "Cardiovascular", 58,8 min. Eu tinha escrito que hoje eu pularia. Ele fez, e o dado diz que não custou nada:

FC média 103
FC máx 142
Tempo em Z1 de FC 3.501 s de 3.529 = 99,2%
Recovery Time hoje 0 h
Carga aguda caiu de 329 para 312

Sem custo mensurável. Fica registrado sem drama — a recomendação era conservadora, o dado mostra que a margem existia.

Uma pergunta que ainda importa: essa sessão foi de superiores ou pegou pernas? Se pegou pernas, vale conferir se há alguma rigidez residual hoje.


Decisão / Veredito

Hoje (sáb 29/08) — RRe1

Duração 20 minutos
Pace 7:32 a 9:40/km
Teto de FC 135

Só girar as pernas. Não é para testar ritmo de prova, não é para "ver como estão as pernas" acelerando. Se der vontade de apertar, é a prova de que o taper funcionou — e a resposta certa é guardar.

Sobre o sono desta noite

Vai ser pior que o de ontem, e isso está previsto. A noite da véspera é curta e agitada para quase todo mundo — e não cobra desempenho, porque a noite que sustenta o dia da prova é a antepenúltima, que já passou.

Não vale a pena tentar forçar. Deitar no horário, sem tela, e aceitar o que vier. Ficar ansioso com o sono é o que realmente custa.


🏁 O PLANO DE PROVA

Isto é a minha leitura, montada com os dados do próprio ciclo. Se o Léo definiu algo diferente, o dele vale. Ver runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md.

Os números de referência

Meta 4h30 = ritmo médio 6:24/km
Teto de FC 146-147 (95% do LTHR de 154-155)
FC projetada a 6:24/km, pernas frescas ~140
Deriva cardíaca medida no simulado 0,3-0,5 bpm/h (~2 bpm em 4h30)
Race Predictor de hoje 4h43m25s
Maior treino do ciclo 32,02 km a 6:49/km, FC média 135

Leitura honesta de onde você está: o Race Predictor projeta 4h43. A meta de 4h30 exige 25 s/km mais rápido do que você rodou no simulado, por 10 km a mais. Cardiovascularmente há espaço — a 6:24 a FC projeta 140, com 6-7 bpm de folga até o teto. O limite não é o coração, é a durabilidade muscular dos km 32 a 42 — território que você nunca correu.

Por isso o plano é governado por FC, não por pace. É a régua que você já usa nos longos, e é a única que se auto-corrige se amanhã estiver quente.

A estratégia em quatro blocos

Bloco km Pace Teto de FC O que fazer
1. Segurar 0 a 10 6:30-6:40 138 Deliberadamente mais lento que a meta
2. Regime 10 a 30 6:20-6:30 143 Ritmo de prova, piloto automático
3. A subida 30 a 33 6:40-6:50 146 🗻 NÃO atacar
4. A prova de verdade 33 a 42 FC manda 146-147 Se as pernas responderem, acelera

Fechamento previsto: ~4h33. E o ganho para os 4h30 vem do bloco 4 — se no km 33 a FC estiver em 143 ou menos e as pernas responderem, 9 km a 6:10-6:15 colocam você abaixo de 4h30.

🔴 Bloco 1 (km 0-10) — o único jeito de perder a prova hoje

Vai parecer lento demais. É pra parecer.

Você está descansado, o pelotão vai embora, a adrenalina é máxima e o percurso é plano. Todo mundo que quebra numa maratona quebra por causa dos primeiros 10 km, não dos últimos 10.

Regra
Nunca abaixo de 6:20/km nos primeiros 5 km mesmo se parecer trivial
FC acima de 140 antes do km 10 está rápido demais — alivia
Deixar o pelotão ir eles não estão correndo a sua prova

Bloco 2 (km 10-30) — regime

6:20-6:30/km, FC ≤143. É o ritmo que você treinou. Se a FC estiver abaixo de 140 e o pace no lugar, não acelera — guarda.

🗻 Bloco 3 (km 30-33) — a única subida da prova

~20 m de altimetria, e é a única do percurso inteiro. Cai exatamente na zona clássica do muro.

Não atacar. Segura o esforço e deixa o pace cair 10-20 s/km. Recupera sozinho no plano do km 33.

Você já fez pior: no simulado a maior subida foi +28,6 m no km 26, depois de 3 h de corrida, e a FC não passou do teto.

Bloco 4 (km 33-42) — aqui a FC decide, não o relógio

Território novo. Nunca correu além de 32 km.

No km 33 Decisão
FC ≤143 e pernas respondendo acelera para 6:10-6:15 — os 4h30 estão ali
FC em 144-146, pernas ok 🟡 segura 6:20-6:30. Fecha em ~4h33
FC em 147 ou pernas pesadas 🔒 segura a FC e deixa o pace ir. Terminar bem vale mais

Regra de ouro: nunca passar de 147 antes do km 35. Depois do km 38, se sobrar, pode subir.

Os checkpoints

km O que verificar Se estiver fora
5 pace não deve estar abaixo de 6:20 alivia agora
10 FC ≤138 se >140, o dia está duro: revisa a meta para 4h40-4h45 — não é fracasso, é leitura
21 ~2h15 a 2h20 muito mais rápido = saiu forte demais
30 FC ≤143 aqui começa a prova de verdade
33 a decisão do bloco 4

☀️ Se estiver quente

O teto de FC resolve sozinho. No calor, a mesma FC vem num pace mais lento — e isso é o plano funcionando, não falhando. Se no km 15 a FC estiver em 143 a 6:35/km, o ritmo do dia é 6:35. Aceita. Insistir no pace com a FC estourada é como se quebra uma maratona.

💧 Fueling — abastecer no POSTO, não no relógio

Dose Relógio Posto
1 ~0:30 km 5,3
2 ~1:00 km 10,7
3 ~1:30 ~14
4 ~2:00 ~20
5 ~2:30 ~23
6 ~3:00 ~29,6 — encher o flask
7 ~3:30 31,7 — tomar ANTES de subir
8 ~4:00 34,5 — encher o flask

2 copos por posto. Cápsulas de sal como sempre — não trocar por isotônico. O protocolo testado deu zero sintoma; dia de prova não é dia de variável nova.

O que você leva para a largada

Não é fé, é registro:

Maior treino da vida 32,02 km, feito há 14 dias
FC máx nele 146 — zero segundos acima disso em 3h38
Deriva cardíaca ~0,3-0,5 bpm/h — praticamente nula
Fueling validado, zero sintoma gastrointestinal
Ganho do ciclo 5h06 → 4h43 de projeção em 15 semanas
Últimos 3 treinos todos dentro da faixa prescrita, com auto-correção
Terminou o simulado acelerando (km 31-32 a 6:33)

19:20 — 🏁 O PLANO DO LÉO CHEGOU — e ele manda

O Léo lançou a programação da prova, e ela veio estruturada no Garmin. Puxei os passos direto do workout-service. A partir daqui, o plano que vale é o dele — o que eu tinha montado de manhã passa a ser camada complementar, não alternativa.

A prescrição, bloco a bloco

Bloco Distância km Pace do Léo
Aquecimento 3,0 km 0 → 3 6:29 a 7:10
1 7,5 km 3 → 10,5 6:02 a 6:40
2 10,0 km 10,5 → 20,5 5:54 a 6:31
3 10,0 km 20,5 → 30,5 5:50 a 6:26 ⬅ o mais rápido
4 10,0 km 30,5 → 40,5 6:02 a 6:40 ⬅ alivia
5 1,5 km 40,5 → 42 5:46 a 6:22 ⬅ o pique final

Soma exata: 42,0 km.

⚠️ O "aquecimento" de 3 km é dentro da prova, não antes dela. São os três primeiros quilômetros da maratona, deliberadamente lentos.

O que a estrutura dele diz

É um negative split com pico no meio, e a leitura é elegante:

  1. Sai muito devagar — 3 km a 6:29-7:10, mais lento até do que eu tinha recomendado
  2. Constrói — acelera bloco a bloco até o km 20,5
  3. Pico no km 20,5-30,5 — o bloco mais rápido da prova
  4. ⬇ Alivia no km 30,5-40,5 — volta para 6:02-6:40
  5. Pique nos últimos 1,5 km

⭐ E olha onde o alívio cai: o bloco 4 começa no km 30,5 — exatamente onde está a única subida do percurso (km 30-33). O Léo já embutiu a proteção da subida na prescrição. A recomendação que eu tinha dado de manhã — "não atacar o km 30-33" — está dentro do plano dele. Convergência, não conflito.

O que essa faixa entrega em tempo

As faixas são largas (36-38 s/km). Calculei os três cenários sobre os 42,195 km:

Cenário Tempo
Correndo a borda rápida de tudo 4h12
Correndo o meio de tudo 4h25
Correndo a borda lenta de tudo 4h38

A meta de 4h30 está confortavelmente dentro da faixa — nem na borda, nem no meio. Fica a cerca de um terço do caminho entre o meio e a borda lenta.

🎯 A linha dos 4h30 dentro do plano do Léo

Estes são os números que fecham 4h30 sem correr em nenhuma borda:

Bloco km Faixa do Léo ⭐ Alvo p/ 4h30
Aquecimento 0 → 3 6:29-7:10 ~6:57
1 3 → 10,5 6:02-6:40 ~6:28
2 10,5 → 20,5 5:54-6:31 ~6:19
3 20,5 → 30,5 5:50-6:26 ~6:14
4 30,5 → 40,5 6:02-6:40 ~6:28
5 40,5 → 42,2 5:46-6:22 ~6:10

Todos folgados dentro da prescrição. Nenhum exige correr no limite.

A camada que eu acrescento: o teto de FC

O Léo prescreve por pace. O teto de FC é a régua que este projeto vem usando, e ela protege o plano dele — principalmente porque amanhã pode estar quente.

Bloco km Pace-alvo Teto de FC
Aquecimento 0 → 3 ~6:57 ≤132
1 3 → 10,5 ~6:28 ≤138
2 10,5 → 20,5 ~6:19 ≤143
3 20,5 → 30,5 ~6:14 ≤146
4 30,5 → 40,5 ~6:28 ≤146
5 40,5 → 42,2 ~6:10 livre

⭐ Regra de arbitragem: se a FC chegar ao teto antes do pace chegar à faixa, a FC vence — alivia.

Não é desobedecer o Léo: é o que garante que os blocos 3, 4 e 5 sejam possíveis. É a régua híbrida que ele já usa nos longos há meses, e foi ela que produziu o simulado com FC máxima de 146 em 3h38.

⏰ E o horário da largada apareceu: 05:30

Estava no evento do calendário. Isso é cedo, e muda a logística da manhã:

Largada 05:30
Estar no local ~04:30
Acordar ~03:15-03:30
Pré-treino (pão com mel + 2 bananas) ~03:30-04:00

A vantagem é grande: às 05:30 o calor ainda não chegou. O teto de FC vai ser muito mais fácil de respeitar do que seria numa largada às 07h ou 08h.

⚠️ Comer às 03:30 é incômodo, mas é o protocolo validado no simulado. Não substituir por nada novo. Se não descer bem, reduzir a quantidade — não trocar o item.

E ele tirou um cochilo de 51 minutos hoje, registrado no Garmin. Numa véspera com largada às 05:30, isso é exatamente a coisa certa a fazer.


⚠️ ACHADO TÉCNICO: o Léo recalibrou as zonas de pace

Comparando o mesmo treino (workout_id 1676181384, o RRe1 de hoje) puxado em duas datas:

Puxado em Faixa da "Z1" do RRe1
25/08 7:32 a 9:40/km
hoje 6:59 a 8:58/km

Mesmo treino, mesmo ID, faixas diferentes. As zonas de pace foram recalibradas — a Z1 ficou cerca de 33 s/km mais rápida.

Isso responde uma das perguntas técnicas que estavam pendentes com ele desde 11/08 ("recalibrar as zonas de pace").

Consequência prática: o arquivo zones.py deste projeto está desatualizado. As faixas que eu venho citando (Z2 6:37-7:29, Z3 6:09-6:37, Z4 5:48-6:09) são da régua antiga. Amanhã não muda nada — os números do plano do Léo são os que valem, e eles já vêm com a régua nova embutida. Mas depois da prova o zones.py precisa ser refeito.

Pendências

  • [ ] Hoje: RRe1 — 20 min, 7:32-9:40/km, FC ≤135. Só girar
  • [ ] Separar hoje: número de peito, chip, tênis, roupa, 8 géis, cápsulas de sal, soft-flask, relógio carregado
  • [ ] Conferir o horário da largada e o trajeto até a Praça do Papa
  • [ ] Pré-treino: pão com mel + 2 bananas (validado no simulado), 2-3 h antes
  • [ ] Dormir sem forçar. Véspera agitada é normal e não cobra desempenho
  • [ ] ❓ A força de ontem foi de superiores ou pegou pernas?
  • [x] ~~76 min acordado = noite picada~~ → 🔴 ERRO MEU, corrigido: 70 dos 76 min são latência para adormecer. Acordado durante a noite: 6 min. sleep_awake_min do Garmin inclui o tempo na cama antes de dormir — não é WASO
  • [ ] 🏁 AMANHÃ, LARGADA 05:30 — o plano do Léo manda: 0-3 km a ~6:57 · 3-10,5 a ~6:28 · 10,5-20,5 a ~6:19 · 20,5-30,5 a ~6:14 · 30,5-40,5 a ~6:28 · final a ~6:10
  • [ ] Teto de FC por bloco: 132 · 138 · 143 · 146 · 146 · livre. Se a FC bate o teto antes do pace, a FC vence
  • [ ] Acordar ~03:15 · pré-treino ~03:30-04:00 (pão com mel + 2 bananas, sem substituir nada)
  • [ ] (pós-prova) Refazer zones.py — o Léo recalibrou as zonas de pace (Z1 do RRe1 passou de 7:32-9:40 para 6:59-8:58)
Diário 28/08/2026
Sexta

Diário 2026-08-28 (sex)

Reportagem matinal

Auto-gerado 13:52

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 25 ms −1 ⬇
BB max / min 61 / 17 −8 ⬇
FCrep 50 bpm −1 ⬇
Sleep Score 80
Sono total 7h22 +36 ⬆
REM 1h02
Deep 1h03
Light 5h18
Awake 6 min
Stress avg / max 20 / 39
Disposição (Garmin Readiness) 73 +3 ⬆

Veredito automático

🟠 Descanso recomendado (score 3)

Sinais fracos: HRV, BB.

O que aconteceu

D-2. O RSP3 foi feito, e é a melhor notícia de execução do ciclo inteiro. O ciclo de treino está encerrado — resta um giro leve amanhã e a prova.

⭐⭐ O RSP3: 3 dos 4 tiros dentro da faixa, e o único fora errou por 5 segundos

4,26 km · 31,5 min · FC média 129 · FC máx 147 · cadência 161,6 · GCT 295 ms · RPE 1/10

A faixa prescrita dos tiros era 5:48 a 6:06/km. Eu pedi para mirar 5:57.

Tiro Pace FC méd / máx Veredito
1 5:43/km 143 / 147 🟡 5 s/km abaixo do piso
2 5:57/km 138 / 143 exatamente no alvo
3 5:53/km 135 / 140 ✅ dentro
4 5:52/km 134 / 139 ✅ dentro

E o resto da sessão também:

Bloco Prescrito Executado
Aquecimento 5' 7:32-9:40 7:38/km ✅
Rodagem 5' 6:40-7:26 6:44/km ✅
Trotes (4×) 7:32-9:40 7:36 · 8:03 · 7:41 · 8:29 ✅
Volta à calma 5' 7:32-9:40 10:22/km ✅

A sessão inteira saiu dentro da prescrição, com exceção de cinco segundos no primeiro tiro.

O que isso significa — e é grande

O padrão tinha três ocorrências e eu vinha apontando desde junho:

Sessão Piso prescrito Executado Estouro
RSP2 03/06 Z4 atravessou pra Z5
RMI2 13/08 5:12/km 4:25/km 47 s/km
RMI1 20/08 4:50/km 4:32 e 4:13/km 18 e 37 s/km
RSP3 27/08 5:48/km 5:43 · 5:57 · 5:53 · 5:52 5 s/km, uma vez

De 47 segundos para 5 segundos. E os três tiros seguintes ficaram todos dentro.

E o erro foi exatamente onde eu disse que seria: o primeiro. A tática que combinamos era entrar em 6:00-6:03 e deixar assentar, conferindo o relógio aos 30 segundos. O tiro 1 saiu quente, e do tiro 2 em diante ele corrigiu — 5:57 é o número exato que eu pedi.

Isso é auto-correção dentro da sessão, sem coach do lado. É a contra-prova que faltava: ontem, no RF3, ele parou na borda de uma zona contínua; hoje, no tiro curto — onde a FC não sobe a tempo de avisar — ele respeitou a faixa e ainda ajustou no meio do caminho.

E a FC desceu tiro a tiro

147 → 143 → 140 → 139.

Quatro tiros no mesmo esforço, com a FC caindo a cada um. Não é fadiga acumulando — é o oposto: o corpo entrando em regime. A FC máxima da sessão inteira foi 147, exatamente o teto de prova, e apareceu só no primeiro tiro, que foi o mais rápido.

Distribuição total: zero segundos em Z4 ou Z5 de FC, 5 segundos em Z3. A sessão custou praticamente nada.

⚠️ Uma ressalva de leitura, pra não inflar: cadência 161,6 e GCT 295 ms são os piores números da semana. Não é sinal. Metade da sessão foi trote a 7:36-8:29/km, e trote lento derruba os dois. Não serve pra comparar com sessão contínua.


O painel de hoje (D-2)

26/08 27/08 28/08
Sono 6h46 6h46 7h22 +36 min
Sleep Score 78 79 80
Despertares 0 0 0 ✅ EXCELENTE
FCrep 51 51 50 ⬇ melhor desde 20/08
Disposição 58 70 73 ⬆ maior desde 21/08
Recovery Time 18,5 h 0 h 0 h
Carga aguda 383 309 329 (o RSP3 entrou)
Load ratio 0,7 0,6 0,6
Training Status PRODUCTIVE PRODUCTIVE PRODUCTIVE
HRV (noite) 27 26 25
HRV média 7 dias 27 26 26 parou de cair

✅ O sono reagiu

7h22 contra 6h46 nas duas noites anteriores. Ainda 8 minutos abaixo do alvo de 7h30, mas é a maior noite desde 21/08 e o Garmin classificou como POSITIVE_LONG_AND_CONTINUOUS, com zero despertares.

E a média de HRV parou de cair: vinha 28 → 27 → 26, e hoje segurou em 26. Ainda abaixo do piso de 28, mas a trajetória de queda foi interrompida — que é o que uma noite melhor produz primeiro.

FCrep em 50 é o melhor valor desde 20/08, e a Disposição em 73 é a maior desde 21/08.


Decisão / Veredito

O ciclo de treino acabou. Não há mais nada a construir.

Dia Sessão
hoje, sex 28 OFF
sáb 29 RRe1 — 20 min, pace 7:32-9:40/km
dom 30 🏁 MARATONA DE VITÓRIA

Hoje (sex 28/08) — OFF de verdade

Atividade Veredito
Descanso é o plano
Caminhada leve ✅ ok
Corrida não
Força de pernas não — a 2 dias, carga mecânica nas pernas não tem retorno
Força de superiores 🟡 se estiver no combinado com o Vitor; hoje eu pularia

🎯 ESTA NOITE É A QUE DECIDE: sexta → sábado, alvo ≥8h

Vale repetir porque é contraintuitivo e porque é hoje: a noite da véspera de prova quase sempre é curta e agitada por ansiedade — e isso é normal, não cobra desempenho. A noite determinante é a antepenúltima, que é esta.

Alvo: 8h. É a última alavanca disponível antes de domingo, e a única que ainda pode mover a média de HRV.

Amanhã (sáb 29/08) — RRe1

20 minutos, pace 7:32-9:40/km, FC ≤135. Só girar as pernas. Não é para testar ritmo de prova, nem "sentir como estão as pernas" acelerando. Se der vontade de apertar, é sinal de que o taper funcionou — e a resposta certa é guardar.

🔴 O que ainda não foi resolvido, e o prazo é hoje

# Pendência Prazo
1 Postos de hidratação — quantos, em que km, o que servem hoje
2 Carb-up — orientação da nutro hoje (já era pra ter começado)
3 Cinto / soft-flask — decorre do item 1 hoje
4 Logística: horário da largada, pré-treino, onde os géis vão, roupa e tênis sábado

Sobre o item 1: o protocolo pede ~960 ml/h — cerca de 3,5 L numa prova de 4h30. Copo de posto de rua tem 150-200 ml, o que dá ~20 copos. Sem confirmação hoje, a decisão segura é levar cinto ou soft-flask e tratar os postos como complemento, não como fonte principal.

09:30 — O mapa oficial da prova chegou: hidratação resolvida, e apareceu um dado estratégico novo

O atleta enviou o mapa oficial da Maratona de Vitória. Isso fecha a pendência dos postos de hidratação, que estava aberta há 8 dias — e trouxe uma informação que muda o plano de ritmo.

🗻 O achado estratégico: o percurso é PLANO, com uma única subida — entre os km 30 e 33

O perfil altimétrico do mapa mostra 0 m do km 0 ao km 30, uma subida até ~20 m entre os km 30 e 33, e 0 m do km 33 até a chegada.

Ou seja: a única altimetria da prova inteira cai exatamente na zona clássica do muro.

Altura ~20 m
Onde km 30 a 33
Contexto logo depois do trecho mais longo sem posto

Para comparação: no simulado de 16/08 ele subiu +277 m no total, e a maior subida isolada foi de +28,6 m no km 26 — mais alta que esta, feita depois de 3 h de corrida, e a FC não passou do teto. Ele já fez essa subida, mais dura, mais tarde e mais cansado.

A regra para o km 30-33: não atacar. Segurar o esforço e deixar o pace cair 10-20 s/km na subida. Recuperar no plano do km 33 em diante. Atacar 20 m de subida no km 31 de uma maratona é a definição do erro clássico.

💧 Os postos de hidratação

Com quilometragem explícita no mapa:

km Serviços
2,6 água
5,3 água
8,3 água · ambulância · banheiros
10,7 água
29,6 ambulância · banheiros
31,7 isotônico · água
34,5 isotônico · água
37,3 ambulância (retorno OGMO/Centro)
42 água · isotônico · ambulância · banheiros · música

Pontos marcados sem número decimal legível, posicionados sobre os marcadores de quilômetro:

km aprox. Serviços
~14 água · ambulância · banheiros
~17 isotônico · água
~20 água
~23 isotônico · água · ambulância
~29 isotônico · água
~40 isotônico · água · ambulância

Total: cerca de 13 pontos de água. É bem mais do que o cenário que eu estava planejando.

⚠️ Ressalva de leitura: os números acima saem da leitura da foto do mapa. Como o percurso passa duas vezes pelos mesmos trechos (ida e volta), é provável que vários postos físicos atendam a dois quilômetros diferentes — por exemplo, o ponto de 8,3 fica no mesmo lugar do marcador 26. Se for isso, os intervalos são ainda menores do que a tabela sugere. Confirmar na retirada do kit.

🧮 A conta da água — e a decisão do cinto

Protocolo validado no simulado ~960 ml/h
Numa prova de 4h30 ~3,5 L
Postos disponíveis ~13
Necessário por posto ~270 ml = 2 copos

É viável sem carregar os 3,5 L. Dois copos por posto, em quase todos, resolve o volume.

⚠️ Mas há dois intervalos longos na leitura conservadora:

Trecho Distância sem posto Tempo a 6:24/km
km 23 → 29,6 6,6 km ~42 min
km 34,5 → 40 5,5 km ~35 min

Os dois caem na segunda metade — onde faz mais calor, a depleção é maior e o custo de ficar seco é maior.

Recomendação: NÃO levar cinto completo. Levar um soft-flask de ~500 ml só para cobrir esses dois trechos.

Opção Veredito
Cinto com 3,5 L não — peso morto, os postos cobrem o volume
Soft-flask de ~500 ml recomendado — cobre os dois vãos, custa quase nada de peso
Nada, só postos 🟡 funciona se os postos dobrarem na ida/volta como parece; arriscado sem confirmar

🍯 O fueling mapeado nos postos

O protocolo é 1 dose a cada 30 min. A ~6:24/km, 30 min = ~4,7 km. Alinhando as doses aos postos:

Dose Momento (relógio) Posto para usar Observação
1 ~0:30 km 5,3
2 ~1:00 km 10,7
3 ~1:30 km ~14 banheiros aqui
4 ~2:00 km ~20
5 ~2:30 km ~23 isotônico disponível
6 ~3:00 km ~29 / 29,6 ⚠️ antes do vão de 6,6 km — encher o flask aqui
7 ~3:30 km 31,7 🗻 dentro da subida — tomar antes de começar a subir
8 ~4:00 km 34,5 ⚠️ encher o flask — vão de 5,5 km à frente
(9) ~4:30 km ~40 só se a prova passar de 4h30

⭐ Regra de ouro do dia: abastecer no POSTO, não no relógio. Se o posto vier 500 m antes da hora, toma no posto. Se vier depois, espera. A cadência de 30 min é uma referência, não uma ordem — e essa flexibilidade foi validada no simulado, onde o protocolo saiu limpo com zero sintoma gastrointestinal.

🧂 Sódio e isotônico

O simulado validou ~775 mg/h de sódio, vindo das cápsulas de sal + géis. O isotônico dos postos (km ~17, ~23, ~29, 31,7, 34,5, ~40) é bônus, não substituto.

⚠️ Não trocar as cápsulas de sal por isotônico no dia da prova. O protocolo que foi testado e deu zero sintoma é o das cápsulas. Dia de prova não é dia de variável nova. Isotônico entra só como líquido extra, se apetecer.

🚻 Banheiros

km 8,3 · ~14 · 29,6 · chegada. Se precisar, os dois primeiros são os que custam menos tempo.

Pendências

  • [x] ~~RSP3 com piso de pace 5:48~~ → ✅ 3 de 4 tiros dentro; o único fora errou por 5 s. Auto-corrigiu do tiro 2 em diante
  • [x] ~~Último checkpoint do pé~~ → ✅ passou: maior carga de impacto desde a pancada, FC máx 147, sem intercorrência
  • [ ] Hoje: OFF. Sem corrida, sem força de pernas
  • [ ] 🎯 DORMIR 8h ESTA NOITE — é a noite que decide
  • [x] ~~Postos de hidratação~~ → ✅ mapa oficial recebido: ~13 postos de água. Decisão: soft-flask de ~500 ml, não cinto
  • [ ] 🔴 HOJE: carb-up — orientação da nutro (única pendência de nutrição que restou)
  • [ ] Confirmar na retirada do kit se os postos atendem ida e volta (mudaria os dois vãos de 6,6 km e 5,5 km)
  • [ ] 🗻 km 30-33 é a ÚNICA subida da prova (~20 m): NÃO atacar. Segurar esforço, deixar o pace cair 10-20 s/km
  • [ ] Amanhã: RRe1 — 20 min, 7:32-9:40/km, FC ≤135. Não acelerar
  • [ ] Estratégia de prova (pace, teto de FC, gatilhos por bloco) — ofertada, aguardando o sim. Se for pra montar, é hoje ou amanhã
  • [ ] Sábado: separar roupa, tênis, géis, cápsulas de sal e número de peito
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo + o relato do RSP3
  • [ ] Domingo: teto de FC 146-147 · alvo ~6:24/km · não sair a 6:00/km na largada
Diário 27/08/2026
Quinta

Diário 2026-08-27 (qui)

Reportagem matinal

Auto-gerado 06:22

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 26 ms −1 ⬇
BB max / min 69 / 22 +6 ⬆
FCrep 51 bpm 0 (igual)
Sleep Score 79
Sono total 6h46 0 (igual)
REM 1h05
Deep 1h10
Light 4h31
Awake 7 min
Stress avg / max 18 / 33
Disposição (Garmin Readiness) 70 +12 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 1)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D-3. O RSP3 é hoje — a última sessão com intensidade do ciclo. E o painel está melhorando em quase tudo, menos no que eu pedi.

✅ O estresse cedeu — e isso era a causa raiz

Sinal 25/08 26/08 27/08
Stress médio diurno 23 22 18 de volta à linha de base
avgSleepStress 25,0 22,0 20,0 ⬇ 3º dia caindo
Disposição 52 58 70
Recovery Time 22,1 h 18,5 h 0 h ✅ zerado
Carga aguda 400 383 309 ⬇ mínimo do ciclo
Load ratio 0,7 0,7 0,6
BB máx 61 63 69 ⬆ (recarga +50)
Despertares 1 0 0 ✅ EXCELENTE
FCrep 53 51 51 estável

O estresse diurno voltou a 18 — a linha de base dele. Era a causa confirmada dos sinais elevados desde 25/08 (semana pesada de trabalho, zero sintoma), e passou. O avgSleepStress caiu pelo terceiro dia seguido. A noite foi classificada como POSITIVE_CALM, com zero despertares.

Carga aguda em 309 com ratio 0,6, Recovery zerado e Disposição 70. Do ponto de vista de carga, é um corpo pronto.

⚠️ Mas o sono não veio — segunda noite seguida

Noite Alvo que combinamos Entregue
25 → 26/08 ≥7h30 6h46
26 → 27/08 ≥7h30 6h46

Duas noites, o mesmo 6h46, o mesmo déficit de ~45 min.

E o HRV está respondendo a isso:

25/08 26/08 27/08
HRV da noite 25 27 26
Média de 7 dias 28 27 26
Piso da faixa BALANCED 28 28 28
Status BALANCED UNBALANCED UNBALANCED

A média está descendo, não subindo: 28 → 27 → 26. Terceiro dia afastando-se do piso.

Vou ser direto, porque é o meu papel aqui: ontem eu escrevi que dormir tinha virado a variável mais importante que sobrou, e que a carga de treino já estava resolvida. A carga continua resolvida — o sono não. Não é cobrança moral, é aritmética: o HRV é média móvel de 7 dias e só sobe se as noites entregarem. Restam três.

A boa notícia é que a causa que atrapalhava saiu do caminho. O estresse de trabalho cedeu (18 de estresse diurno é o menor desde 20/08). O que faltava para dormir bem já não está lá.

🎯 A noite de sexta para sábado é a que decide

Vale repetir porque é contraintuitivo: a noite da véspera de prova quase sempre é curta e agitada, e isso é normal — não cobra desempenho. A noite que a literatura e a prática apontam como determinante é a antepenúltima: sexta 28 → sábado 29.

Noite Alvo
qui 27 → sex 28 ≥7h30
sex 28 → sáb 29 ≥8h — esta é a que decide
sáb 29 → dom 30 o que vier. Véspera ruim é esperada e benigna

Decisão / Veredito

🎯 HOJE: RSP3 — a prescrição exata, puxada do Garmin agora

Bloco Duração Pace prescrito
Aquecimento 5:00 7:32 a 9:40/km
Rodagem 5:00 6:40 a 7:26/km
Tiro 1 2:00 5:48 a 6:06/km
Trote 2:00 7:32 a 9:40/km
Tiro 2 2:00 5:48 a 6:06/km
Trote 2:00 7:32 a 9:40/km
Tiro 3 2:00 5:48 a 6:06/km
Trote 2:00 7:32 a 9:40/km
Tiro 4 2:00 5:48 a 6:06/km
Trote 2:00 7:32 a 9:40/km
Volta à calma 5:00 7:32 a 9:40/km

Total: 31 minutos + desaquecimento livre.

⛔ O número que responde à pergunta: 5:48/km é o mais rápido permitido

Correção de um número meu: eu vinha dizendo 5:47, herdado da faixa do RMI1. A prescrição de hoje diz 5:48. Um segundo de diferença, mas ele pediu o número exato e o exato é 5:48.

O ideal não é colar em 5:48 — é rodar no meio da faixa, perto de 5:57/km. Assim uma oscilação natural do relógio não te joga para fora por baixo.

A tática concreta para não furar o piso

O padrão tem três ocorrências (4:25 no RMI2, 4:32 e 4:13 no RMI1), e a razão é física: em tiro de 2 minutos a FC não sobe a tempo de avisar. Você não vai sentir que está rápido demais — vai parecer fácil, porque está descansado e o pé está bom.

Então a régua tem que ser o relógio, e a tática é a entrada:

  1. Comece o tiro em ~6:00-6:03/km e deixe assentar. Não largue forte para "ajustar depois" — em 2 minutos não dá tempo de ajustar.
  2. Olhe o relógio aos 30 segundos. Se estiver abaixo de 5:50, alivie ali. Aos 60 segundos já é tarde.
  3. Se aparecer 5:40, segure na hora.
  4. O trote é lento de propósito: a prescrição pede 7:32 a 9:40/km. Não é para apressar a recuperação — hoje o objetivo não é estímulo, é manutenção.

Guard-rail de FC (secundário hoje): a FC não deve passar de ~155 nos tiros. Não persiga FC — em 2 minutos ela chega em 145-152 e isso está certo. A régua de hoje é o pace.

Por que esse cuidado, a 3 dias da largada

Nada nesta sessão adiciona aptidão. Ela existe para manter o sistema acordado, não para treinar.

O risco de correr os tiros a 5:20 ou 5:00 não é cardíaco — é mecânico. A 101 kg, cada segundo por quilômetro a mais de velocidade aumenta a força de impacto na panturrilha, no Aquiles e na fáscia plantar. A 3 dias, uma lesão de impacto não tem tempo de cicatrizar.

E hoje há um motivo extra: esta é a maior carga de impacto desde a pancada no pé. É o último checkpoint dele.

Contexto que ajuda: ontem, no RF3, você foi até 6:37/km — o limite exato da Z2 — e parou ali. A habilidade é a mesma hoje, na borda oposta.

O resto da semana

Dia Sessão Régua
sex 28 OFF. Sem força de pernas
sáb 29 RRe1 — 20 min Pace 7:32-9:40/km. Só girar
dom 30 🏁 MARATONA Teto de FC 146-147 · alvo ~6:24/km

Pendências

  • [ ] 🎯 HOJE — RSP3: os tiros são 5:48 a 6:06/km. Mirar 5:57. Não descer de 5:48
  • [ ] Checar o relógio aos 30 segundos de cada tiro — aos 60 já é tarde
  • [ ] 🎯 Dormir ≥7h30 hoje — duas noites seguidas em 6h46, e a média de HRV caiu 28 → 27 → 26
  • [ ] 🎯 A noite de sex 28 → sáb 29 é a que decide: ≥8h
  • [ ] 🔴 POSTOS DE HIDRATAÇÃO — sem resposta há 7 dias. Quantos, em que km, o que servem. Sem confirmação até sexta, a decisão passa a ser: levar cinto/soft-flask
  • [ ] 🔴 CARB-UP — começa hoje ou amanhã. Precisa da orientação da nutro hoje
  • [ ] Estratégia de prova (pace, teto de FC, gatilhos por bloco) — ofertada, aguardando o sim
  • [ ] Logística do dia: horário da largada · pré-treino (pão com mel + 2 bananas) · onde os géis vão · roupa e tênis separados
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo + o relato do RSP3
Diário 26/08/2026
Quarta

Diário 2026-08-26 (qua)

Reportagem matinal

Auto-gerado 13:31

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 27 ms +2 ⬆
BB max / min 63 / 26 +2 ⬆
FCrep 51 bpm −2 ⬇
Sleep Score 78
Sono total 6h46 −37 ⬇
REM 59 min
Deep 1h36
Light 4h11
Awake 5 min
Stress avg / max 22 / 51
Disposição (Garmin Readiness) 58 +6 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D-4. Painel dividido: cinco indicadores melhoraram, dois pioraram — e o que piorou não é o treino.

✅ A recuperação está avançando na maior parte da frente

Indicador 25/08 26/08
FCrep 53 51 ⬇ 2º dia caindo
avgSleepStress 25,0 22,0 ⬇ cedendo
Disposição 52 72 +20
Carga aguda 400 295 ⬇ mínimo do ciclo
Load ratio 0,7 0,5
Recovery Time 22,1 h 0 h ✅ zerado
Deep 58 min 1h36
Despertares 1 0 ✅ classificado EXCELENTE

Carga aguda em 295 e razão de carga em 0,5 é o ponto mais baixo desde o começo do bloco. É onde o taper deveria estar chegando na quarta da semana de prova. Recovery Time zerado e Disposição 72 dizem a mesma coisa: o corpo está descansado.

E a noite, apesar de curta, foi de qualidade: 1h36 de sono profundo — mais que o dobro de ontem e o melhor valor em três semanas — com zero despertares e o Garmin classificando como POSITIVE_CONTINUOUS. O avgSleepStress também cedeu de 25 para 22, o que sustenta a hipótese confirmada ontem: o estresse era de trabalho, e está passando.

⚠️ Os dois que pioraram — e eu vou aplicar a régua que corrigi em 20/08

1. O HRV virou UNBALANCED.

25/08 26/08
HRV da noite 25 27 ⬆
Média de 7 dias 28 27
Piso da faixa BALANCED 28 28
Status BALANCED 🟡 UNBALANCED

O valor da noite subiu, mas a média caiu abaixo do piso. Em 20/08 eu escrevi que gate de HRV se lê pela média de 7 dias e pelo status, nunca pelo valor de uma noite. A régua vale nos dois sentidos — naquele dia ela salvou a sessão, hoje ela marca um recuo real. Não é ruído.

2. Sono curto: 6h46, com REM de só 59 min (ontem foram 2h09).

O que isso significa junto

A carga de treino não é a causa — ela está no mínimo do ciclo. A causa foi identificada e confirmada ontem: trabalho, sem nenhum sintoma. O avgSleepStress caindo de 25 para 22 mostra que está cedendo.

Mas o HRV é uma média móvel: ele responde devagar. Para a média de 7 dias voltar acima de 28 até domingo, as próximas noites precisam entregar. E é aí que está o único problema real de hoje: 6h46 é curto.


Decisão / Veredito

🎯 A partir de hoje, dormir é a variável mais importante do treino

Restam três noites antes da véspera. A carga de treino já está resolvida — 295 de carga aguda, ratio 0,5, Recovery zerado. Não há mais nada a ganhar treinando, e há muito a ganhar dormindo.

Noite Alvo
qua 26 → qui 27 ≥ 7h30
qui 27 → sex 28 ≥ 7h30
sex 28 → sáb 29 ≥ 8h
sáb 29 → dom 30 a noite da véspera costuma ser ruim — e isso é normal e não custa desempenho. A noite que importa de verdade é a de sexta pra sábado

Esse último ponto é o que mais gente erra: o sono da véspera de prova quase sempre é curto e agitado, por ansiedade. A literatura e a prática dizem que a noite decisiva é a antepenúltima — a de sexta para sábado. Se ela for boa, uma véspera ruim não cobra nada no domingo.

Hoje (qua 26/08) — RF3, 20' Z2

Pace 6:37-7:29/km
Teto de FC 146
Duração 20 min

O painel sustenta sem discussão: Recovery Time 0 h, Disposição 72, carga aguda no mínimo. O veredito automático marcou 🟡 "prioriza Z2" — e o treino de hoje já é Z2, então não há conflito nenhum.

⚠️ A única armadilha de hoje é a boa sensação. Corpo descansado, pernas leves, pé liberado e mecânica no melhor nível do mês — é exatamente o quadro em que 20 minutos de Z2 viram 30 minutos de Z3 sem ninguém perceber. 20 minutos. Z2. Acabou.

⚠️ Amanhã (qui 27/08) — RSP3, 4 × 2' Z4: o ponto de maior risco da semana

Pace 5:47 a 6:06/km
PISO 5:47/km — não descer disso
Teto de FC 165 (Z4), mas a FC não vai subir tanto em 2 min

Nas três últimas sessões com tiro, o pace saiu abaixo do piso prescrito: RSP2 03/06, RMI2 13/08 (4:25) e RMI1 20/08 (4:32 e 4:13). A 3 dias da largada, um tiro rápido demais é literalmente a única coisa que ainda pode estragar domingo — e o risco é mecânico, não cardíaco.

E amanhã tem um agravante: é a maior carga de impacto desde a pancada no pé. É também o último checkpoint dele.

Regra de amanhã: se o relógio mostrar 5:40 ou menos, segura. Z4 é 5:47-6:06.

Race Predictor: 4h41m48s

Estável desde 16/08 (4h40m52s). A projeção não se move mais — e não deveria. Ela reflete o que foi construído até o simulado; o taper não adiciona nada a ela, só garante que você chegue inteiro para executá-la.

13:30 — RF3 feito: 20 minutos em Z2, colados no limite e sem furar

4,59 km · 32,5 min · FC média 133 · FC máx 142 · cadência 163,2 · GCT 291 ms · RPE 1/10

Lap Tempo Dist Pace FC méd/máx
1 5:00 0,68 7:20/km 131/139 aquecimento
2 6:40 1,00 6:40/km 131/141 ✅ Z2
3 6:38 1,00 6:38/km 138/142 ✅ Z2
4 6:37 1,00 6:37/km 136/141 exatamente no limite
6 5:00 0,69 7:15/km 130/137 desaquecimento

Bloco principal: 19:55 em Z2. A prescrição era 20 minutos. Cravou.

⭐ E aqui tem uma coisa que merece ser dita com todas as letras

A Z2 vai de 6:37 a 7:29/km. Ele rodou 6:40 → 6:38 → 6:37. Acelerando volta a volta, chegando exatamente no limite da zona — e parando ali.

De manhã eu escrevi que a armadilha do dia era corpo descansado transformar 20 minutos de Z2 em 30 de Z3 sem ninguém perceber. Não aconteceu. Ele foi até a borda e não atravessou.

Isso é diferente do padrão das últimas semanas. Nas três sessões anteriores com faixa prescrita, o pace furou o limite: 4:25 no RMI2, 4:32 e 4:13 no RMI1. Hoje a faixa foi respeitada no ponto mais difícil de respeitar — o de baixo, com pernas leves e sensação de facilidade. Sem nenhum aviso de coach no meio do treino.

FC máx 142, com teto de 146. Zero segundo em Z3, Z4 ou Z5. E o RPE veio 1/10 — o valor mais baixo já registrado na série dele (em 49 sessões, só uma vez tinha aparecido). Não é sinal de nada além do óbvio: está descansado.

📐 O que a sessão diz sobre domingo

Juntando com o FFR4 de ontem, dá pra estimar a FC no ritmo de prova:

Sessão Pace FC média
RF3 hoje 6:37/km 136-138
Ritmo-alvo da prova ~6:24/km ~140 (interpolado)
FFR4 ontem 6:06/km 143

Teto de FC da prova: 146-147. No ritmo-alvo, com pernas frescas, a FC projeta ~140 — sobram 6 a 7 bpm de margem.

E a deriva cardíaca medida no simulado foi de 0,3 a 0,5 bpm/h. Em 4h30 isso soma ~2 bpm. Chegada projetada: ~142 bpm, ainda 4-5 abaixo do teto.

⚠️ Ressalva: isso vale se o ritmo for o combinado desde o km 1. A margem some rápido se a largada sair a 6:00/km na adrenalina do pelotão.

Painel pós-sessão

Disposição 72 → 58, Recovery Time 0 → 18,5 h, carga aguda 295 → 383. Movimento normal e esperado para uma sessão de 32 minutos. Race Predictor 4h41m42s.

Pendências

  • [x] ~~Hoje: RF3 — 20' Z2~~ → ✅ feito e cravado: 19:55 em Z2, pace 6:40/6:38/6:37, FC máx 142. Foi até a borda da zona e não atravessou
  • [ ] 🎯 Dormir ≥7h30 hoje — é a variável mais importante que sobrou; a noite decisiva é a de sexta pra sábado
  • [ ] ⚠️ Amanhã (RSP3): piso de pace 5:47/km. Se aparecer 5:40, segura. É o último checkpoint do pé
  • [ ] 🔴 URGENTE — postos de hidratação: quantos, em que km, o que servem. O protocolo pede ~3,5 L e copo de rua tem 150-200 ml. Isso decide se leva cinto
  • [ ] 🔴 URGENTE — carb-up: começa amanhã ou sexta. Precisa da orientação da nutro hoje
  • [ ] Estratégia de prova (pace, teto de FC, gatilhos por bloco) — ofereci montar; aguardando o "sim"
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo (runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md)
  • [ ] Logística do dia: horário da largada, pré-treino (pão com mel + 2 bananas funcionou no simulado), onde os géis vão
Diário 25/08/2026
Terça

Diário 2026-08-25 (ter)

Reportagem matinal

Auto-gerado 17:44

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 25 ms
BB max / min 61 / 29 +1 ⬆
FCrep 53 bpm −2 ⬇
Sleep Score 79
Sono total 7h23
REM 2h09
Deep 58 min
Light 4h16
Awake 17 min
Stress avg / max 23 / 82
Disposição (Garmin Readiness) 52 +2 ⬆

Veredito automático

🔴 Corte forçado (score 5)

Múltiplos sinais críticos. Off hoje.

O que aconteceu

D-5 da Maratona. Sync de recuperação depois de 5 dias sem análise — 21 a 24/08 foram preenchidos por backfill. Três notícias grandes, uma boa, uma pendente de explicação e uma que fecha um fio antigo.

✅✅ A semana de prova FINALMENTE saiu

Pendência nº 1 desde 11/08. O Léo lançou a W35:

Dia Sessão
qua 26/08 RF3 — 20' Z2
qui 27/08 RSP3 — 4 × 2' Z4
sex 28/08
sáb 29/08 RRe1 — 20' Z1
dom 30/08 🏁 MARATONA DE VITÓRIA

É um taper clássico e correto: volume mínimo, uma sessão curta de intensidade na quinta pra manter o sistema acordado, giro leve na véspera. Nada aqui adiciona aptidão — tudo aqui preserva.

⚠️ O RSP3 de quinta é o único ponto de atenção: 4 × 2' em Z4 (pace 5:47-6:06/km). Nas últimas três sessões com tiro, o pace saiu abaixo do piso prescrito. A 3 dias da largada, um tiro rápido demais é o único jeito de estragar tudo agora. Z4 é 5:47-6:06 — não é para ver 5:20.

🩹 O sábado (22/08) foi ALTERADO pelo Léo — houve uma pancada no pé direito

Correção do que publiquei mais cedo hoje. Eu registrei o LRFF1 como "treino não feito" e analisei o volume como se fosse um desvio. Não é. O atleta sofreu uma pancada no pé direito, relatou a ocorrência ao Léo, e o Léo alterou o treino de sábado com essa informação na mesa.

Isso é decisão de coach, não falha de execução. E pelo contrato deste projeto, o coach principal vence — o LRFF1 sai da conta como "pendência" e entra como substituição deliberada.

O que muda na leitura do volume:

Semana Sessões Distância Leitura
W33 (10-16/08) 3 46,32 km (inclui o simulado de 32) pico
W34 (17-23/08) 2 11,50 km taper deliberado, com lesão em cima
W35 (24-30/08, parcial) 1 4,44 km + a prova

Os 11,5 km da W34 não são "taper profundo demais por acidente" — como escrevi antes. São taper decidido, com uma pancada no pé sendo protegida. Leitura completamente diferente.

E o que não muda: o último longo do ciclo segue sendo o simulado de 32 km de 16/08, o que dá 14 dias sem treino longo na largada. Isso não custa aptidão — adaptação de resistência leva 10-14 dias pra consolidar, e o que foi construído até 16/08 chega inteiro no dia 30. Nenhum treino feito depois de 16/08 melhoraria domingo.

✅ O pé foi testado em escada de carga — e passou nos dois degraus

O que parecia um regenerativo comum era, na verdade, um teste deliberado:

Dia Sessão Carga de impacto Resultado
dom 23/08 RRe4 — 5,27 km a 7:32-7:54, FC 115-120 baixa sem dor
ter 25/08 FFR4 — 4,44 km, com 1 km a 6:06/km, FC 143 bem maior sem dor, durante nem depois
qui 27/08 RSP3 — 4 × 2' Z4 a maior de todas ⏳ último checkpoint

O teste de domingo rodou a 7:40/km. O de hoje teve um quilômetro a 6:06/km — quase dois minutos por quilômetro mais rápido, com força de impacto por passada muito maior. Passou limpo, e o pé está normal em repouso: sem inchaço, sem roxo, sem ponto de dor.

Veredito: o pé sai da lista de riscos. O RSP3 de quinta, por ser a sessão de maior impacto da semana, fica como confirmação final — mas a essa altura é confirmação, não dúvida.

✅ O LTHR redetectado subiu de 152 para 154 — a quarentena pode fechar

Detecção LTHR 95% (teto de maratona)
06/06 (régua operacional) 155 147
16/08 152 ⚠️ (em quarentena) 144
24/08 154 146

A redetecção de 16/08 foi o outlier, não a régua. Voltou pra 154 — a 1 bpm da régua operacional. O teto de FC da prova segue valendo em 146-147 bpm, e a diferença entre as duas leituras é irrelevante na prática.

⚠️ Nota técnica sobre o backfill: os campos de LTHR das linhas de 21 a 24/08 foram gravados com o valor atual (o endpoint devolve o LTHR vigente, não o daquele dia). Só a data de detecção — 24/08 — é confiável como marco.


O quadro dos 5 dias (21 a 25/08)

Data HRV Status FCrep Sono Stress Ready Training Status AL Ratio
20/08 29 BALANCED 49 8h40 17 61 OVERREACHING 654 1,1
21/08 25 BALANCED 51 7h38 30 75 OVERREACHING 582 1,0
22/08 29 BALANCED 53 7h32 24 63 OVERREACHING 469 0,8
23/08 BALANCED 55 sem dado 23 63 OVERREACHING 416 0,7
24/08 BALANCED 55 sem dado 30 50 PEAKING 389 0,7
25/08 25 BALANCED 53 7h23 23 52 PRODUCTIVE 400 0,7

✅ O que está indo bem

O taper está funcionando na métrica que importa. A carga aguda caiu de 654 para 400 e a razão de carga de 1,1 para 0,7. O training_status saiu de OVERREACHING — onde estava travado desde 16/08 — passou por PEAKING e chegou em PRODUCTIVE. É exatamente a trajetória que se quer na semana de prova.

O HRV segue BALANCED — média de 7 dias em 28, dentro da faixa de base (28-35). Pela régua corrigida em 20/08, é o status e a média que mandam, não o valor da noite.

⚠️ O que merece atenção (não alarme)

Três sinais subiram juntos desde 20/08:

Sinal 20/08 25/08 Δ
FCrep 49 53 (chegou a 55) +4 a +6
avgSleepStress 18,0 25,0 +7
Stress médio diurno 17 23 (picos de 30) +6

A carga de treino caiu — então o treino não é a causa. Havia três hipóteses; o atleta respondeu e fica só uma.

Hipótese Veredito
Estresse cognitivo / trabalho CONFIRMADA — semana pesada de trabalho
Ansiedade de prova 🟡 pode somar, é benigna
Pródromo de infecção DESCARTADAzero sintoma

E o padrão fecha certinho com estresse cognitivo: avgSleepStress de 25 com sono de duração normal, REM de 2h09 (alto), 1 despertar (faixa ótima) e o Garmin lendo a noite como POSITIVE_LONG_AND_REFRESHING. Infecção não produz esse conjunto.

Consequência operacional: FCrep 53 e HRV 25 neste contexto NÃO são motivo de corte. O corpo não está sobrecarregado — a carga aguda caiu pra 400 e o status virou PRODUCTIVE. A carga está na cabeça, não na perna, e tende a ceder quando a semana de trabalho fechar.

📵 Duas noites sem dado (22→23 e 23→24)

O relógio não registrou sono nem HRV nessas duas noites. Nesta semana especificamente, isso importa: o gate da véspera e a leitura do dia da prova dependem dessa série. Dormir com o relógio nas próximas cinco noites.


As duas sessões da janela

FFR4 — hoje 25/08 · 4,44 km · 30,5 min · FC méd 135 · FC máx 148 · cadência 167,6 · GCT 285 ms

Lap Tempo Dist Pace FC méd/máx
1 5:00 0,61 8:12/km 115/141
2 6:45 1,00 6:45/km 139/144
3 4:04 0,64 6:20/km (Z3) 142/145
4 6:06 1,00 6:06/km 143/148
5 3:53 0,60 6:30/km (Z3) 138/142
6 4:40 0,59 7:50/km 131/137

O dado que interessa está no lap 4: 1 km inteiro a 6:06/km com FC média 143 e pico 148.

O pace-alvo da maratona é ~6:24/km e o teto de FC é 146-147. Ele rodou 18 s/km mais rápido que o ritmo de prova com a FC praticamente no teto — não abaixo dele, mas na vizinhança, e num quilômetro isolado sem fadiga acumulada.

Cadência 167,6 é a melhor desde o simulado (166,3) e o GCT voltou a 285 ms, o valor de base — depois dos 292 do RMI1. Mecânica em ordem.

RRe4 — 23/08 · 5,27 km · 40,7 min · FC méd 117 · FC máx 125

Não era só um regenerativo — era o primeiro teste do pé. E o dado bate com a intenção: Z1 puro do começo ao fim, pace 7:32-7:54, FC entre 115 e 120 nos cinco quilômetros, sem uma única aceleração. Isso não é alguém correndo solto; é alguém testando com controle. Cadência 159,2, abaixo do piso de 160, mas a 7:40/km isso é esperado e não é sinal.

Força — 21/08 (sex) e 24/08 (seg)

Duas sessões registradas como "Cardiovascular", 53,9 min e 57,5 min. Mesmo padrão já diagnosticado em 19/08: FC média 101 e 107, com picos isolados que são artefato do sensor óptico (o de 21/08 marca pico de 160 com FC média 101). A Training Load que o Garmin atribui a essas sessões não é confiável — não tratar esses números como custo real.


Decisão / Veredito

Hoje (ter 25/08) — o FFR4 já está feito

O veredito automático marcou 🔴 "corte forçado" por causa do HRV de 25 e do FCrep de 53. Discordo do automático, e agora com a causa confirmada (trabalho, sem sintoma) a discordância é firme: FFR4 rodado com FC máx 148, cadência 167,6 e GCT 285. O painel de hoje não é de um corpo em crise — é de um corpo em taper com estresse de trabalho em cima.

Nada mais hoje. O resto do dia é descanso.

A régua da semana

Dia Sessão Régua
qua 26 RF3 — 20' Z2 Pace 6:37-7:29. FC ≤146. Curto e fácil, sem "aproveitar pra testar o ritmo de prova"
qui 27 RSP3 — 4 × 2' Z4 ⚠️ Pace 5:47-6:06 — o piso é 5:47. Não descer disso. É a última sessão com intensidade e a única forma de se machucar agora
sex 28 OFF. Força de pernas: não.
sáb 29 RRe1 — 20' Z1 FC ≤135. Só girar as pernas
dom 30 🏁 MARATONA Teto de FC 146-147. Pace-alvo ~6:24/km

O que ainda precisa ser resolvido antes de domingo

  1. Postos de hidratação: quantos, em que km, o que servem. O protocolo pede ~3,5 L e copo de rua tem 150-200 ml.
  2. Cinto ou soft-flask — decisão que depende da resposta acima.
  3. Carb-up: começa quinta ou sexta. Precisa da orientação da nutro.
  4. Logística do dia: horário da largada, pré-treino (o pão com mel + 2 bananas funcionou no simulado), e onde os géis vão.

Pendências

  • [x] ~~Por que o LRFF1 de 22/08 não aconteceu~~ → pancada no pé direito, relatada ao Léo, que alterou o treino
  • [x] ~~Sintomas?~~ → nenhum. Semana pesada de trabalho. Pródromo descartado
  • [x] ~~O pé é risco?~~ → testado em dois degraus de carga (23 e 25/08), sem dor. Pé normal em repouso
  • [ ] Quinta (RSP3) é o último checkpoint do pé — maior carga de impacto da semana
  • [ ] 📵 Dormir com o relógio todas as noites até domingo — duas noites já ficaram sem dado
  • [ ] ⚠️ Quinta (RSP3): piso de pace 5:47/km — 3 sessões seguidas com tiro abaixo do piso; a 3 dias da prova o risco é lesão de impacto
  • [ ] 🔴 Confirmar postos de hidratação com a organização — km, quantidade e o que servem
  • [ ] Decidir cinto/soft-flask conforme a resposta acima
  • [ ] Carb-up: pedir orientação da nutro — começa qui/sex
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo (runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md) + avisar do LRFF1 não feito
  • [ ] ✅ LTHR: quarentena praticamente fechada — redetectou 154 em 24/08 (era 152); teto de prova segue 146-147
Diário 24/08/2026
Segunda
Sem análise registrada.
Diário 23/08/2026
Domingo
Sem análise registrada.
Diário 22/08/2026
Sábado
Sem análise registrada.
Diário 21/08/2026
Sexta
Sem análise registrada.
Diário 20/08/2026
Quinta

Diário 2026-08-20 (qui)

Reportagem matinal

Auto-gerado 21:14

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 29 ms −5 ⬇
BB max / min 76 / 24 −6 ⬇
FCrep 49 bpm −1 ⬇
Sleep Score 86
Sono total 8h40 +137 ⬆
REM 1h58
Deep 1h18
Light 5h24
Awake 18 min
Stress avg / max 17 / 41
Disposição (Garmin Readiness) 61 +40 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D-10 da maratona. O RMI1 foi feito às 07:07 — último estímulo de intensidade do ciclo — e o painel de hoje é o melhor desde 12/08.

✅ O HRV voltou a BALANCED — fim de uma sequência de 8 dias

O número caiu (34 → 29), mas o status subiu. Parece contraditório e não é: o Garmin classifica pela média de 7 dias contra a faixa de base, não pelo valor de uma noite.

valor
HRV desta noite 29 ms
Média de 7 dias 28
Faixa BALANCED (base pessoal) 28 a 35
Status 🟢 BALANCED

A média cruzou o piso da faixa exatamente hoje. Desde 12/08 o status estava UNBALANCED ou LOW — oito dias seguidos. Acabou.

✅ E a noite foi a melhor peça do dia

Ontem a pendência era dormir 7h30. Entregou 8h40.

Métrica 19/08 20/08
Sono total 6h23 8h40
Sleep Score 75 86
REM 55 min 1h58
Deep 56 min 1h18
Despertares 1 (faixa ótima)
Recarga de Body Battery +63
avgSleepStress 18,0 19,0
Leitura do Garmin POSITIVE_LONG_AND_REFRESHING

Score 86 é o 2º melhor desde 20/05 (só perde pro 90 de 26/05) e REM de 1h58 é o 5º maior em 3 meses. O REM praticamente dobrou em uma noite.

✅ FCrep 49 — o melhor valor desde 10/08

E o melhor sinal aqui é o histórico: FCrep ≤49 era rotina em maio/junho e sumiu durante todo julho e a primeira metade de agosto — o período de maior carga. Voltou hoje.

📊 Readiness 61 — de 3 para 61 em 48 horas

18/08 19/08 20/08
Readiness 3 21 61
Recovery Time 76,3 h 48,5 h 22,6 h

Ressalva honesta: o training_status continua OVERREACHING desde 16/08, e a carga aguda subiu pra 654 (a sessão de hoje entra nela). Isso é o esperado 4 dias depois de um simulado de 32 km — mas é a métrica que ainda não virou.


O RMI1 — estrutura perfeita, custo cardíaco zero

6,23 km · 43,7 min · FC média 132 · FC máx 155 · cadência 162,2 · GCT 292 ms

A execução bloco a bloco

Bloco Prescrito (pace) Executado FC méd / máx Veredito
Aquecimento 5' Z1 8:27/km 107 / 123
Z2 5' 6:37-7:29 6:42/km 132 / 139
1' Z5 4:50-5:44 4:32/km 146 / 155 🔴 18 s/km abaixo do piso
trote 2' 7:36/km 141 / 155
3' Z4 5:47-6:06 6:01/km 144 / 148 em cheio
trote 2' 7:27/km 136 / 147
5' Z3 6:10-6:35 6:18/km 140 / 143 em cheio
trote 2' 7:34/km 134 / 138
3' Z4 5:47-6:06 5:39/km 144 / 149 🟡 8 s/km acima do teto
trote 2' 8:09/km 133 / 144
1' Z5 4:50-5:44 4:13/km 145 / 154 🔴 37 s/km abaixo do piso
Desaquecimento 7:39 e 8:26/km 134 / 125

Os 5 blocos foram feitos, na ordem certa, com a duração certa e com os trotes certos entre eles. Estrutura 5 de 5.

⭐ O dado do dia: a FC não passou de 155 em nenhum momento

Zero segundos em FC Z4 (156-165). Zero segundos em FC Z5 (≥166). O pico da sessão inteira foi 155 — exatamente o topo da Z3.

Compare com o RMI2 de 13/08, a sessão irmã:

RMI2 13/08 RMI1 hoje
FC média 141 132
FC máx 168 155
Tempo em FC Z4 53 s 0 s
Tempo em FC Z5 43 s 0 s
Tiro mais rápido 4:25/km → FC 168 4:13/km → FC 154

No RMI2 ele correu 4:25/km e a FC foi a 168. Hoje correu 4:13/km — 12 s/km mais rápido — e a FC parou em 154. E hoje esse tiro foi o último da série, já com quatro blocos nas pernas; no RMI2 o 4:25 foi o primeiro.

⚠️ Ressalva de método, pra não inflar a leitura: o tiro de hoje durou 1:00 e o do RMI2 durou 1:30 — em esforço curto a FC ainda está subindo, então meio minuto a mais eleva o pico por si só. Parte do contraste é isso.

E há um controle que fecha a dúvida: nos blocos longos, onde o pace foi praticamente idêntico nas duas sessões, o custo cardíaco também foi.

Bloco 13/08 20/08
Z4 ~3' a 6:00-6:01/km FC 145 / máx 148 FC 144 / máx 148

Leitura honesta: não houve ganho de eficiência em uma semana — isso não acontece. O que houve foi estado: corpo descansado, dormido 8h40, e um treino curto. O resultado prático é que o último estímulo intenso do ciclo saiu sem cobrar nada do sistema autonômico, a 10 dias da prova. Que é exatamente o que essa sessão precisava ser.

🔴 A terceira vez no mesmo ponto: o pace dos tiros de Z5

O piso prescrito era 4:50/km. Saiu 4:32 e 4:13.

Sessão Prescrito Executado Diferença
RSP2 03/06 Z4 estourou pra Z5
RMI2 13/08 Z5 4:25/km
RMI1 20/08 4:50-5:44 4:32 e 4:13 −18 e −37 s/km

Não é catástrofe e não vou tratar como se fosse: foram 2 minutos de sessão, a FC não acompanhou, e ele terminou o treino em Z1 tranquilo.

Mas o risco desses tiros nunca foi cardíaco — é mecânico. A 101 kg, o custo de correr a 4:13/km está no impacto por passada: panturrilha, tendão de Aquiles, fáscia plantar. A 10 dias da largada, uma lesão de impacto não tem tempo de cicatrizar. É por isso que o piso existe.

Dado objetivo pra fechar o ponto: o pace mais rápido que ele vai precisar na maratona é ~6:24/km (alvo 4h30). Ele correu hoje 2 minutos a um pace 34% mais rápido do que a prova exige. Não há aptidão a ganhar aí.

Cadência 162,2 — dentro do piso, mas na parte de baixo

Sessão Cadência
Simulado 32 km 16/08 166,3
RMI2 13/08 165,0
RMI1 hoje 162,2

Acima do piso de 160, então cumpre o critério. A queda é explicável: metade da sessão foi trote de recuperação a 7:30-8:09/km, e trote lento puxa a média pra baixo. Não é sinal de nada — só não serve como número de comparação com um longo contínuo.


Decisão / Veredito

Sobre o gate que publiquei ontem: ele teria errado

Ontem escrevi: "HRV ≥30 e sono ≥7h → RMI1 completo · HRV 26-29 ou sono 6-7h → sem os dois blocos de Z5".

HRV veio 29 — um ponto abaixo do corte. Pela letra do gate, era pra cortar os blocos de Z5. E teria sido a decisão errada: o sono deu 8h40, o status do HRV virou BALANCED, o Readiness saltou pra 61, a FCrep foi a 49, e a sessão confirmou tudo isso ao não passar de 155 bpm.

A falha foi minha, e é de desenho: usei um número isolado de HRV como corte binário, quando esse número oscila noite a noite e o próprio Garmin o interpreta por média de 7 dias. Regra corrigida daqui pra frente: gate de HRV lê a média de 7 dias e o status, não o valor de uma noite — e um HRV pontual na borda não anula sono de 8h40 com Readiness 61.

O que resta do ciclo — 3 sessões

Dia Sessão Papel
sex 21/08 OFF ou Z1 leve 30 min (FC ≤135)
sáb 22/08 LRFF1 — 1 km + 14 km Z2 (6:40-7:26) + 2 km Z3 (6:10-6:35) 🎯 último longo antes da prova
dom 23/08 RRe4 — 35' Z1 regenerativo
24 a 29/08 🔴 nada prescrito
dom 30/08 MARATONA DE VITÓRIA

O LRFF1 de sábado é a sessão que importa. É o último ensaio geral: ritmo, cadência, e — principalmente — o fueling em movimento, que é a única variável que o simulado de 32 km não replicou (lá houve ~22 min de paradas).

Pendência específica do sábado: ensaiar pegar o gel e beber água correndo, sem parar. Na prova não vai ter parada.

Amanhã (sex 21/08)

Opção Veredito
OFF preferência — hoje teve intensidade, sábado tem o último longo
Z1 leve 30 min, FC ≤135 ✅ aceitável se o corpo pedir movimento
Qualquer coisa em Z3 ou acima não — não sobra nada pro LRFF1
Força de superiores 🟡 liberada (o custo real é baixo — ver correção de 19/08); pernas, não

Alvo de sono: repetir as 8h+ de ontem. Foi o que fez o painel virar.

🔴 A semana de prova (24 a 29/08) continua vazia

Verificado hoje com pull novo do calendário (não estou repetindo resultado de ontem): a janela 17-30/08 tem apenas 3 treinos, todos até 23/08. De 24 a 29/08, nada. A maratona é dia 30.

Faltam 10 dias. Essa é a pendência número 1 com o Léo, e o relatório de fechamento do ciclo (runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md) está pronto pra ir junto com a pergunta.

21:13 — A causa das paradas do simulado (e o problema que ela expõe pra prova)

O atleta esclareceu por que o simulado de 16/08 teve ~22 min de parada (4h01 de relógio contra 3h38 de corrida):

  1. Estava acompanhado — o ritmo das paradas foi compartilhado.
  2. O trajeto não tinha ponto de água. O reabastecimento saiu em loja de conveniência de posto — entrar, comprar, encher. Cada parada ficou naturalmente mais longa.

O que isso muda: a causa é logística, não de protocolo. As 7 doses saíram na cadência de 30 min como prescrito, e o resultado (zero sintoma GI) segue validado. A deriva cardíaca de ~0,3-0,5 bpm/h também não muda — ela foi medida em trecho em movimento, não sobre o relógio.

Correção de leitura minha: eu vinha tratando "gel e água em movimento" como uma lacuna de habilidade — inferi isso da presença das paradas. O atleta esclareceu que não é: ele não tem dificuldade nenhuma de suplementar e hidratar correndo. O que ele vai fazer no sábado é testar e aprimorar, não aprender.

Então o que fica em aberto não é a habilidade — é o volume por parada: quanto ele consegue beber, em movimento, de um copo de posto.

🔴 E isso expõe um problema de prova que ainda não estava na mesa

O protocolo pede ~960 ml/h. Numa maratona de 4h30 são ~3,5 L.

Posto de hidratação de rua serve copo de 150-200 ml. Para chegar a 3,5 L seriam cerca de 20 copos — dois copos em quase todo posto, bebidos em movimento.

Três coisas a resolver antes do dia 30:

# O quê Com quem
1 Quantos postos de hidratação, em que km, e o que servem (água, isotônico, copo ou sachê) organização da prova
2 Levar cinto ou soft-flask? Se os postos não cobrirem o volume, parte da água tem que sair das costas decisão dele + Léo
3 Aceita ingerir menos que 960 ml/h? Em prova o ritmo é maior e o gasto também — cortar água tem custo nutro

Consequência imediata pro LRFF1 de sábado: escolher um trajeto com ponto de água — ou deixar garrafa posicionada, ou rodar em circuito com base. O objetivo do sábado não é repetir a logística de conveniência de posto.

O que medir no sábado, já que a habilidade não é o problema: quanto de líquido ele consegue efetivamente ingerir por parada de abastecimento, em movimento. É esse número que diz se ~960 ml/h é alcançável com copo de 150-200 ml — ou se falta volume e ele precisa carregar parte da água.

Pendências

  • [ ] 🔴 Pro Léo, hoje: a semana de prova (24-29/08) não tem prescrição — a 10 dias da largada
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo + relato do RMI1 de hoje (FC máx 155, custo autonômico nulo)
  • [ ] Amanhã (21/08): OFF ou Z1 leve 30 min — nada de Z3+
  • [ ] 🎯 Dormir 8h de novo — foi a variável que virou o painel
  • [ ] Sábado 22/08 — LRFF1, último longo: 1 km + 14 km Z2 (6:40-7:26) + 2 km Z3 (6:10-6:35)
  • [ ] Sábado: testar e aprimorar gel e água EM MOVIMENTO — ele já faz sem dificuldade; o que falta medir é quanto líquido entra por abastecimento; escolher trajeto com ponto de água (ou garrafa posicionada / circuito com base)
  • [ ] 🔴 Confirmar com a organização da prova: quantos postos de hidratação, em que km e o que servem — o protocolo pede ~3,5 L e copo de posto tem 150-200 ml
  • [ ] Decidir cinto/soft-flask pra prova — se os postos não cobrirem o volume
  • [ ] Pra nutro (novo): o alvo de ~960 ml/h é negociável em prova, onde o abastecimento é por copo?
  • [ ] Piso de pace nos tiros: não descer de 4:50/km — 3ª ocorrência hoje; risco é mecânico, não cardíaco
  • [ ] Pauta técnica com o coach: LTHR redetectado em 152 (em quarentena; teto operacional segue 147) · estratégia de pace e teto de FC da prova · as 5 perguntas do documento de zonas
  • [ ] Pra nutro: doses de 4:00 e 4:30 · cafeína tática no terço final entra ou não? · sódio de ~775 mg/h está adequado? · repetir pão com mel + 2 bananas no pré? · carb-up da semana de prova
  • [ ] (observar) training_status segue OVERREACHING desde 16/08 — é a única métrica que ainda não virou
Diário 19/08/2026
Quarta

Diário 2026-08-19 (qua)

Reportagem matinal

Auto-gerado 06:11

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 34 ms +8 ⬆
BB max / min 82 / 36 +15 ⬆
FCrep 50 bpm 0 (igual)
Sleep Score 75
Sono total 6h23 −67 ⬇
REM 55 min
Deep 56 min
Light 4h32
Awake 10 min
Stress avg / max 18 / 44
Disposição (Garmin Readiness) 21 +18 ⬆

Veredito automático

🟢 Pronto pra treinar (score 0)

Sinais coerentes. Executa o plano.

O que aconteceu

D+3 do simulado. O melhor painel autonômico desde 21/07 — e o dia de descanso extra foi a decisão certa.

✅ O HRV deu o maior salto do ciclo recente

Métrica 17/08 18/08 19/08
HRV 31 26 34 ms +8 ⬆
avgSleepStress 19,0 20,0 18,0 na linha de base
weeklyAvg do HRV 26 26 27
FCrep 52 50 50 estável no melhor valor
BB máx 55 67 82 melhor desde 10/08
Recovery Time 52,0 h 76,3 h 48,5 h
Acute Load 592 702 595 caiu
Load Ratio 1,0 1,2 1,0
Readiness 11 3 21 +18 ⬆

34 ms é o maior valor desde 21/07 — quase um mês. E o avgSleepStress voltou a 18,0, dentro da faixa normal (16-18) pela primeira vez desde 11/08.

O diário de ontem fixou o critério: "observar se a carga aguda volta a cair". Caiu: 702 → 595.

⚠️ Único ponto fraco: sono de 6h23 (Score 75, Deep 56 min). Curto. Não anulou o rebote autonômico, mas é a variável a corrigir hoje.

🔴 CORREÇÃO: o custo da força de segunda foi MUITO menor do que eu calculei

O diário de ontem afirmava que a sessão de força de superiores custou cerca de +195 a +250 de carga aguda, comparável ao RMI2 — a sessão de corrida mais dura das últimas semanas. Isso está errado, e o erro tem causa identificável.

O TCX da sessão foi baixado hoje (apareceu como "Cardiovascular", ID 24016059180, 66,6 min). A distribuição real de FC:

Faixa de FC Amostras %
≤100 1.569 72,8%
101-120 399 18,5%
121-135 68 3,2%
136-146 28 1,3%
147-155 7 0,3%
156-165 25 1,2%
166-174 45 2,1%
≥175 15 0,7%

FC média 95 · mediana 91 · 91,3% do tempo abaixo de 120 bpm. Isso é uma sessão de demanda cardiovascular mínima.

E os picos altos são artefato de sensor. A vizinhança do pico de 178 bpm, amostra por amostra:

95 → 178 → 74 → 75 → 76 → 77 → 79 → 80

A FC salta 83 bpm e cai 104 bpm em segundos consecutivos. Isso é fisiologicamente impossível — é perda de leitura do sensor óptico, o cenário clássico em musculação (punho flexionado, pegada firme, compressão da pulseira). Os 32 pontos acima de 170 bpm (1,48% do total) aparecem em quatro grupos isolados, não em rampas.

O Garmin calcula Training Load a partir da FC. Picos falsos de 170-178 inflam o número. Os +110 de carga aguda de ontem foram, em boa parte, artefato de medição — não custo fisiológico.

E o painel de hoje confirma a correção pelo outro lado: se a força tivesse cobrado como um RMI2, o HRV não estaria em 34 dois dias depois, nem a carga aguda teria caído 107 pontos.

A consequência prática: a régua de ontem fica relaxada

O diário de ontem escreveu "sem força de superiores até a prova", com base no número inflado. Essa proibição fica retirada.

A régua correta:

Conduta Até 30/08
Força de pernas não — carga mecânica direta nas pernas da prova
Força de superiores 🟡 liberada, com bom senso — o custo real é baixo. Conversar volume com o Vitor
Corrida ✅ conforme o plano do Léo

E fica uma nota técnica para o resto do ciclo: a Training Load que o Garmin atribui a sessões de musculação não é confiável — o sensor óptico erra sistematicamente nesse contexto. Quando aparecer salto de carga sem corrida, checar a distribuição de FC no TCX antes de concluir custo.

⭐ A leitura do atleta acertou de novo — segundo acerto consecutivo

Relato: "Não fiz o treino ontem, aguardando mais um dia de recuperação."

O RCI1 estava prescrito para ontem e o painel dizia Readiness 3 e Recovery Time 76,3 h. Ele optou por esperar — e o painel de hoje mostra que o dia extra rendeu: HRV +8, avgSleepStress de volta à base, BB máx 82, carga aguda caindo.

Este é o segundo acerto consecutivo da percepção dele: em 16/08 previu no domingo à noite que a recuperação estava mais rápida (confirmado na segunda), e agora leu corretamente que faltava um dia. Dois de dois.

A ressalva de método segue valendo — a escala numérica dele continua sem discriminar (Feel 100 e RPE 3 em qualquer treino), e a régua permanece nos números frios. Mas a leitura qualitativa de recuperação está com dois acertos verificados, e isso deixou de ser ruído.

Decisão / Veredito

O RCI1 de ontem NÃO precisa ser recuperado

Faltam 11 dias para a maratona. Nesta altura, uma sessão de 20 minutos de trabalho em Z3 não adiciona aptidão — o que ela pode fazer é comprometer as duas sessões que ainda importam nesta semana:

Dia Sessão Por que importa
qui 20/08 RMI1 — pirâmide com Z5, Z4, Z3, Z4, Z5 último estímulo de intensidade do ciclo
sáb 22/08 LRFF1 — 1 km + 14 km Z2 + 2 km Z3 último longo antes da prova
dom 23/08 RRe4 — 35 min Z1 regenerativo

Fazer o RCI1 hoje colocaria qualidade em dias consecutivos (hoje e amanhã), com o LRFF1 no sábado. Pela regra de ouro do Plano B deste projeto — o secundário não compromete o principal — o RCI1 é o que cede.

Hoje (qua 19/08)

Opção Veredito
RCI1 (4 × 5 min Z3) não — comprometeria o RMI1 de amanhã e o LRFF1 de sábado
Z1 leve, 30-40 min, FC ≤135 se o corpo pedir movimento — ajuda a soltar sem custo
OFF ✅ também correto
Força de superiores 🟡 aceitável hoje, se for parte do combinado com o Vitor

A prioridade real de hoje é o sono: 6h23 é curto. Recuperar para 7h30 é o que prepara o RMI1 de amanhã.

Se o atleta quiser recuperar o RCI1, a única forma que não atropela nada é remanejar o RMI1 para sexta — mas isso é decisão do Léo, não minha. Vale a pergunta se ele fizer questão da sessão.

Gate para o RMI1 de amanhã

O RMI1 tem blocos em Z5 (pace 4:50-5:44/km) — é o estímulo mais intenso da semana. O painel de amanhã manda:

Painel de qui 20/08 Decisão
HRV ≥30 e sono ≥7h RMI1 completo
HRV 26-29 ou sono 6-7h RMI1 sem os dois blocos de 1 min em Z5 — mantém Z4 e Z3
HRV ≤25 ou sono abaixo de 6h Z2 40 min e o RMI1 cai

⚠️ Atenção específica ao padrão dele nos tiros curtos: no RMI2 de 13/08 estourou o pace do Z5 (4:25/km contra o teto de 5:12) e já havia feito o mesmo na RSP2 de 03/06. O Z5 de amanhã pede 4:50-5:44 — não é para descer abaixo de 4:50.

🔴 A semana de prova segue sem prescrição

Verificado no banco hoje: na janela de 17 a 30/08 existem apenas os quatro treinos da W34. De 24 a 29/08 não há nada — e a maratona é dia 30.

O relatório de fechamento do ciclo está pronto para enviar: runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md.

Pendências

  • [ ] Hoje: Z1 leve 30-40 min (FC ≤135) ou OFF — o RCI1 não se recupera
  • [ ] 🎯 Dormir 7h30 — 6h23 é curto, e amanhã tem RMI1 com Z5
  • [ ] Amanhã: RMI1 com o gate acima e, no Z5, não descer abaixo de 4:50/km
  • [ ] 🔴 Pro coach: a semana de prova (24-29/08) segue vazia — a 11 dias
  • [ ] Enviar ao Léo o relatório de fechamento do ciclo e avisar da força de segunda (custo real baixo, ao contrário do que o Garmin marcou)
  • [ ] Pauta técnica com o coach: LTHR redetectado em 152 (em quarentena; teto operacional segue 147) · estratégia de pace e teto de FC da prova · as 5 perguntas do documento de zonas
  • [ ] Pra nutro: doses de 4:00 e 4:30 · cafeína tática no terço final entra ou não? · sódio de cerca de 775 mg/h está adequado? · repetir o pré-treino de pão com mel e 2 bananas? · carb-up da semana de prova
  • [ ] Ensaiar gel e água em movimento — única variável do fueling que o simulado não replicou
  • [ ] (técnico, não urgente) a sessão de força entrou no session_summary com 0,0 km — não polui o volume semanal, mas convém filtrar atividades sem distância
Diário 18/08/2026
Terça

Diário 2026-08-18 (ter)

Reportagem matinal

Auto-gerado 06:19

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 26 ms −5 ⬇
BB max / min 67 / 18 +12 ⬆
FCrep 50 bpm −2 ⬇
Sleep Score 84
Sono total 7h30 +45 ⬆
REM 1h24
Deep 1h18
Light 4h48
Awake 9 min
Stress avg / max 18 / 62
Disposição (Garmin Readiness) 3 −8 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

D+2 do simulado. O sono pagou a dívida — e a carga subiu, com causa identificada.

✅ O sono se recuperou forte, exatamente onde estava a dívida

Métrica 17/08 18/08
Sono total 6h45 7h30 +45 min ⬆
Deep 47 min 78 min +31 ⬆
REM 54 min 84 min +30 ⬆
Sleep Score 76 84 melhor da janela
deepPercentage FAIR GOOD
overall FAIR GOOD
totalDuration FAIR EXCELLENT
BB carregou +49 +53 melhor da janela
FCrep 52 50 melhor desde 11/08

O diário de ontem fixou o critério: "observar se o Deep volta para 70+". Voltou para 78 min — de volta à faixa da mediana (89). A dívida de sono e de energia do simulado está paga.

FCrep em 50 é o melhor valor desde 11/08 e um dos marcadores mais confiáveis de recuperação neste atleta.

HRV recuou, sem drama

31 → 26 ms. Segue UNBALANCED (não voltou ao LOW de domingo), com o feedbackPhrase melhorando de HRV_UNBALANCED_10 para HRV_UNBALANCED_8, e o avgSleepStress estável em 20 — perto da linha de base (16-18).

26 é exatamente a mediana dos últimos 7 dias. O salto de ontem (+7) foi repique; hoje é regressão à média, não deterioração.

⚠️ A carga subiu — e a causa é o treino de força de ontem

16/08 (D+0) 17/08 (D+1) 18/08 (D+2)
Acute Load 677 592 702
Load Ratio 1,1 1,0 1,2
Recovery Time 72,0 h 52,0 h 76,3 h

Carga aguda decai sem estímulo novo. Subir 110 pontos, dois dias após o simulado e acima do valor do próprio dia do treino, não é comportamento normal — por isso a causa foi perguntada em vez de inferida.

Resposta do atleta: fez treino de força/funcional de superiores na segunda.

O quanto isso custou, medido contra a série inteira de agosto

Variação diária da carga aguda em dias sem corrida, desde 01/08:

Data Δ carga aguda
02/08 −141
07/08 −132
08/08 −131
09/08 −124
10/08 −90
12/08 −63
14/08 −84
15/08 −72
17/08 −85
18/08 +110

Em todos os dias sem corrida de agosto a carga caiu. Este é o único que subiu.

E a magnitude real é maior que os +110: a queda esperada era de −85 a −140, então o efeito líquido da sessão fica na ordem de +195 a +250 de carga aguda.

Para dimensionar isso contra corrida:

Sessão Δ carga aguda
RT5 11/08 (28' Z3) +73
RMI2 13/08 (intervalado com Z5) +229
Simulado 16/08 (32 km) +325
Força de superiores 17/08 ~+195 a +250 (líquido)

A sessão de força de superiores custou, em carga aguda, algo comparável ao RMI2 — a sessão de corrida mais dura das últimas semanas. E o HRV caindo de 31 para 26 na mesma noite é consistente com isso.

Decisão / Veredito

A escolha do atleta foi legítima — e o meu conselho estava incompleto

O diário de ontem colocava a força de MMSS como 🟡 aceitável, se a vontade for grande — não carrega perna, com precedente em 22/07. Ele escolheu uma opção que eu havia autorizado, e escolheu a certa dentro dela (superiores, não pernas — as pernas seguem preservadas, sem dor e sem assimetria).

Mas a minha avaliação estava incompleta, e o dado de hoje mostra onde: eu tratei "não carrega perna" como se fosse equivalente a "não custa". Não é. O custo local (musculatura de perna) foi de fato zero; o custo sistêmico e autonômico não foi.

Nota honesta sobre o precedente que eu citei: em 22/07 a mesma troca por força de MMSS não produziu subida de carga (a aguda caiu de 562 para 464 naquele dia). A diferença pode ser a intensidade da sessão, ou o fato de o sistema hoje já estar em OVERREACHING com 700 de carga aguda — o mesmo estímulo cobra mais caro quando a base já está carregada. Não dá para saber qual das duas com o dado disponível, e as duas levam à mesma conduta.

⚠️ Correção: a W34 EXISTE — e o erro foi meu

O texto anterior deste diário afirmava que não havia treino prescrito de 17 a 30/08. Falso. O atleta apontou, o pull foi rodado na hora, e a W34 está lançada com quatro sessões.

A falha não foi o pull de ontem ter vindo vazio — foi eu ter repetido "está vazio" hoje sem re-rodar. Usei o resultado de ontem como se fosse fato de hoje. É precisamente a regra que já estava registrada como aprendizado deste projeto: contagem zero quase nunca é o dado, é o pipeline — rodar o pull antes de afirmar ausência. Regra conhecida, repetida assim mesmo.

⭐ W34 (17-23/08) — o plano do coach

Dia Sessão Estrutura (do workout-service)
ter 18/08 (hoje) RCI1 — 4×5' Z3 5' aquec (7:31-9:40) + 5' (6:40-7:26) + 4× [5' a 6:10-6:35 + 3' rest] + 5' (6:40-7:26) + 5' desaquec — ~47 min
qui 20/08 RMI1 — pirâmide 5' aquec + 5' Z2 + 1' (4:50-5:44) · 3' (5:47-6:06) · 5' (6:10-6:35) · 3' (5:47-6:06) · 1' (4:50-5:44), 2' de trote entre cada + 5' desaquec — ~34 min
sáb 22/08 LRFF1 — 17 km 1 km aquec + 14 km a 6:40-7:26 + 2 km a 6:10-6:35
dom 23/08 RRe4 35' a 7:31-9:40 (Z1)

A semana de prova (24-29/08) continua sem prescrição — verificado agora no banco, na janela de 17 a 30/08: os quatro registros acima são os únicos. Essa parte da pendência segue de pé, e agora a 12 dias.

Decisão / Veredito

Hoje tem treino prescrito — e ele vale

RCI1, 4×5' Z3. O plano do coach é o que governa; a recomendação de OFF que este diário trazia antes fica retirada.

Mas o painel pede um gate, e ele é executável porque o próprio treino já fixa os paces.

Situação Números
A favor Sono 7h30, Deep 78 min, Sleep Score 84, FCrep 50 (melhor desde 11/08), HRV UNBALANCED e não LOW
Contra Recovery Time 76,3 h, Readiness 3, Load Ratio 1,2, e o custo da força de ontem ainda no sistema

O RCI1 é Z3, não Z4/Z5 — intensidade moderada, 20 minutos de trabalho efetivo. É bem menos agressivo que o RMI2 de quinta passada. Isso pesa a favor de fazer.

O gate do aquecimento — com o pace fixado, desta vez

O treino prescreve 5' de aquecimento a 7:31-9:40/km e depois 5' a 6:40-7:26/km. Como os paces vêm do próprio workout, o gate não corre o risco de ficar mal especificado (o erro cometido em 13/08, quando o pace do aquecimento não foi fixado).

Ler a FC ao fim do bloco de 5' a 6:40-7:26/km:

FC Decisão
≤142 RCI1 completo — os 4 tiros
143-150 3 tiros e encerra
>150 correndo a 6:40-7:26 cai para 30-40' em Z2 — o sistema não absorveu ainda

Guard-rail nos tiros: a faixa Z3 do coach é FC 147-155. Se a FC passar de 158 sustentada em algum tiro, encerra a série ali.

Referência para calibrar: o RT5 de 11/08 rodou 6:38/km com FC 134. O bloco de hoje é mais lento que isso — FC acima de 142 nele seria sinal de que a recuperação não fechou.

E o que fazer com a informação sobre a força

O achado sobre o custo da força de superiores continua válido e é o dado mais útil do dia para o coach: ele desenhou a W34 sem saber que houve uma sessão de força na segunda que somou ~200 de carga aguda.

Vale comunicar ao Léo, junto com o relatório de fechamento — porque muda a leitura do estado em que o atleta chega ao RCI1 de hoje.

Para os próximos 12 dias: força de pernas está fora, e superiores merece pelo menos ser conversado com o Vitor à luz deste dado — não porque faça mal em abstrato, mas porque em plena semana de qualidade prescrita ela compete com as sessões que importam.

Hoje, resumido

  1. Fazer o RCI1 com o gate acima
  2. FC visível, cadência ≥160
  3. Manter as 7h30 de sono — foi o que pagou a dívida
  4. Reidratar e comer bem

Pendências

  • [ ] Hoje: RCI1 4×5' Z3 com o gate do aquecimento (≤142 → completo · 143-150 → 3 tiros · >150 → Z2 40')
  • [ ] Rodar lastrun.py 1 + health_daily.py depois do treino — é sessão de qualidade em D+2 de simulado, merece leitura
  • [ ] 🔴 Pro coach: a semana de prova (24-29/08) segue sem prescrição — verificado no banco hoje
  • [ ] Comunicar ao Léo a força de segunda (~+200 de carga aguda) — ele desenhou a W34 sem esse dado. Enviar junto o runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md
  • [ ] Pauta técnica com o coach: LTHR redetectado em 152 (em quarentena; teto operacional segue 147) · estratégia de pace e teto de FC da prova · as 5 perguntas do documento de zonas
  • [ ] Pra nutro: doses de 4:00/4:30 · cafeína tática no terço final entra ou não? · sódio ~775 mg/h está adequado? · repetir o pré-treino de pão com mel + 2 bananas? · carb-up da semana de prova
  • [ ] Ensaiar gel e água em movimento — única variável do fueling que o simulado não replicou
  • [ ] Conversar com o Vitor sobre força nas duas semanas finais, à luz do custo medido
Diário 17/08/2026
Segunda

Diário 2026-08-17 (seg)

Reportagem matinal

Auto-gerado 08:57

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 31 ms +7 ⬆
BB max / min 55 / 6 −5 ⬇
FCrep 52 bpm +1 ⬆
Sleep Score 76
Sono total 6h45 −30 ⬇
REM 54 min
Deep 47 min
Light 5h04
Awake 4 min
Stress avg / max 18 / 46
Disposição (Garmin Readiness) 11 +8 ⬆

Veredito automático

🟠 Descanso recomendado (score 3)

Sinais fracos: HRV, BB.

O que aconteceu

D+1 do simulado — e a curva de recuperação inverteu em relação aos dois longos anteriores.

⭐ O achado de hoje: HRV subiu 7 pontos onde antes caía 4

Comparação direta do D+0 → D+1 dos três longos de 30+ km do ciclo:

Longo Distância HRV D+0 HRV D+1 Δ Status D+1
LR13 04/07 30,00 km 27 23 −4 BALANCED
LR15 18/07 30,07 km 27 23 −4 LOW
Simulado 16/08 32,02 km 24 31 +7 UNBALANCED

Nos dois longos anteriores o HRV caiu no dia seguinte. Neste, subiu — e o subiu mais forte da série. E a distância foi 2 km maior.

O status também melhorou de categoria: LOW → UNBALANCED, com o feedbackPhrase saindo de HRV_LOW_7 para HRV_UNBALANCED_10. Nos dois anteriores o status ficou igual ou piorou no D+1.

31 ms é o maior valor desde 06/08 (11 dias). O piso de 30 dias é 23.

O discriminador: a assinatura de estresse finalmente cedeu

Campo 14/08 15/08 16/08 17/08
avgSleepStress 21,0 21,0 24,0 19,0
Stress diurno (avg) 20 21 23 18
sleepScoreFeedback LONG_AND_CALM LONG_AND_CALM LONG_AND_CONTINUOUS CONTINUOUS
awakeCount 0 1 0 0
restlessness EXCELLENT EXCELLENT EXCELLENT EXCELLENT

Depois de quatro noites travado em 21-24, o avgSleepStress voltou para 19 — quase na linha de base (16-18). O stress diurno acompanhou: 18, o menor da semana.

Isso confirma a leitura de 14/08: a elevação era carga de trabalho persistente, não fisiologia de treino. Com o fim de semana, cedeu.

⚠️ Dois sinais que pedem atenção — e os dois são sono

Métrica Valor Referência
Deep 47 min mediana 14d: 89 min — 47% abaixo
Sono total 6h45 totalDuration: FAIR
BB mínimo (ontem) 6 esgotou quase completamente
restlessMomentsCount 30 era 19 na véspera

O Deep de 47 min é o mais baixo da janela inteira — e, curiosamente, pior que o dos dois longos anteriores no mesmo dia (LR13 D+1: 70 min · LR15 D+1: 69 min).

Leitura da dissociação: o autonômico rebateu forte (HRV +7) mas o sono foi curto e raso. As duas coisas não se contradizem — sono de 6h45 limita fisicamente quanto Deep cabe na noite, e o Body Battery mínimo de 6 mostra que o domingo terminou com o tanque no chão. Isso é depleção energética a ser paga com cama, não sinal autonômico ruim.

A alavanca de hoje é sono, não treino.

A carga objetiva

16/08 17/08
Recovery Time 72,0 h 52,0 h
Acute Load 677 592
Load Ratio 1,1 1,0
Training Status OVERREACHING (OPTIMAL) OVERREACHING (OPTIMAL)
Readiness 3 11
Race Predictor 4h40m52s 4h40m54s

52 h significa liberado por volta de quarta 19/08 à tarde. O acwrStatus segue OPTIMAL — a carga entrou dentro da faixa.

Decisão / Veredito

Hoje: OFF de corrida — e a força de perna também fica de fora

Segunda é dia de força no padrão fixo (seg/qua/sex), mas com Readiness 11 e Recovery Time de 52 h, força de membros inferiores hoje não constrói nada e cobra caro. Faltam 13 dias para a prova: nesta altura nenhuma sessão de força adiciona capacidade, e qualquer uma pode adicionar fadiga.

Opção Veredito
Corrida não — Recovery Time de 52 h
Força de pernas não — cobra da recuperação sem retorno a D-13
Força de MMSS (superiores) 🟡 aceitável, se a vontade for grande — não carrega perna. Já houve precedente em 22/07
OFF completo é a escolha recomendada

Nada disso muda o resultado do dia 30. O sono muda.

O que faz diferença nas próximas 48 h

  1. Dormir 8 h hoje. 6h45 no dia seguinte a 32 km é dívida, e o Deep em 47 min é sintoma dela.
  2. Comer bem, com carboidrato. O Body Battery mínimo de 6 mostra depleção real; a reposição não terminou no domingo.
  3. Hidratar. Foram 3,5 L consumidos em quatro horas de esforço.
  4. Observar amanhã: se o Deep volta para 70+ e o HRV se mantém em 30+, a recuperação está no caminho mais rápido dos três longos.

🔴 A pendência nº1 está mais aguda: não existe plano para os 13 dias finais

Verificado agora, com o pull do calendário rodado na hora — não por memória:

[+] Janela: 2026-08-17 a 2026-08-30 · [!] Nenhum treino agendado encontrado nessa janela.

Zero treinos prescritos entre hoje e a maratona. A W34 (17-23/08) e a semana de prova (24-29/08) seguem vazias.

O ciclo de treino está encerrado — o simulado foi a última sessão longa, e o relatório de fechamento foi entregue em runtechops/coach-fechamento-ciclo-2026-08-16.md. O que resta é exatamente a fase que precisa de estrutura: o taper.

Isto é decisão do coach, e agora tem urgência de calendário. Com o simulado feito e o custo medido (72 h de recuperação, ACWR 1,1 em faixa ótima), ele tem todos os dados para desenhar as duas semanas.

09:10 — A percepção do atleta antecipou o dado, e isso é novo

Relato: "Esse resultado mostra que a minha sensação estava correta. Já no final do domingo, senti que a minha recuperação estava sendo mais rápida. Acordei hoje sem nenhuma dor crônica e sentindo que o corpo se recupera bem do treino de ontem. Apesar de ter sido um treino longo, percebo que estou muito bem."

A cronologia importa: ele percebeu domingo à noite que a recuperação estava mais rápida. O dado que confirma isso — HRV subindo 7 pontos onde nos dois longos anteriores caía 4 — só existiu na manhã de segunda. A percepção veio primeiro.

Mas vale ser preciso sobre o que isso valida e o que não valida, porque a distinção é técnica:

Instrumento Ontem, num 32 km Serve como gate?
Feel (relógio) 100 "Muito Forte" ❌ marca 100 em quase tudo
RPE (relógio) 3 de 10 ❌ nunca sai de 2-3
Percepção qualitativa de recuperação "está sendo mais rápida" 🟡 acertou — e antes do dado

A escala numérica continua sem discriminar: Feel 100 e RPE 3 num 32 km são exatamente os mesmos valores que ele marca num Z1 de 30 minutos. Como medida de intensidade, não informa nada — e isso segue valendo.

O que mudou é outra coisa: a leitura qualitativa do próprio estado de recuperação. Essa acertou, e acertou com antecedência sobre a métrica.

É coerente com a trajetória do ciclo. Desde 14/06 ele passou a regular o pace pela FC em tempo real, invertendo o padrão histórico de descobrir a intensidade depois. Agora a leitura se estendeu da execução para a recuperação — e num terreno em que a métrica automática do relógio (Readiness 11, veredito 🟠) diz o oposto do que ele sentiu, e ele estava mais certo que ela.

Ressalva honesta, e ela é importante: n = 1. Uma percepção acertando uma vez não transforma percepção em instrumento, e não muda a régua — o painel autonômico e os números frios seguem governando. O que muda é que essa percepção agora merece ser registrada e testada, em vez de descartada por causa da escala comprimida. Se acertar de novo nas próximas semanas, vira sinal utilizável.

"Sem nenhuma dor crônica" é o outro dado do relato, e é o que mais interessa a 13 dias da prova: ausência de dor localizada, sem assimetria. Combina com o quadro objetivo — carga alta (ACWR 1,1) mas em faixa OPTIMAL, sem sinal ortopédico.

Pendências

  • [ ] Hoje: OFF. Se a vontade for grande, apenas MMSS — nada de perna
  • [ ] Dormir 8 h — o Deep em 47 min e o BB mínimo de 6 são dívida de sono e energia
  • [ ] Repor carboidrato e hidratar — a reposição do simulado não terminou no domingo
  • [ ] 🔴 Cobrar do coach o taper: W34 + semana de prova — confirmado vazio no pull de hoje, a 13 dias da prova
  • [ ] Pauta técnica com o coach: LTHR redetectado em 152 (em quarentena; teto operacional segue 147) · estratégia de pace e teto de FC da prova · as 5 perguntas do documento de zonas
  • [ ] Ensaiar gel e água em movimento — única variável do fueling que o simulado não replicou (foram ~22 min de paradas)
  • [ ] Registrar com a nutro que o protocolo passou em 3h38 sem sintoma GI, e definir a 8ª/9ª dose para cobrir 4h30
Diário 16/08/2026
Domingo

Diário 2026-08-16 (dom)

Reportagem matinal

Auto-gerado 11:03

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 24 ms −2 ⬇
BB max / min 60 / 22 −12 ⬇
FCrep 51 bpm −1 ⬇
Sleep Score 78
Sono total 7h15 −20 ⬇
REM 58 min
Deep 1h02
Light 5h15
Awake 4 min
Stress avg / max 23 / 62
Disposição (Garmin Readiness) 3 −60 ⬇

Veredito automático

🟠 Descanso recomendado (score 3)

Sinais fracos: HRV, BB.

O que aconteceu

⭐ SIMULADO DE MARATONA — 32,02 km, o maior treino da vida dele

E o resultado mais importante não é a distância. É que o fueling funcionou.

A sessão

Valor
Distância 32,02 km — PR (+1,95 km sobre o recorde de 30,07)
Duração em movimento 3h39 (4h01 no relógio → ~22 min de paradas)
Pace médio 6:50/km — dentro da banda prescrita de 6:45-7:05
FC média 135
FC máxima 146
Cadência 166,3 (piso combinado: 160 ✅)
GCT 285 ms
Feel / RPE 100 "Muito Forte" / 3 de 10
Largada 06:00

A FC nunca tocou Z3. Em 3h39 de corrida: 49,2% em Z1 · 50,8% em Z2 · 0,0% acima de 146. O teto era 147 e ele não chegou lá uma única vez em quatro horas.

Contra os dois longos anteriores, o descolamento fica evidente

LR13 04/07 LR15 18/07 Simulado 16/08
Distância 30,00 km 30,07 km 32,02 km
Pace 7:00/km 7:04/km 6:50/km
FC média 140 137 135
FC máxima 151 147 146
Tempo em Z3 22 min 9 s zero
Cadência 168,6 165,1 166,3
GCT 283 ms 291 ms 285 ms

2 km mais longo, 14 s/km mais rápido e 2 bpm mais barato que o LR15, com o mesmo custo mecânico (GCT). Isso não é esforço maior — é economia. É a mesma assinatura dos três treinos anteriores (RT4 04/08 · RT5 11/08 · RMI2 13/08), agora demonstrada na distância que interessa.

🎯 A deriva cardíaca — a pergunta que o simulado existia pra responder

Trecho Pace FC média
km 0-5 6:38/km 134,7
km 5-10 7:29/km 132,5
km 10-15 8:16/km 132,9
km 15-20 6:51/km 133,7
km 20-25 8:27/km 135,3
km 25-30 7:51/km 136,8
km 30-32 6:55/km 139,4

(os splits incluem o tempo parado nos reabastecimentos — por isso a variação de pace; o pace real em movimento foi 6:50/km)

Pela média bruta dos trechos, a deriva daria +4,7 bpm em 3h39 ≈ 1,3 bpm/hora — já um bom número (a referência usual de boa durabilidade é até 5%).

⚠️ Mas essa conta está errada, e para pior. As médias de trecho incluem o tempo parado, quando a FC cai. A medida correta usa apenas os trechos em movimento — e o relato do atleta permitiu refazê-la. Ver a seção seguinte: a deriva real é bem menor.

📖 A leitura do relógio na hora — e ela corrige a deriva PRA MELHOR

O que o atleta observou correndo: "a FC esteve em 136 e 137, exceto nos 5 km finais que subiu pra 138."

Cruzando com o TCX km a km, a observação está exata:

km Pace FC média
20-21 6:36/km 137,5
21-22 6:35/km 137,3
22-23 6:50/km 136,7
24-25 6:36/km 137,5
25-26 6:38/km 138,5
29-30 6:54/km 138,8
31-32 6:33/km 142,3

Isso reorganiza a conta da deriva. A média por trecho de 5 km que usei antes está rebaixada pelas paradas (a FC cai enquanto se está parado) e pelo aquecimento inicial. A leitura em regime, em movimento, é a medida correta — e ela mostra:

FC 137,5 no km 20-21 e FC 137,5 no km 24-25. Deriva praticamente NULA entre o km 5 e o km 30.

O número honesto passa de "+4,7 bpm" para algo entre +1 e +2 bpm em regime, ou seja ~0,3-0,5 bpm/hora. Isso é excepcional — e a projeção pra maratona melhora junto: em 4h30 a FC subiria ~2-3 bpm, não 6.

Nota metodológica: foi a observação do atleta que corrigiu o número, não o inverso. A média automática do split incorpora paradas e distorce a leitura de durabilidade. Para medir deriva, usar trechos em movimento — nunca a média bruta do split.

⛰️ A subida do km 26 — e o pico de FC do dia inteiro aconteceu ali

Relato do atleta: "teve uma subida aí no km 25, que deu um 'sabor' no treino."

O TCX confirma e localiza com precisão:

km Altimetria Ganho Pace FC máx
25-26 8,4 → 8,8 m +7,6 m 6:38/km 146
26-27 8,8 → 30,0 m +28,6 m 8:34/km 146
27-28 30,0 → 9,0 m +6,6 m 6:55/km 144

Um paredão de ~21 metros de desnível líquido num quilômetro, no km 26 — depois de 3 horas de corrida.

E aqui está o detalhe que vale a sessão inteira: o pico de FC do dia — 146, o único ponto que chegou perto do teto de 147 — aconteceu exatamente nessa subida. Ou seja, a FC só se aproximou do limite quando o terreno cobrou, e mesmo assim não passou. No km seguinte já estava de volta a 144, e depois a 135.

Altimetria total da sessão: +277 m de ganho acumulado. Não foi um percurso plano — e os 6:50/km foram feitos com esse relevo dentro.

⭐⭐ O ACHADO DO CICLO: o fueling funcionou, e o gargalo GI fechou

Relato do atleta: "Fiz todas as doses de fueling e hidratação a cada 30 min. Foram 1 gel de 30 g e depois 40 g, sempre com água e cápsula de sal. Não senti fraqueza, enjoo, nada!"

A cadência foi executada como planejada — alternando 30 g Integralmédica e 40 g Z2, sempre com água e cápsula de sal, de 30 em 30 minutos, incluindo a dose das 3:30 que era o objetivo declarado do dia.

Por que isso é o resultado mais importante da sessão:

Sessão Duração Fueling Desfecho GI
LR13 04/07 3h30 40 g/h 🔴 muro no km 21
LR15 18/07 3h32 80 g/h + cafeína 🟠 enjoo do km 20 em diante
LRFF3 01/08 2h29 60 g/h + cafeína 🟠 sem enjoo, mas gás leve
Simulado 16/08 3h39 cadência de 30 em 30 min, 7 doses zero sintoma

Esse fio estava aberto desde 18/07. O gargalo tinha migrado de metabólico (o muro do LR13) para gastrointestinal (o enjoo do LR15), e a suspeita nº1 era a cafeína. Hoje, na maior duração e maior carga total do ciclo, o resultado foi limpo: sem fraqueza, sem enjoo, sem nada.

E vale registrar o que NÃO aconteceu: nenhum sinal de depleção. Terminar 32 km acelerando (o último trecho foi o segundo mais rápido do dia, a 6:55/km) é a assinatura de quem chegou ao fim com combustível no tanque — o oposto exato do km 21 de 04/07.

As paradas e as pernas — contexto do atleta

Os ~22 min parados foram hidratação, banheiro e espera pelo colega que correu junto. Nenhum dos três é sinal de problema:

  • Banheiro com função normal, sem urgência nem episódio — mais um ponto a favor da tolerância GI ao protocolo.
  • Correu acompanhado, o que explica a variação grande de pace entre os splits (6:38 a 8:27) e reforça que os trechos lentos são contexto, não fadiga.
  • Na prova não existem essas pausas. É o principal ponto em que o simulado difere do dia 30: lá o relógio não para, e o fueling terá que ser tomado em movimento ou em paradas muito mais curtas. Vale ensaiar isso — tomar gel e água sem parar por completo.

Pernas: "cansadas, natural né, foram 3:50 de treino". É exatamente a resposta esperada e a leitura está correta — cansaço muscular depois do maior treino da vida é resultado do trabalho, não sinal de alerta. Sinal de alerta seria dor localizada, mancar ou algo assimétrico — nada disso foi relatado. Combina com o Recovery Time de 72 h.

O custo — real, e maior que o dos outros longos

Ontem Agora
Training Status PEAKING (LOW) OVERREACHING (OPTIMAL)
Acute Load 282 677
Load Ratio 0,5 1,1 (ACWR 47%, status OPTIMAL)
Recovery Time 0 h 72 h
Readiness 71 3
Race Predictor 4h41m57s 4h40m52s ⬅ melhor do ciclo

72 h significa recuperado na quarta 19/08 — restam 11 dias até a prova. O acwrStatus continua OPTIMAL (não é sobrecarga), e o Garmin emitiu FOCUS_ON_RECOVERY e LISTEN_TO_YOUR_BODY. Nos próximos três dias isso é para ser levado ao pé da letra.

⚠️ O Garmin mexeu na régua hoje — e o número não deve ser adotado ainda

LTHR: 155 → 152, com data de detecção 16/08 (estava congelado desde 06/06, 71 dias).

Isso derrubaria o teto de maratona de 147 para 144.

Por que fica em quarentena: a sessão de hoje teve FC máxima 146 e zero tempo acima disso. Um limiar de 152 não pode ter sido medido num esforço que nunca chegou a 147. Não é detecção por esforço qualificante — é reajuste de baseline do algoritmo, quase certamente puxado pelo HRV em LOW e pela duração da sessão. O campo lt_speed sequer mudou.

Até o coach decidir, a régua segue 155, teto 147. O fato vai para a pauta dele — é exatamente o tipo de instabilidade que o documento runtechops/coach-zonas-fc-pace-2026-08-13.md levantou.

Decisão / Veredito

O que o simulado provou, item por item

Pergunta que a sessão tinha que responder Resposta
O fueling aguenta além das 3 horas? Sim, e sem nenhum sintoma GI
A FC se sustenta na distância? Sim — máx 146, teto 147 nunca tocado
Qual a taxa de deriva cardíaca? ~0,3-0,5 bpm/h em regime — quase nula
A roupa e o material de prova funcionam? ✅ testados por 4 horas
Ele consegue 32 km? e terminou acelerando

Cinco de cinco. Não sobrou objetivo aberto.

📊 A margem de FC não usada — e o que ela vale em pace

Com a deriva em regime praticamente nula e a FC estabilizada em 137, sobram 10 bpm até o teto de 147. A pergunta da prova é quanto pace essa folga compra. O banco tem referências diretas:

Sessão Distância Pace FC média FC máx
Simulado 16/08 32,02 km 6:49/km 135 (137 em regime) 146
LRFF3 01/08 23,15 km 6:27/km 140 157
SP City 26/07 21,44 km 6:09/km 143 153
LR15 18/07 30,07 km 7:04/km 137 147

A meta de 4h30 pede 6:24/km. O LRFF3 sustentou 6:27/km por 23 km a FC 140 — praticamente o pace da meta, a 7 bpm do teto.

A leitura honesta dos dois lados:

  • A favor: o pace de 4h30 já foi sustentado por 23 km com folga de FC. O simulado provou 32 km com deriva quase nula e fueling limpo. As duas metades da evidência existem.
  • ⚠️ Contra: elas nunca foram testadas juntas. 23 km a 6:27 ≠ 42 km a 6:24, e o LRFF3 fechou com trecho em Z3 (FC máx 157). Os 10 km finais da maratona são justamente o território sem dado.

Isso não é um número a decidir aqui — é a conversa de estratégia com o Léo, e agora ela tem base quantitativa dos dois lados.

O que ainda NÃO está provado

6:50/km por 32 km não é 6:24/km por 42 km. A meta de 4h30 pede 26 s/km mais rápido por 10 km a mais. O Race Predictor está em 4h40m52s — o melhor do ciclo, e ainda assim a ~11 minutos da meta.

A leitura honesta: a margem existe, mas está na FC, não no relógio. Ele correu 32 km a FC média 135, com 12 bpm de folga até o teto de 147. Converter essa folga em pace é o que decide o dia 30 — e isso é conversa de estratégia com o Léo, não um número a inventar aqui.

Reconhecimento devido: a recomendação da manhã estava conservadora demais

De manhã, com o HRV degradando para LOW (HRV_LOW_7), avgSleepStress no pior valor da janela e o Body Battery carregando só +33, a recomendação publicada foi cortar para 30-31 km e governar por tempo.

Ele fez 32 km e a FC não passou de 146. O painel autonômico noturno não previu o comportamento durante o esforço.

E o motivo pelo qual deu certo merece ser dito: ele foi mais conservador em intensidade do que o pedido — 49% do tempo em Z1, FC média 12 bpm abaixo do teto. Foi essa disciplina que abriu espaço para a distância. A cautela estava correta como precaução; a execução mostrou que a margem existia.

Fica como aprendizado de método: HRV em LOW após uma semana de carga é sinal de acúmulo, e diz pouco sobre a capacidade de executar um esforço aeróbico submáximo no dia seguinte. Não é gate suficiente para volume Z1/Z2 — pode continuar sendo para intensidade.

🔴 Os próximos 3 dias

Recovery Time 72 h e Readiness 3 são para respeitar.

Dia Conduta
Hoje (dom) Nada além de comer, hidratar e dormir. Reposição de carboidrato e proteína na janela pós-treino
Seg 17/08 OFF ou Z1 muito leve (≤30 min, FC ≤130). Se em dúvida, OFF
Ter 18/08 Z1 leve, só se o painel tiver reagido
Qua 19/08 Fim do Recovery Time — a partir daqui volta a fazer sentido treinar de verdade

O que observar no painel: o HRV precisa sair de LOW. Ele estava lá antes deste treino, e agora leva 677 de carga aguda em cima. É o indicador nº1 dos próximos dias.

🔴 A pendência nº1 agora é do coach

W34 (17-23/08) e a semana de prova (24-29/08) continuam vazias, a 14 dias da maratona. Com o simulado feito e o custo medido (72 h de recuperação), o desenho do taper final é a decisão mais importante que resta — e é dele.

Junto vai a pauta técnica: a redetecção do LTHR para 152 · as 5 perguntas do documento de zonas · e agora a taxa de deriva medida (1,3 bpm/h), que é o dado novo que faltava para decidir a estratégia de FC da prova.

Pendências

  • [ ] Hoje: comer, hidratar, dormir. Nada de treino
  • [ ] Seg 17/08: OFF ou Z1 ≤30 min — Recovery Time é de 72 h
  • [ ] Observar o HRV sair de LOW — indicador nº1 dos próximos dias
  • [ ] 🔴 Pro coach — pendência nº1: desenhar W34 e a semana de prova com o custo do simulado já medido
  • [ ] Pro coach — pauta técnica: LTHR redetectado em 152 (em quarentena) · deriva cardíaca de 1,3 bpm/h · as 5 perguntas do documento de zonas · estratégia de pace da prova à luz dos 32 km a FC 135
  • [ ] Fueling: protocolo VALIDADO ✅ — replicar exatamente na prova, com a 8ª/9ª dose para cobrir as 4h30
  • [ ] Ensaiar tomar gel e água SEM parar — na prova o relógio não para; hoje foram ~22 min de pausas
  • [ ] Registrar com a nutro que o protocolo passou no teste de 4 horas sem sintoma GI
Diário 15/08/2026
Sábado

Diário 2026-08-15 (sáb)

Reportagem matinal

Auto-gerado 10:00

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 26 ms +2 ⬆
BB max / min 72 / 21 +2 ⬆
FCrep 52 bpm 0 (igual)
Sleep Score 81
Sono total 7h35 +37 ⬆
REM 1h05
Deep 1h06
Light 5h25
Awake 13 min
Stress avg / max 21 / 73
Disposição (Garmin Readiness) 63 +16 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

Dia do gate. O painel virou pra melhor em quase todas as linhas — e o relato subjetivo fechou a condicional do coach.

O painel reverteu

Métrica 13/08 14/08 15/08 Δ
HRV (sem relógio) 24 UNB 26 UNB +2 ⬆
Sono total 6h58 7h35 +37 min ⬆
Deep 59 min 66 min +7 ⬆
Sleep Score 78 81 +3 ⬆
Readiness 48 47 63 +16 ⬆
Recovery Time 31,5 h 9,6 h 0,0 h zerado ✅
Acute Load 508 424 352 −72 ⬇
Load Ratio 0,8 0,7 0,6
Training Status MAINTAINING MAINTAINING PEAKING (LOW) 🔼
FCrep 54 52 52 estável

PEAKING é rótulo novo neste ciclo. O Garmin lê carga aguda caindo sobre base crônica alta como afinamento — não como perda de forma. É exatamente o que um taper bem-feito deve produzir, e chegou na semana certa.

O discriminador: assinatura melhorou, dois sinais não voltaram

Campo 12/08 14/08 15/08
sleepScoreFeedback NEGATIVE_NOT_ENOUGH_REM POSITIVE_LONG_AND_CALM POSITIVE_LONG_AND_CALM
overall FAIR FAIR GOOD
totalDuration EXCELLENT GOOD EXCELLENT
restlessness EXCELLENT EXCELLENT EXCELLENT
deepPercentage EXCELLENT FAIR FAIR ⚠️
avgSleepStress 21,0 21,0 21,0 ⚠️

Os dois que resistem são justamente os que ontem foram fixados como critério:

  1. Deep em 66 min (14,5%) contra mediana de 89 min nos últimos 14 registros. Subiu, mas segue 26% abaixo da linha de base — ainda pagando o RMI2 de quinta.
  2. avgSleepStress travado em 21,0 pela 3ª noite seguida — linha de base 16-18. Carga de trabalho persistente, não treino.

Nenhum dos dois é sinal de doença ou de sobrecarga de treino. São resíduo, e resíduo em queda.

O relato subjetivo fechou a condicional

Perguntado ponto a ponto, o atleta respondeu: sem sintomas (nada de garganta, nariz ou dor de cabeça), pernas e corpo tudo certo, sem nenhuma ocorrência — "só acordei e fiz uns 5 min de preguiça na cama".

Isso também explica o único número estranho do painel: stress_max marcou 73 com apenas 404 passos e 5 kcal ativas registradas. Sem evento nenhum no relato, a leitura é artefato da transição de despertar — pico curto, não estresse sustentado. O stress_avg de 21 confirma: a média não acompanhou o pico.

Decisão / Veredito

🎯 O número é 32 km

A régua publicada em 14/08 colocava HRV 25-27 na banda dos 32 km. HRV deu 26, com relato limpo.

Uma ambiguidade da régua, registrada explicitamente: a mesma tabela dizia "ou 4ª noite UNBALANCED → 28-30 km". Contando status, hoje é a 4ª noite; contando leituras válidas de HRV, é a 3ª (13/08 não teve relógio). A cláusula existia pra capturar tendência que não reverte — e o dado mostra o contrário: HRV subindo, sono maior, feedback positivo, Readiness +16, Recovery zerado, status virando PEAKING. A cláusula não se aplica ao cenário que ela foi escrita pra pegar. Fica 32 km.

E 32 km é o piso da prescrição do Léo (32-34), não uma redução dela.

⭐ 32 km é PR de distância — o maior da vida dele

Sessão Data Distância Duração FC méd FC máx Pace Cadência
LR15 18/07 30,07 km 3h32 137 147 7:04/km 165
LR13 04/07 30,00 km 3h30 140 151 6:59/km 169
Simulado 16/08 32 km ~3h36-3h47

+1,93 km sobre o recorde atual. O PR de distância acontece por consequência da execução correta — não é o objetivo a perseguir.

⚠️ O risco nº1 de amanhã não é a distância. É o ritmo.

Este é o ponto que merece ser dito com clareza, porque a moral está alta e alta moral é exatamente a condição em que o erro aparece:

O simulado não é um PR de esforço. É um ensaio. O que ele precisa provar é que o fueling funciona depois das 3 horas — o buraco que o LR13 encontrou no km 21 e que a maratona de 4h30 vai encontrar com 1h30 de margem descoberta. Se o pace subir por empolgação, a FC sobe junto, o esvaziamento gástrico piora, e o teste que importa é justamente o que se perde.

A referência já existe, e é dele: 26/07, na SP City, ele segurou o sub-2h que estava disponível. Aquela renúncia consciente é o comportamento que amanhã pede de novo — só que por 3h40 em vez de 2h.

Correr rápido amanhã não antecipa nada do dia 30. Correr certo, sim.

O protocolo — DOM 16/08 (D-14)

Item Definição
Distância 32 km
Ritmo 6:45-7:05/km (o dos longos: LR13 6:59 · LR15 7:04)
FC alvo 137-145 · teto absoluto 147 (95% do limiar)
Governo sensação de esforço (coach) com FC como guard-rail
Duração estimada 3h36 a 3h47
Cadência piso ≥160 spm
Roupa exatamente a da prova: meia, short, camisa, tênis, boné
Atrito vaselina nos pontos de atrito da roupa e partes íntimas

Regra de abortar: FC acima de 150 sustentada antes do km 25 → cai para 7:15-7:30/km e completa como Z2 puro. O fueling nunca é abandonado — é o objetivo nº1 da sessão.

Nota sobre "sensação de esforço": o coach prescreveu governo por RPE. A escala deste atleta é comprimida (sempre 2-3/10, inclusive na Meia com sprint em Z5). Sensação sozinha não governa — por isso a FC entra como guard-rail, não como substituta.

🍯 Fueling: a 32 km, são 7 doses e 3,5 L (não 8 e 4,0)

Consequência direta de fixar a distância — a duração estimada fecha em 3h36-3h47, então a dose das 4:00 não chega a acontecer:

Tempo Gel Sal Água
0:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
1:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
1:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
2:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
2:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
3:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
3:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
~~4:00~~ (só se passar de 4h)

Totais: 240 g de carboidrato · 2.100 mg de sódio · 3,5 L de água — todas as taxas inalteradas (70 g/h · 600 mg/h · 1.000 ml/h).

Isso alivia a logística em meio litro, mas 3,5 L continua sendo volume que não se carrega. Levar a 8ª dose junto mesmo assim — se o treino esticar, ela existe.

O que de fato está sendo testado é a dose das 3:30 — a primeira além do protocolo original. É o dado que a maratona precisa.

📊 Instrumentação (custo zero, e é o que resolve a questão das zonas)

Correr com a FC visível e anotar FC + pace a cada 5 km — km 5, 10, 15, 20, 25, 30 e no fim. Sete pontos permitem calcular a taxa de deriva cardíaca (bpm/hora a pace constante), que é o número que prevê o comportamento nos km 32-42 e que nenhuma tabela de zonas fornece. Contexto em runtechops/coach-zonas-fc-pace-2026-08-13.md.

Hoje

RRe5 40' Z1 — FC ≤135, trivial. Não é dia de ganhar nada; é dia de não perder.

O que ainda move o painel de amanhã: dormir cedo, com o relógio. Se o Deep voltar pra faixa de 85+ min e o avgSleepStress cair pra 16-18, confirma que a queda desta semana foi transiente.

Pendências

  • [ ] RRe5 40' Z1 hoje — FC ≤135
  • [ ] 🔴 Logística de água: 3,5 L — pontos de reabastecimento definidos hoje, não amanhã
  • [ ] Conferir estoque: 8 géis (4× Integralmédica 30 g + 4× Z2 40 g) — leva as 8, usa 7
  • [ ] Separar hoje: roupa completa de prova + vaselina + cápsulas de sal contadas
  • [ ] Dormir cedo, com o relógio — última noite antes do simulado
  • [ ] Domingo: FC visível · anotar FC + pace a cada 5 km · cadência ≥160
  • [ ] Perguntar ao coach: "ritmo que vem sendo estabelecido" = ritmo dos longos (6:45-7:05) ou de maratona (6:20-6:30)? Adotada a leitura literal
  • [ ] Pro coach: desenhar W34 (17-23/08) e a semana de prova (24-29/08) — seguem vazias — + as 5 perguntas do documento de zonas
Diário 14/08/2026
Sexta

Diário 2026-08-14 (sex)

Reportagem matinal

Auto-gerado 06:22

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 24 ms
BB max / min 70 / 29 −22 ⬇
FCrep 52 bpm −2 ⬇
Sleep Score 78
Sono total 6h58
REM 1h03
Deep 59 min
Light 4h56
Awake 9 min
Stress avg / max 20 / 36
Disposição (Garmin Readiness) 47 −1 ⬇

Veredito automático

🟠 Descanso recomendado (score 3)

Sinais fracos: HRV.

O que aconteceu

Relógio de volta ao pulso — e o painel pede atenção.

HRV no piso dos 7 dias

Data HRV Status Deep Readiness
10/08 28 BALANCED 86 min 63
11/08 27 BALANCED 89 min 51
12/08 25 UNBALANCED 105 min 77
13/08 (sem relógio) 48
14/08 24 UNBALANCED 59 min 47

24 é o mínimo dos últimos 7 dias (mediana 27; o piso de 30 dias é 23). É a 3ª leitura válida seguida em UNBALANCED. E o Deep caiu pra 59 min (14,1%) contra uma mediana de 89 min nos últimos 14 registros — foi essa componente que cedeu.

O discriminador mostra que a causa MUDOU

Aplicada a mesma checagem de payload usada em 12/08:

Campo 12/08 14/08
sleepScoreFeedback NEGATIVE_LONG_BUT_NOT_ENOUGH_REM POSITIVE_LONG_AND_CALM ✅
remPercentage POOR FAIR ✅
deepPercentage EXCELLENT FAIR
awakeCount 0 0
restlessness EXCELLENT EXCELLENT
avgSleepStress 21,0 21,0 ⚠️

A assinatura de estresse cognitivo recuou — o feedback do Garmin virou positivo e o REM saiu de POOR. O que cedeu agora foi o Deep, e isso aponta pra custo do RMI2: quinta foi a sessão mais dura em semanas (carga aguda 268 → 508) e esta é a primeira noite depois dela. Resposta esperada.

Duas causas sobrepostas, ambas identificadas — e pródromo descartado

Perguntado explicitamente, o atleta respondeu: "tudo bem, sem nada" — sem garganta, nariz, tosse ou dor de cabeça. E sobre a véspera: "dia longo no trabalho", o que explica o avgSleepStress travado em 21,0 pela segunda noite (linha de base 16-18).

Leitura final: custo fisiológico do RMI2 (Deep ⬇) somado a carga de trabalho persistente (stress ⬆). Nenhuma das duas é sinal de doença, e nenhuma é sobrecarga de treino acumulada.

A carga objetiva não preocupa

Métrica Hoje Ontem
Recovery Time 9,6 h 31,5 h
Load Ratio 0,7 0,8
Acute Load 424 508
Race Predictor 4h41m40s 4h41m33s

Recovery Time de 9,6 h significa recuperado hoje à tarde. O rótulo "MAINTAINING (LOW)" é apenas a carga aguda decaindo depois do pico de quinta — não é sinal de distresse.

Decisão / Veredito

Hoje: sem força — decisão do atleta, e é a correta

Sexta é dia de força no padrão fixo dele, mas o atleta cancelou por conta própria. Concordo, e teria recomendado o mesmo: com HRV no piso e domingo sendo a maior corrida da vida dele, o que se ganha numa sexta de força não muda nada no domingo, e o que se arrisca é perna pesada no dia.

⚠️ O gate de sábado fica MAIS APERTADO do que o publicado ontem

O diário de ontem dizia "34 km se o painel estiver normal". Com o dado de hoje isso está frouxo — 34 km seria a maior distância da vida dele, a 14 dias da prova, ao fim de uma semana com HRV em queda. Nova régua:

Painel de sábado Distância
HRV ≥28 e BALANCED, sono bom 34 km
HRV 25-27 32 km
HRV ≤24 ou 4ª noite UNBALANCED 28-30 km
Qualquer sintoma, ou HRV ≤23 Reduzir bem — o fueling se preserva; a distância não é o essencial

O coach escreveu "se tudo estiver dentro da normalidade das sensações". A condicional é dele — a tabela acima só dá número a ela.

O que fazer hoje vale mais que qualquer treino

  1. Encerrar o trabalho cedo. É o avgSleepStress que não está voltando pra linha de base, e ele é a variável que ainda dá pra mover antes do gate.
  2. Dormir cedo, com o relógio. Última noite que conta antes da decisão.
  3. Hidratar bem hoje. Domingo pede ~3,8 L; começar já hidratado muda o resultado.
  4. Fechar as duas pendências logísticas HOJE, não sábado — as doses de 3:30/4:00 com a nutro e os pontos de reabastecimento de água. Sábado é dia de gate, não de logística.

Amanhã

RRe5 40' Z1 (véspera, trivial — FC ≤135) + o gate da distância. O que observar além do HRV: se o Deep volta pra faixa de 85-105 min e se o avgSleepStress cai pra 16-18. Os dois normalizando confirmam que a queda foi transiente.

06:22 — Fueling do simulado FECHADO: estende a mesma cadência até 4:00

Decisão do atleta: "Vamos seguir nas últimas doses, repetindo o que já vem sendo feito de 30 em 30 min."

Aplicada a alternância do protocolo original, a tabela completa do domingo fica:

Tempo Gel Sal Água
0:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
1:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
1:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
2:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
2:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
3:00 40 g Z2 300 mg 500 ml
3:30 30 g Integralmédica 300 mg 500 ml
4:00 40 g Z2 300 mg 500 ml

A escolha é boa por um motivo técnico, não só por simplicidade: manter a cadência mantém TODAS as taxas constantes.

6 doses (até 3:00) 8 doses (até 4:00) Taxa
Carboidrato 210 g 280 g 70 g/h (inalterada)
Sódio de cápsula 1.800 mg 2.400 mg 600 mg/h (inalterada)
Água 3,0 L 4,0 L 1.000 ml/h (inalterada)

Não há mudança de concentração nem de proporção sódio/água — só extensão. Zero variável nova introduzida no ensaio, que é exatamente o que se quer num teste.

Três consequências práticas:

  1. ⚠️ Agora são 4,0 litros de água, não 3,0. A logística de reabastecimento ficou mais exigente, não menos. Continua sendo a pendência nº1 antes de sábado.
  2. São 8 géis: 4× Integralmédica 30 g + 4× Z2 40 g. Conferir o estoque hoje.
  3. Se o treino fechar em ~3h35, a dose das 4:00 não acontece — serão 7 doses e 3,5 L. Normal; o que importa é ter testado a das 3:30, que é a primeira além do protocolo original.

O que isso ensina pra prova: a maratona em 4h30 pediria uma 9ª dose às 4:30. Provavelmente desnecessária — nesse ponto faltam ~5 km e o que está no sangue já basta. O ganho real do domingo é validar as doses 7 e 8, que é onde o LR13 encontrou o muro.

Pendências

  • [x] ~~Nutro: quais doses em 3:30 e 4:00?~~ ✅ resolvido — estende a mesma cadência (tabela acima). Taxas inalteradas
  • [ ] Conferir estoque: 8 géis (4× Integralmédica 30 g + 4× Z2 40 g)
  • [ ] 🔴 Logística de água, hoje: agora são 4,0 L — não se carrega; pontos de reabastecimento definidos antes de sábado
  • [ ] Encerrar o trabalho cedo + dormir cedo com o relógio — é a única alavanca que ainda move o painel de amanhã
  • [ ] Sáb 15/08: RRe5 40' Z1 + gate da distância (tabela acima)
  • [ ] Perguntar ao coach: "ritmo que vem sendo estabelecido" = ritmo dos longos (6:45-7:05) ou de maratona (6:20-6:30)? Adotada a leitura literal
  • [ ] Domingo: correr com a FC visível e anotar FC + pace a cada 5 km → taxa de deriva cardíaca
  • [ ] Pro coach: desenhar W34 e a semana de prova (seguem vazias) + as 5 perguntas do documento de zonas
Diário 13/08/2026
Quinta

Diário 2026-08-13 (qui)

Reportagem matinal

Auto-gerado 20:27

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight — ms
BB max / min 92 / 73 +24 ⬆
FCrep 54 bpm +3 ⬆
Sleep Score
Sono total
REM
Deep
Light
Awake
Stress avg / max 30 / 61
Disposição (Garmin Readiness) 48 −29 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

FCrep fora do ideal.

O que aconteceu

Dormiu sem o relógio — terceira vez em dez dias (04/08, 09/08, 13/08). Consequência: zero dados autonômicos hoje. Sem HRV, sem FCrep, sem sono, sem Body Battery.

Relato do atleta: força/funcional feito ontem, jantar de sopa de legumes com carne, foi deitar cedo — o sono chegou pelo cansaço do treino e da semana, e ele foi pra cama pra aproveitar a sensação. Acordou bem, com disposição, sentindo-se preparado pra sessão de hoje.

O que ainda dá pra ler (não depende da noite)

Métrica Hoje Ontem Anteontem
Training Status PRODUCTIVE (LOW) PRODUCTIVE PRODUCTIVE
Acute Load 268 279 342
Load Ratio 0,5 0,5 0,6
Recovery Time 0,0 h 3,6 h 25,7 h
Race Predictor 4h41m54s 4h41m56s 4h41m48s

Esses vêm do histórico de carga, não da medição noturna, então são válidos. Dizem que ele está recuperado: Recovery Time zerado, carga aguda caindo pelo terceiro dia e abaixo da faixa ótima.

O que se perdeu, e é o que importa

A hipótese de estresse cognitivo de ontem ficou sem confirmação. Ela era testável hoje: bastava avgSleepStress voltar pra faixa de 16-18 e o qualificador remPercentage sair de POOR. Sem relógio, não há resposta — e a queda de HRV de três dias (28 → 27 → 25) fica sem o quarto ponto, que era exatamente o que decidiria se era transiente ou tendência.

⚠️ Dois números do painel automático não devem ser lidos hoje: o hrv_status aparece como UNBALANCED, mas é herança do registro anterior, não medição de hoje. E o Stress avg de −1 é sentinela de dado ausente, não um valor. Já o Readiness 79 existe, mas foi calculado sem base de sono — mesmo caso do 50 registrado em 04/08.

Decisão / Veredito

RMI2 confirmado — mas o gate migra do painel pro aquecimento

Sem dado autonômico, a régua escrita ontem (HRV ≥26 → completo) é inaplicável. Duas razões pra não simplesmente cancelar: a carga objetiva está permissiva (Recovery Time 0 h, ratio 0,5) e o relato subjetivo é bom.

Ressalva honesta sobre o subjetivo: a escala de percepção deste atleta é comprimida no topo — Feel sempre 75 ou 100, RPE sempre 2-3, mesmo em prova com sprint em Z5. Ou seja, "acordei bem e disposto" é a expressão basal dele, não um sinal discriminante. Serve pra descartar o obviamente ruim; não serve pra confirmar o bom.

Por isso o ônus da prova vai pro aquecimento, e não pra sensação. A versão completa tem que ser conquistada nos primeiros 10 minutos:

FC no fim do bloco de 5' Z2 (passo 2), rodando 6:50-7:00/km Decisão
≤138 RMI2 completo. Sem hesitar — é a leitura normal dele nesse ponto
139-146 Versão encurtada (abaixo)
>146 ou pernas ruins Aborta a qualidade → Z1 40' e pronto

Referência pra comparar: no RT5 de terça, no mesmo ponto da sessão (minutos 5-10, pace 6:48/km), a FC dele estava em 128. Em treinos longos a 6:50-7:04/km, a média fica entre 131 e 140. Então acima de 146 num bloco de 5' de Z2 é FC elevada pro pace — e é justamente a assinatura de recuperação autonômica incompleta que não deu pra medir hoje.

Segundo checkpoint: no primeiro bloco de 5' Z4 (passo 5, pace 5:48-6:09), se a FC passar de 165, encurta o resto. Pelo padrão recente a FC dele nesse pace tem ficado abaixo do previsto, então estourar 165 seria anômalo.

A versão encurtada, definida agora

Mantém os dois Z5 (estímulo neuromuscular, custo baixo), corta o segundo Z4 e reduz o Z3:

5' Z1 + 5' Z2 + 1'30" Z5 + 2' Z1 + 5' Z4 + 2' Z1 + 6' Z3 + 2' Z1 + 1'30" Z5 + 5' Z1 = ~35 min (contra 46 da completa).

Execução — os dois pontos que decidem a qualidade

  1. Não trotar devagar demais nos 2' de descanso. Foi o que comeu o LIR2 em 06/08: trote a 9:44/km derrubou a FC pra 134, cada tiro começou 10 bpm abaixo e entregou 82 s de Z4 em vez de 150 s. Descanso é Z1, não caminhada.
  2. Nos 1'30" de Z5, governa por pace (5:12-5:48), não por FC. Em estímulo de 90 s a FC não estabiliza — perseguir a zona de FC ali só faz correr rápido demais.

LTHR: mantém a conduta de ontem

Não perseguir a redetecção. O bloco de 10' vai por pace Z3 (6:09-6:37) mesmo sabendo que a FC provavelmente vai parar em Z2 e o limiar não vai atualizar. O simulado de domingo é a sessão que decide a prova; o limiar é um número.

E a coisa mais valiosa que pode ser feita hoje não é o treino

Dormir com o relógio. Não por disciplina de dado — porque sábado é dia de gate pra decidir a distância do simulado, e esse gate precisa de sono e HRV. Com duas noites cegas seguidas, a decisão de sábado vira chute.


RMI2 executado — sessão completa, e o achado mais forte da semana

Relato do atleta: "Me senti muito bem. Muito satisfeito." Auto-avaliação do relógio: Feel 100 (Muito Forte) / RPE 3-10 (Leve).

46:45 / 7,27 km / FC média 141 / FC máx 168 / cadência 165 / GCT 285 ms. Contra 46:00 e 6,69 km estimados — a sessão completa foi entregue.

Bloco por bloco: prescrito contra executado

(o bloco de 10' Z3 saiu dividido em duas voltas no relógio — consolidado aqui)

Bloco Pace prescrito Pace executado FC prescrita FC executada Gap de FC
warmup 5' Z1 ≥7:29 7:40 ≤135 120 ok
5' Z2 (o gate) 6:37-7:29 6:45 136-146 140 ok
1'30" Z5 5:12-5:48 4:25 ≥166 156 (máx 168) −10 na média
2' descanso ≥7:29 7:13 150
5' Z4 5:48-6:09 5:42 156-165 149 −7
2' descanso ≥7:29 7:12 142
10' Z3 6:09-6:37 6:03 147-155 144 −3
2' descanso ≥7:29 7:20 139
5' Z4 5:48-6:09 5:48 156-165 146 −10
2' descanso ≥7:29 7:27 138
1'30" Z5 5:12-5:48 4:38 ≥166 151 (máx 156) −15 na média
cooldown 5' Z1 ≥7:29 7:49 139

Os 23 minutos de trabalho prescritos foram entregues integralmente, e em todos os blocos o pace saiu igual ou MAIS RÁPIDO que a prescrição. Ainda assim, por FC: só 12:30 acima de 147 bpm e apenas 1:36 acima de 156 bpm.

O achado: correu mais rápido que o prescrito e a FC ainda ficou abaixo

Este é o terceiro treino consecutivo com a mesma assinatura — RT4 (04/08), RT5 (11/08) e agora o RMI2 — e é de longe a evidência mais limpa, porque nos anteriores dava pra argumentar que ele tinha corrido devagar. Hoje não dá: ele correu mais rápido que a prescrição em cada bloco e a FC continuou uma zona abaixo.

⚠️ Mas há duas explicações concorrentes, e elas levam a ações OPOSTAS na maratona. Não fechar em nenhuma ainda:

Hipótese O que significa Consequência pra 30/08
A. As zonas de pace estão velhas — a aptidão passou a tabela O mesmo pace hoje custa menos FC do que quando as zonas foram traçadas (coerente com os +5,3% de eficiência do par RT5→RT5 e com os ~24 min ganhos no Race Predictor) O teto de 147 (95% do limiar) é válido e até conservador. 6:20-6:24/km é sustentável
B. O LTHR de 155 está superestimado Se o limiar real for mais baixo, a FC 144 do bloco de 10' já estaria perto do limiar de verdade O teto real é abaixo de 147 e a estratégia de prova precisa ser mais conservadora

O que discrimina as duas é o simulado de domingo. Se ele sustentar 6:20-6:30/km por 20+ km com a FC derivando só até 145-150, a hipótese A se confirma. Se a FC subir pra 155+ e o esforço apertar, é a hipótese B. O simulado deixou de ser só teste de fueling e ritmo: virou também o teste de limiar.

Dado de apoio pra pesar: a FC máxima de 168 no primeiro Z5 é a mais alta da base recente — mostra que o coração chega lá quando o estímulo é curto e muito intenso. O que não acontece é ele alcançar 156-165 num bloco de 5 minutos em pace de Z4.

✅ A lição do LIR2 foi aplicada — e funcionou

Em 06/08 o LIR2 foi comprometido pelo trote de recuperação a 9:44/km, que derrubou a FC pra 134 e fez cada tiro começar 10 bpm abaixo. Hoje os quatro descansos saíram a 7:13 · 7:12 · 7:20 · 7:27, com FC entre 138 e 150nunca caiu pra 134. O erro não se repetiu.

Versão atenuada do padrão, ainda assim: a FC de entrada em cada bloco caiu ao longo da sessão — 150 → 142 → 139 → 138 — acompanhando descansos progressivamente mais lentos (7:13 → 7:27). É provavelmente por isso que o segundo Z4 (FC 146) rendeu menos que o primeiro (FC 149) mesmo em pace quase igual. Refinamento pra próxima: manter o descanso em 7:10-7:15, não deixar afrouxar pro fim.

⚠️ O ponto de crítica: os Z5 saíram muito acima do prescrito

Os dois blocos de 1'30" pediam pace 5:12-5:48. Saíram a 4:25 e 4:38 — entre 47 e 73 s/km mais rápidos que o teto. E isso não é novo: em 03/06 a RSP2 registrou exatamente o mesmo (tiros a 3:55-4:27/km com FC só em Z4). É um padrão repetido: em estímulo curto ele estoura o pace tentando alcançar uma zona de FC que 90 segundos não conseguem produzir.

Nesta sessão não custou nada — Recovery Time 31,5 h, RPE 3, e os números de carga do Garmin melhoraram. Mas 4:25/km é esforço de verdade, a 3 dias da sessão mais importante do bloco. Fica registrado como conduta a corrigir, não como falta: em tiro de 90 s o alvo é o pace, e o pace tem teto.

Sobre o gate do aquecimento: o número furou a régua, e a régua era minha

O gate escrito hoje de manhã dizia: FC ≤138 no bloco de 5' Z2 → sessão completa; 139-146 → versão encurtada. Veio 140 — e a sessão completa foi feita.

A régua tinha um buraco, e o buraco é meu: eu especifiquei o pace do bloco de Z2 (6:50-7:00) mas não especifiquei o pace do aquecimento. Hoje o aquecimento saiu a 7:40/km; no RT5 de terça, que era a minha referência, tinha saído a 9:46/km — mais de 2 min/km de diferença. Entrar no bloco de Z2 vindo de um aquecimento muito mais forte levanta a FC por si só. Então os 140 não são evidência limpa de recuperação incompleta, e a decisão de fazer a sessão completa estava certa.

O desfecho confirma: Recovery Time 31,5 h (folga larga até domingo), RPE 3, e o Garmin melhorou o status. Lição de método: gate de aquecimento tem que fixar o pace do aquecimento também.

A reação do Garmin: melhor quadro de carga do ciclo

Métrica Antes do treino Depois
Training Status PRODUCTIVE (LOW) MAINTAINING (OPTIMAL)
Acute Load 268 508 — agora dentro da faixa crônica (453,6-850,5)
Load Ratio 0,5 0,8 = faixa ótima
Tendência VO2max RECOVERY_2 MAINTAINING_4
Race Predictor Maratona 4h41m54s 4h41m33s — melhor do ciclo
Recovery Time 0,0 h 31,5 h

A carga aguda estava abaixo da faixa ótima há dias; o RMI2 recolocou o sistema na janela certa. Recovery Time de 31,5 h significa recuperado na tarde de amanhã — o RRe5 de sábado e o simulado de domingo estão folgados.

⚠️ Ignorar três números da tabela automática: FCrep 54 e Stress 30/61 são artefatos de medição parcial (relógio fora do pulso à noite, média só do período acordado — mesmo caso do FCrep 56 de 04/08 e do stress 80 de 09/08). E Readiness 48 é leitura pós-treino, não de manhã.


⭐ PROTOCOLO DO SIMULADO — DOM 16/08 (D-14)

A prescrição do coach, na íntegra

"Acredito que possa correr, se tudo estiver dentro da normalidade das sensações, por volta de 32 a 34km.
Usar a roupa que planeja correr no dia:

- Vestuário: meia, short, camisa, tênis, boné
- Outros: passar vaselina nos pontos de atrito das roupas e partes íntimas
- Hidratação e suplementação: seguir com o que foi sendo desenvolvido durante os últimos treinos, carboidratos e líquidos, tudo dentro do planejamento de tempo para ingestão de acordo com sua estratégia.

Seguir no ritmo que vem sendo estabelecido, prestando atenção na sensação de esforço."

O número do coach vale: 32-34 km. A recomendação de 28-30 fica retirada.

Não por deferência automática — o argumento contrário enfraqueceu com os dados desta semana:

Quando propus 28-30 (11/08) Agora (13/08)
Load Ratio 0,5 (abaixo da faixa ótima) 0,8 (faixa ótima)
Acute Load 268 508, dentro da banda
Training Status PRODUCTIVE (LOW) MAINTAINING (OPTIMAL)
Recovery Time 31,5 h → recuperado sexta à tarde

E há um argumento a favor da distância maior que não tinha sido considerado: o protocolo de fueling cobre até 3:00. Um treino de 32-34 km no ritmo de longo dura 3h40 a 4h00 — ou seja, 40 a 60 minutos além do fim do protocolo. Esse é exatamente o buraco que a maratona de 4h30 tem. Num 28 km ele não apareceria. A distância maior testa o problema real.

Ressalva registrada uma vez: 34 km seria a maior distância da vida do atleta (máximo atual: 30,07 km em 18/07) e faria a W33 fechar em ~53 km contra 45,1 do pico do ciclo. É por isso que a condicional do coach — "se tudo estiver dentro da normalidade das sensações"não é formalidade: é o gate de sábado.

⚠️ Ambiguidade a esclarecer com o coach

"Seguir no ritmo que vem sendo estabelecido" admite duas leituras com consequências bem diferentes:

Leitura Pace O que o treino testa
A — ritmo dos longos recentes 6:45-7:05/km resistência + fueling. Não testa ritmo de prova
B — ritmo de maratona 6:20-6:30/km testa diretamente o ritmo de 30/08

Adotada a leitura A, por ser a literal e por ser a do coach. Pergunta curta a fazer: "o simulado é no ritmo dos longos, ou você quer um trecho em ritmo de maratona?"

Nota técnica: o coach prescreveu governo por "sensação de esforço". A escala de RPE deste atleta é comprimida (sempre 2-3/10, inclusive na Meia com sprint em Z5) — sensação sozinha não governa. Por isso a FC entra como guard-rail.

O protocolo

Item Definição
Distância 34 km se o painel de sábado estiver normal · 32 km se estiver morno
Ritmo 6:45-7:05/km (o dos longos: LR13 6:59 · LR15 7:04)
FC alvo 137-145 · teto absoluto 147 (95% do limiar)
Governo sensação de esforço (coach) com FC como guard-rail
Duração estimada 3h35 a 4h00
Roupa exatamente a da prova: meia, short, camisa, tênis, boné
Atrito vaselina nos pontos de atrito da roupa e partes íntimas

Regra de abortar: FC acima de 150 sustentada antes do km 25 → cai para 7:15-7:30/km e completa como Z2 puro. O fueling nunca é abandonado — é o objetivo nº1 da sessão.

🔴 O problema de fueling que a distância expõe

O protocolo tem 6 doses, de 30 em 30 min, até 3:00. A sessão vai durar 3h40-4h00.

Cobertura Lacuna
Protocolo atual até 3:00
Simulado 32-34 km 3h40-4h00 40-60 min
Maratona (meta 4h30) 1h30

Perguntar à nutro antes de domingo: quais doses entram em 3:30 e 4:00? Sem resposta, a conduta é repetir o padrão da 6ª dose nesses dois momentos e registrar a resposta gastrointestinal.

Hidratação: 1 L/h por ~3h50 = ~3,8 litros. Não se carrega esse volume — a logística de reabastecimento precisa estar resolvida antes de sair de casa.

Instrumentação (custo zero, e é o que resolve a questão das zonas)

Correr com a FC visível no relógio e anotar FC + pace a cada 5 km. Isso permite calcular a taxa de deriva cardíaca (bpm por hora em pace constante) — o número que prevê o comportamento nos km 32-42 e que nenhuma tabela de zonas fornece. Ver runtechops/coach-zonas-fc-pace-2026-08-13.md.

Gate de sábado 15/08

Painel de sábado Decisão
Sono e HRV normais, pernas boas 34 km
Painel morno ou sono curto 32 km
HRV no piso, sintoma, ou noite ruim Reduzir para 26-28 km — o fueling se preserva, a distância não é o essencial

Pendências

  • [ ] 🔴 Dormir COM o relógio hoje e amanhã — o gate de sábado (distância do simulado) depende de HRV e sono. Terceira noite cega tornaria a decisão um chute
  • [ ] Pro coach: enviar o texto da prescrição do simulado de domingo — é o que falta pra montar o protocolo · desenhar W34 e a semana de prova · RT4/RT5 governam por pace ou por FC, e as zonas de pace precisam ser recalibradas? · mantém 32-34 km sabendo que a W32 foi de 17 km?
  • [x] ~~Reportar como foi o RMI2~~ — feito: sessão completa, FC 140 no gate, análise acima
  • [x] ~~Pedir ao coach o texto da prescrição do simulado~~ — recebido: 32-34 km, roupa de prova, vaselina, fueling já desenvolvido, ritmo estabelecido com atenção à sensação. Protocolo montado acima
  • [ ] 🔴 Perguntar à nutro: quais doses em 3:30 e 4:00? O protocolo cobre até 3:00 e a sessão vai a 3h40-4h00 — a mesma lacuna que a maratona tem
  • [ ] Resolver a logística de água — ~3,8 L não se carrega; pontos de reabastecimento definidos antes de sair
  • [ ] Perguntar ao coach: o simulado é no ritmo dos longos ou ele quer um trecho em ritmo de maratona?
  • [ ] 🔴 O simulado de domingo agora tem TRÊS objetivos, não dois: ensaio de fueling · validar o ritmo de maratona · e discriminar se as zonas de pace estão velhas ou se o LTHR de 155 está superestimado (hipóteses A e B acima)
  • [ ] Refinamento de execução pro próximo intervalado: manter o descanso em 7:10-7:15/km do começo ao fim (hoje afrouxou pra 7:27) · em tiro de 90 s respeitar o teto de pace de Z5 (5:12), não estourar pra 4:25
  • [ ] Confirmar se os géis "40 g Z2" são com ou sem cafeína — define se o teste de isolamento roda no simulado
Diário 12/08/2026
Quarta

Diário 2026-08-12 (qua)

Reportagem matinal

Auto-gerado 18:22

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 25 ms −2 ⬇
BB max / min 68 / 25 −11 ⬇
FCrep 51 bpm +1 ⬆
Sleep Score 79
Sono total 7h41 +44 ⬆
REM 43 min
Deep 1h45
Light 5h13
Awake 3 min
Stress avg / max 19 / 42
Disposição (Garmin Readiness) 77 +26 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

Painel contraditório, e a contradição é o dado. O sono foi o melhor da série em duração e continuidade — 7h41 (o mais longo em 12 dias), 3 min desperto, zero despertares, Deep 1h45 (22,8%). Training Readiness saltou pra 77 (o maior desde 30/07) e o Recovery Time zerou em 3,6 h.

Mas o HRV caiu pro terceiro dia seguido e virou UNBALANCED:

Data HRV Status Noite medida
10/08 28 BALANCED após 2 dias parado
11/08 27 BALANCED após a força de segunda
12/08 25 UNBALANCED após o RT5 de terça

25 é o piso dos últimos 7 dias (mediana 28); o mínimo de 30 dias é 23, então não é piso histórico. O que pesa é o padrão — três leituras válidas em queda e mudança de status (UNBALANCED apareceu só 4× nos últimos 30 registros). Junto veio REM de 43 min = 9,3% do sono, contra 14,9% ontem e 24,7% em 07/08.

A causa: estresse cognitivo, não treino e não infecção

Relato do atleta: acordou bem, com fadiga mínima do treino, mas a véspera teve uma tarde inteira de estresse por uma tarefa de trabalho, que se estendeu até parte da noite. Sem nenhum sintoma (garganta, nariz, tosse, dor de cabeça).

Três campos independentes do payload de sono corroboram o relato:

Campo 12/08 11/08 10/08 07/08 06/08
avgSleepStress 21,0 18,0 18,0 18,0 16,0
sleepScoreFeedback NEGATIVE_LONG_BUT_NOT_ENOUGH_REM POSITIVE_LONG_AND_DEEP POSITIVE_DEEP POSITIVE_REFRESHING POSITIVE_DEEP
remPercentage POOR FAIR FAIR EXCELLENT FAIR

Estresse noturno o mais alto da janela, o único feedback negativo e o único qualificador POOR — enquanto totalDuration, deepPercentage, restlessness e awakeCount vieram todos EXCELLENT.

Veredito: recuperação física excelente, recuperação autonômica incompleta. O corpo dormiu; a cabeça não desligou. Descartados sobrecarga de treino (Load Ratio 0,5, carga aguda 279 abaixo da faixa ótima) e pródromo de infecção (sem sintomas + causa externa identificada e datada).

Nota de precisão sobre a tabela automática acima: o Δ de BB máx (−11) não é comparável — o sync de ontem rodou às 19:24, cobrindo o dia inteiro, e o de hoje às 06:16, minutos após acordar (49 passos no contador). O body_battery_charged de hoje também apareceu zerado pelo mesmo motivo; o valor real no payload é +49, praticamente igual aos +54 de ontem. A bateria carregou normal.

Race Predictor: 4h41m56s, contra 4h41m48s de ontem — variação de 8 s, ruído.

Decisão / Veredito

Hoje: força/funcional normal

Quarta é dia de força, padrão fixo, e não há corrida prescrita — então o HRV 25 não bloqueia nada hoje. Toca normal, sem adicionar volume extra.

A alavanca de hoje não é física — é proteger a noite

O RMI2 de amanhã é a sessão dura da semana e vem 3 dias antes do simulado. Com a causa do HRV identificada como carga cognitiva, o que mais influencia o painel de amanhã não é treino nem alimentação: é não deixar trabalho invadir a noite de novo. Segunda noite seguida de estresse noturno seria o cenário a evitar.

Gate escrito pra amanhã (RMI2)

O critério fica registrado hoje pra não haver discussão na hora. A régua usa o piso de 30 dias (23) como linha dura, e aplica o princípio de que tendência e causa conhecida valem mais que valor absoluto (padrão firmado em 01/08):

Painel de amanhã Decisão
HRV ≥26, sem sintoma RMI2 completo
HRV 24-25, sem sintoma, subjetivo bom RMI2 com os blocos Z5 mantidos e os Z4/Z3 encurtados — preserva o estímulo neuromuscular e corta o volume
HRV ≤23, ou 4º dia de queda, ou qualquer sintoma Troca por Z1 40'. O RMI2 não vale o risco a 4 dias do simulado

Lembrete de hierarquia: a essa altura do ciclo o simulado de domingo é a sessão que importa. O RMI2 é meio, não fim.

A estrutura exata do RMI2 (buscada no workout-service)

Passo Tipo Duração Zona Pace alvo FC alvo
1 warmup 5' Z1 ≥7:29 ≤135
2 interval 5' Z2 6:37-7:29 136-146
3 interval 1'30" Z5 5:12-5:48 (não estabiliza)
4 rest 2' Z1 ≥7:29
5 interval 5' Z4 5:48-6:09 156-165
6 rest 2' Z1 ≥7:29
7 interval 10' Z3 6:09-6:37 147-155
8 rest 2' Z1 ≥7:29
9 interval 5' Z4 5:48-6:09 156-165
10 rest 2' Z1 ≥7:29
11 interval 1'30" Z5 5:12-5:48 (não estabiliza)
12 cooldown 5' Z1 ≥7:29

Estimativa do Garmin: 46 min / 6,69 km.

Ponto de execução: os descansos são de apenas 2' em Z1. No LIR2 de 06/08 o problema foi o trote de recuperação lento demais (9:44/km), que derrubou a FC pra 134 e fez cada tiro começar 10 bpm abaixo — entregando 82 s de Z4 por tiro em vez de 150 s. Com 2' o risco é menor, mas a conduta é a mesma: não trotar devagar demais nos descansos.

⚠️ Correção: perseguir a redetecção do LTHR não vale esta semana

Registrado hoje de manhã que o RMI2 seria a chance de o relógio redetectar o limiar (congelado em 155 desde 06/06). A chance existe, mas o custo de persegui-la não se justifica — e o dado de terça é o que mostra isso.

O bloco de 10' está prescrito como Z3. Rodando no pace Z3 (6:09-6:37), pelo padrão medido no RT5 a FC deve parar em ~140-145 = Z2, longe do limiar. Não redetecta. Para alcançar a FC Z3 (147-155) e os Z4 (156-165) seria necessário rodar por volta de 5:20-5:40/km — muito mais rápido, e um estímulo bem maior a 4 dias do simulado.

Conduta: rodar por pace, conforme a régua vigente, e aceitar que o LTHR provavelmente não atualiza. O limiar é um número; o simulado de domingo é a sessão que decide a prova. Se redetectar de brinde, ótimo — não se persegue.

O simulado não vai pro calendário — e o pedido ao coach estava mal formulado

Verificado na API: nenhum item de agosto tem description, e todos os workoutId retornam description = None no workout-service. O item de 09/08 não está mais no calendário (apagado na remarcação), então não é possível reconstruí-lo.

O coach não lança o simulado no Garmin — ele envia a prescrição por fora. O pedido "lançar no calendário" foi retirado: não é falha do coach nem do parser, é o fluxo de trabalho dele. O que fica é pedir o texto da prescrição e montar o protocolo em cima dela.

Tensão a resolver com o coach: se a prescrição repetir a de antes (32-34 km), ela conflita com os 28-30 km propostos em 11/08. O número do coach vale — contrato v2, ele vence em conflito. Ressalva registrada uma vez, com o dado: a D-14, um 32-34 km projeta a semana em ~50,5 km (RT5 7,03 + RMI2 6,69 + RRe5 4,76 + simulado), contra 17 km na semana anterior e 45,1 km no pico do ciclo. Contra-argumento igualmente válido: Load Ratio 0,5, abaixo da faixa ótima, ou seja há espaço de carga. Vale levar o número e perguntar se ele mantém 32-34 sabendo que a W32 foi de 17 km. A resposta dele fecha.

18:20 — Fim do dia: estresse menor que ontem, noite protegida

Relato do atleta ao encerrar o trabalho: o dia foi estressante, mas menos que ontem. Trabalho terminado no horário, vai pra casa desacelerar e priorizar o sono.

É exatamente a alavanca escrita hoje de manhã. O cenário a evitar era a segunda noite seguida de carga cognitiva alta invadindo a madrugada — e o relato indica carga menor e fim de expediente limpo. ✅

O que vale conferir no painel de amanhã, além do HRV: se avgSleepStress volta pra faixa de 16-18 (hoje veio 21,0, o maior da janela) e se o qualificador remPercentage sai de POOR. Se esses dois normalizarem junto com HRV ≥26, o RMI2 sai completo — e a hipótese de estresse cognitivo fica confirmada por duas noites, não por uma.

Pendências

  • [x] ~~Proteger a noite de hoje~~ — feito: expediente encerrado, dia menos estressante que a véspera
  • [ ] Pro coach (prazo desta semana): enviar o texto da prescrição do simulado de domingo · desenhar W34 e a semana de prova · RMI2 a 3 dias do simulado, mantém? · RT4/RT5 governam por pace ou por FC, e as zonas de pace precisam ser recalibradas? · mantém 32-34 km sabendo que a W32 foi de 17 km?
  • [ ] Gate de sáb 15/08: decidir simulado de 28 ou 30 km conforme o RMI2 + o sono
  • [ ] Confirmar se os géis "40 g Z2" são com ou sem cafeína — define se o teste de isolamento roda no simulado
Diário 11/08/2026
Terça

Diário 2026-08-11 (ter)

Reportagem matinal

Auto-gerado 21:03

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 27 ms −1 ⬇
BB max / min 79 / 28 −8 ⬇
FCrep 50 bpm +2 ⬆
Sleep Score 81
Sono total 6h57 +79 ⬆
REM 1h02
Deep 1h29
Light 4h27
Awake 15 min
Stress avg / max 16 / 34
Disposição (Garmin Readiness) 51 −12 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 1)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

A sequência de seis noites subótimas quebrou. Sono 6h57 (contra 5h38 ontem), Sleep Score 81 — o melhor em 7 dias — e apenas 15 min desperto, ou seja, noite contínua. Body Battery carregou +51 (ontem foram só +20). HRV 27 em BALANCED e stress 16. O FCrep subiu de 48 pra 50, mas 48 era o piso de 60 dias; 50 é o valor normal dele. Confirma a leitura de ontem: a causa das noites ruins era externa e passageira, não fisiológica.

E o bloco saiu do vermelho. O Training Status voltou de OVERREACHING (onde estava há semanas) pra PRODUCTIVE, com Load Ratio 0,6 — carga aguda 342 contra faixa crônica de 442-829, ou seja, abaixo da faixa ótima. Os três dias sem correr fizeram o trabalho.

Race Predictor da Maratona: 4h41m48s. Era 4h44 em 03/08. Desde o baseline de 11/05 (5h06) são ~24 min ganhos no ciclo.

RT5 — 28' de bloco, cravado no segundo

Lap Dur km FC méd Pace Z por FC Z por pace
1 5:00 0,51 110 9:46 Z1 Z1
2 5:00 0,74 128 6:48 Z1 Z2
3 6:14 1,00 138 6:14 Z2 Z3
4 6:06 1,00 141 6:06 Z2 Z4
5 6:08 1,00 139 6:08 Z2 Z4
6 6:03 1,00 140 6:03 Z2 Z4
7 3:27 0,57 139 6:05 Z2 Z4
8 5:00 0,76 136 6:36 Z2 Z3
9 3:46 0,46 127 8:09 Z1 Z1

Bloco principal (laps 3-7): 27:58 contra 28' prescritos. 4,57 km a 6:07/km médio, FC 139-141. Total da sessão 7,03 km / 46:48, cadência 168, GCT 281,5 ms — 2º melhor da série (baseline 287-298).

O número que importa guardar: 6:07/km a FC 140. A meta de 4h30 pede 6:24/km. Ele rodou 17 s/km mais rápido que o ritmo de maratona, a 7 bpm abaixo do teto dos 95% do limiar (147 bpm). Ressalva honesta: foram 28 min, não 42 km — a deriva cardíaca ao longo de 4h30 é justamente a pergunta que o simulado vai responder.

O número mais forte do dia: RT5 contra RT5

Mesmo treino, mesma estrutura, 77 dias de intervalo:

26/05 11/08 Δ
Distância 6,95 km 7,03 km
Duração 48,0 min 46,8 min −1,2 min
Pace médio 6:54/km 6:38/km −16 s/km
FC média 136 134 −2 bpm
Cadência 165 168 +3
GCT 288,8 ms 281,5 ms −7,3 ms
Fator de eficiência 1,065 1,121 +5,3%

Mais rápido, com FC menor, contato com o solo mais curto. Não é interpretação: é o mesmo treino medido duas vezes. A aptidão subiu de forma mensurável.

Calendário: o Léo mexeu

W33 existe agora — hoje RT5 (feito), qui 13/08 RMI2 (1'30" Z5 + 5' Z4 + 10' Z3 + 5' Z4 + 1'30" Z5) e sáb 15/08 RRe5 (40' Z1). O RRe5 leve no sábado é coerente com esforço grande no domingo.

Seguem abertos: o simulado de 16/08 não está lançado no calendário, e W34 + semana de prova continuam vazias.

Decisão / Veredito

Simulado dom 16/08 — 28 a 30 km, decisão no sábado

Correção de ontem: eu havia fechado em 28 km com base numa ACWR de 1,39 calculada por quilometragem. O Garmin discorda, e com razão — Load Ratio 0,6, carga aguda abaixo da faixa ótima. A conta por km superestimou o risco porque os 17 km do W32 foram todos leves, e o Garmin pondera intensidade. Há mais espaço de carga do que eu disse.

Distância Tempo estimado Última tomada de fueling (3:00)
28 km ~3h07 testada com 7 min de leitura
30 km ~3h20 testada com 20 min de leitura

A última tomada é o elo mais fraco do protocolo — 30 km dá leitura de verdade.

Gate de sábado: RMI2 de quinta sair bem e sono mantendo o padrão de hoje → 30 km. Se qualquer um dos dois falhar → 28 km.

Estrutura:

Trecho Ritmo FC teto Função
km 0-7 7:00-7:15/km ≤142 aquecimento longo, abre a janela de fueling
km 7 ao fim −2 6:20-6:30/km ≤147 é O teste: ritmo de maratona por ~20 km
últimos 2 km soltando volta à calma

Regra de abortar: FC passar de 150 antes do km 20 → cai pra 6:45/km e o simulado vira longo Z2. O ensaio de fueling se preserva; o teste de ritmo fica pro dia da prova.

W34 (17-23/08) — 1ª semana de taper, ~30 km

A regra é volume cai, intensidade não.

Dia Sessão
seg 17 OFF de corrida (força só MMSS e leve, se o corpo estiver bem)
ter 18 40' Z1 solto, FC ≤135 — recuperação ativa
qua 19 Força + 45' com 3×5' em ritmo de maratona (FC 145-147)
qui 20 OFF ou 30' Z1
sex 21 Força leve
sáb 22 50' Z2 com 10' finais em ritmo de maratona
dom 23 Longo curto 16-18 km, sendo 8 km em ritmo de maratona — último estímulo longo

W35 (24-30/08) — semana de prova, ~15 km antes da largada

Dia Sessão
seg 24 OFF
ter 25 40' Z1 + 4×30" soltos (soltura, não tiro)
qua 26 35' Z2 com 6' em ritmo de maratona — última qualidade
qui 27 OFF (ou MMSS muito leve)
sex 28 25' Z1 + 3×1' em ritmo de maratona (ativação)
sáb 29 OFF total — largada 05:30, dormir cedo, acordar ~03:45
dom 30 MARATONA DE VITÓRIA — 05:30

Estratégia de prova (4h30 = 6:24/km)

Trecho Ritmo FC
km 0-5 6:40-6:50 — deliberadamente lento ≤142
km 5-32 6:20-6:30 teto 147
km 32-42 o que sobrar livre

Guard-rail único, sem exceção: FC acima de 150 antes do km 30 → desacelera. O piso de sub-6h dá 8:32/km, ou seja, há folga enorme pra corrigir erro de ritmo. Não há folga pra corrigir erro de FC.

Todo o desenho acima é proposta. A decisão é do Léo.

A tensão pace-versus-FC volta em pé

O RT5 pedia Z3. Por FC ele ficou em Z2 (139-141 contra os 147-155 da Z3). Por pace ficou em Z4 (6:03-6:08 contra o teto de 6:09 da Z3). Duas zonas de distância entre as duas réguas, no mesmo treino.

Isso já apareceu no RT4 de 04/08 e eu havia recuado da hipótese de desalinhamento. Com o dado de hoje ela volta — mas com outra explicação, e melhor: não é a tabela estar desalinhada, é a tabela estar velha em relação à aptidão atual. O mesmo pace hoje custa menos FC do que custava quando as zonas foram definidas, e o comparativo RT5→RT5 mede exatamente isso (+5,3% de eficiência).

Nota: o LTHR segue congelado em 155, detectado em 06/06 — hoje o máximo foi 144, longe do limiar. O RMI2 de quinta é a chance de o relógio redetectar.

Pendências

  • [ ] Pedir pro Léo lançar o simulado de 16/08 no calendário, com distância e ritmo prescritos
  • [ ] Pro Léo: desenhar W34 e a semana de prova — a proposta acima está aqui pra ser corrigida, não pra valer
  • [ ] Pro Léo: RMI2 na qui 13/08 são 3 dias antes do simulado (Z5/Z4 vindo de uma semana de 17 km). Mantém, antecipa ou suaviza?
  • [ ] Pro Léo: RT4/RT5 governam por pace ou por FC? — agora com número: pace Z4 e FC Z2 no mesmo bloco. As zonas de pace precisam ser recalibradas antes da prova?
  • [ ] Olhar o LTHR no relógio depois do RMI2 de quinta (congelado em 155 desde 06/06)
  • [ ] Gate de sábado 15/08: decidir 28 ou 30 km conforme RMI2 + sono
  • [ ] Manter o padrão de sono desta noite até a prova — segue sendo o maior risco
Diário 10/08/2026
Segunda

Diário 2026-08-10 (seg)

Reportagem matinal

Auto-gerado 13:59

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 28 ms
BB max / min 87 / 54 +14 ⬆
FCrep 48 bpm
Sleep Score 74
Sono total 5h38
REM 55 min
Deep 1h26
Light 3h18
Awake 26 min
Stress avg / max 17 / 42
Disposição (Garmin Readiness) 63 −13 ⬇

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 2)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

O fim de semana não saiu, e por motivo legítimo. Sábado 08/08 o RRe5 não aconteceu; domingo 09/08 era o simulado de maratona (32-34 km) e caiu no Dia dos Pais, somado a voo atrasado da esposa e busca no aeroporto à noite. Registrado sem cobrança — a vida entrou na frente. Último treino de corrida: quinta 06/08 (LIR2) → 3 dias seguidos sem correr.

O efeito colateral é positivo e é dado, não consolo: o painel de hoje traz FCrep 48 — o melhor valor dos últimos 60 dias (a mediana do período é 52; os mínimos históricos são 47-48), HRV 28 recuperando dos 25 de sábado, stress 17, BB 87/54. O bloco vinha marcando OVERREACHING há semanas e o veredito de 03/08 foi literalmente "o ganho agora vem de recuperar e afiar, não de empilhar". A pausa não planejada calhou de ser o que o corpo pedia. Não foi por desenho, mas o efeito é mensurável.

⚠️ Sono: seis noites subótimas seguidas — 6h32 · 6h47 · 6h12 · 9h07 (fragmentada: 45 min desperto, 28 inquietações, REM 9%, BB carregou só 20 vs 42-61 normal) · noite ruim relatada · 5h38 hoje (a mais curta, 26 min desperto). Mas agora a causa está identificada: semana socialmente carregada, rotina quebrada, aeroporto à noite. Causa externa e passageira, não sinal fisiológico — o que muda a leitura pra melhor. Se a semana que entra for mais calma e o sono normalizar, ele entra no taper bem.

(O stress 80 registrado em 09/08 é artefato de medição — relógio fora do pulso à noite, média só do período acordado. Mesmo caso do FCrep 56 de 04/08.)

Decisão / Veredito

🚨 O item nº1 não é treino: não existe plano para as últimas 3 semanas

Confirmado contra a API crua do calendário Garmin, checando TODOS os tipos de item (o pull normal descarta o que não é workout — bug conhecido que esconderia eventos): agosto tem 24 itens, mas de 10/08 a 31/08 existe exatamente UM — event: Maratona de Vitória em 30/08.

20 dias até a prova e o calendário está vazio. E essas 3 semanas são o taper, a fase mais sensível a estrutura de todo o ciclo. Ação: falar com o Léo hoje — ele precisa desenhar W33, W34 e a semana de prova.

O calendário do longo aperta — e isso muda a recomendação de ontem

Último longo Quando Distância
LR15 18/07 30 km
LRFF3 01/08 23 km

Sem longo neste fim de semana, ele chega à maratona com o último esforço longo tendo sido 23 km em 01/08 — quatro semanas antes da prova (e o último 30 km em 18/07, seis semanas antes).

Portanto: o longo de sáb 15 ou dom 16/08 (D-15/D-14) deixou de ser "bom ter" e virou prioridade da semana. É a última janela real antes do taper.

Distância recomendada: 26-30 km, não 32-34. Razões: D-14 (um 32-34 cobra recuperação que morde o taper) · bloco em OVERREACHING · seis noites de sono ruim · ele já correu 30 km duas vezes · e o que é irreplaceável nessa sessão é o teste de fueling (protocolo da Dra. Juliana), que se responde em 28 km tanto quanto em 34. Coerente com o filtro de 03/08: recuperar e afiar. Decisão final é do Léo.

Hoje

Força MMII liberada (o longo, se houver, é sábado — 5 dias de folga). Se o corpo pedir movimento depois de 3 dias parado, corrida leve Z1/Z2 não faz mal.

Pendências

  • [ ] 🚨 Falar com o Léo hoje — desenhar W33 + W34 + semana de prova (o calendário está vazio de hoje até 29/08)
  • [ ] Levar pro Léo: simulado não aconteceu · última janela de longo = 15-16/08 · sugestão 26-30 km com o protocolo de fueling · desenho do taper
  • [ ] Longo de 15 ou 16/08 = prioridade da semana (é o ensaio de fueling que nunca aconteceu)
  • [ ] Sono — semana mais calma; normalizar antes do taper. É hoje o maior risco à prova
  • [ ] Confirmar se os géis "40 g Z2" do protocolo da nutro são com ou sem cafeína (define se o teste de isolamento acontece)
  • [ ] Composição do gel Integralmédica 30 g (carbo/sódio/cafeína) — produto novo entrando no ensaio
  • [ ] Backlog técnico: scheduled_workouts.py descarta itemType != "workout" (perde eventos) + capturar descrição do coach + cache de token (garth dump/resume) pra evitar 429
Diário 09/08/2026
Domingo

Diário 2026-08-09 (dom)

Reportagem matinal

Auto-gerado 10:42

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight — ms
BB max / min 73 / 73 −17 ⬇
FCrep — bpm
Sleep Score
Sono total
REM
Deep
Light
Awake
Stress avg / max 80 / 80
Disposição (Garmin Readiness) 76 +9 ⬆

Veredito automático

Dados insuficientes (score 0)

1 de 4 métricas coletadas. Reporta amanhã pra avaliação.

O que aconteceu

(análise pendente — adicionar contexto: como dormiu, sintomas, eventos do dia anterior, sensações ao acordar)

Decisão / Veredito

(análise pendente — alinhar com plano da semana, gates de HRV/BB, decisão de treino)

Pendências

  • [ ] (adicionar tarefas/promessas do dia)
Diário 08/08/2026
Sábado

Diário 2026-08-08 (sáb)

Reportagem matinal

Auto-gerado 08:58

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 25 ms −5 ⬇
BB max / min 90 / 73 +12 ⬆
FCrep 50 bpm +1 ⬆
Sleep Score 73
Sono total 9h07 +175 ⬆
REM 50 min
Deep 1h45
Light 6h32
Awake 45 min
Stress avg / max 23 / 57
Disposição (Garmin Readiness) 67 −1 ⬇

Veredito automático

🟠 Descanso recomendado (score 4)

Sinais fracos: HRV, Sono.

O que aconteceu

(análise pendente — adicionar contexto: como dormiu, sintomas, eventos do dia anterior, sensações ao acordar)

Decisão / Veredito

(análise pendente — alinhar com plano da semana, gates de HRV/BB, decisão de treino)

Pendências

  • [ ] (adicionar tarefas/promessas do dia)
Diário 07/08/2026
Sexta

Diário 2026-08-07 (sex)

Reportagem matinal

Auto-gerado 06:06

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 30 ms −1 ⬇
BB max / min 78 / 32 −5 ⬇
FCrep 49 bpm 0 (igual)
Sleep Score 79
Sono total 6h12 −35 ⬇
REM 1h32
Deep 1h42
Light 2h58
Awake 0 min
Stress avg / max 18 / 47
Disposição (Garmin Readiness) 68 +18 ⬆

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 1)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

(análise pendente — adicionar contexto: como dormiu, sintomas, eventos do dia anterior, sensações ao acordar)

Decisão / Veredito

(análise pendente — alinhar com plano da semana, gates de HRV/BB, decisão de treino)

Pendências

  • [ ] (adicionar tarefas/promessas do dia)
Diário 06/08/2026
Quinta

Diário 2026-08-06 (qui)

Reportagem matinal

Auto-gerado 23:19

Métrica Valor Δ vs ontem
HRV overnight 31 ms 0 (igual)
BB max / min 83 / 22 +6 ⬆
FCrep 49 bpm −1 ⬇
Sleep Score 80
Sono total 6h47 +15 ⬆
REM 54 min
Deep 1h26
Light 4h27
Awake 3 min
Stress avg / max 14 / 36
Disposição (Garmin Readiness) 50 0 (igual)

Veredito automático

🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 1)

HRV fora do ideal.

O que aconteceu

Painel mais forte em semanas, validado contra 60 dias de banco: FCrep 49 (melhor desde 10/07; mediana do período = 52), stress médio 14 (o mais baixo válido de 60 dias), Readiness 71 (+21), HRV 31 estável no topo da faixa recente (últimos 14 dias oscilaram 26-32), REM recuperado pra 54 min (era 32), BB 83/22, Awake 3 min.

Sobre a ressalva levantada na véspera: ficou dito que "duas noites curtas seguidas mudariam a conversa" — e tecnicamente chegamos lá (6h32 → 6h47, ambas <7h). Mas a fisiologia contradiz a preocupação: ao longo dessas duas noites, todos os marcadores subiram (FCrep 50→49, stress 19→14, Readiness 50→71, REM 32→54). O corpo não está pagando conta acumulada — a bandeira não pega. Registrado porque a regra foi enunciada e precisa ser resolvida com dado, não ignorada.

O 🟡 automático marca "HRV fora do ideal" usando limiar absoluto; 31 é o topo da faixa atual do atleta, não um valor ruim.

Perna neutra: a força de qua 05/08 foi a de menor custo cardiovascular de todo o histórico (FC 93/133), consistente com MMSS moderado — exatamente o que a decisão de ontem pediu pra proteger este LIR2.

Decisão / Veredito

🟢 LIR2 (4×3' Z4) confirmado. Painel verde + perna neutra.

Régua: mirar a FAIXA DE FC 156-165, não o pace. Lição acumulada — LIR3 (26/07): pace de Z5 (5:04-5:15) com FC parada em Z3 (148-151) = estímulo sub-entregue; LIR5 (30/07): feito por sensação, FC caiu exata em Z4 (155-159) = correto. Se ao fim do 1º tiro a FC não chegou a 156, aumentar o esforço no 2º. Recuperação completa entre tiros. Cadência ≥160.

Pendências

  • [x] LIR2 hoje — 4×3' executado; tiros bons, mas só 45% do tempo em Z4 (ver análise abaixo)
  • [ ] Comprar cápsula de sal — alvo 300-500 mg de sódio por cápsula (ver protocolo abaixo)
  • [ ] Sáb 08/08: RRe5 40' Z1 + TESTAR a cápsula nova (risco zero, 40 min leves)
  • [ ] Sáb: separar o kit completo e definir o plano de água do percurso (~2,7 L não se carrega)
  • [ ] Perguntar ao Leo: RT4 governa por pace ou por FC? (pendência de 04/08)
  • [x] LTHR na pipeline ✅ implementado hoje — 3 colunas novas + histórico backfilled (92 dias). Revelou que o limiar real é 155, não 153.
  • [ ] Backlog técnico: scheduled_workouts.py descarta itemType != "workout"eventos do calendário são perdidos (foi o caso do simulado); e capturar a descrição do coach. Somar cache de token (garth dump/resume) — sem ele todo run faz login SSO e dá 429.
  • [ ] Conferir o LTHR no relógio depois de domingo — o simulado pode servir de gatilho de recalibração (está parado desde 06/06).

🎯 PROTOCOLO DO SIMULADO — dom 09/08

Prescrição do Léo (evento no calendário Garmin): "Acredito que possa correr se tudo estiver dentro da normalidade das sensações por volta de 32 a 34 km. Usar a roupa que planeja correr no dia (meia, short, camisa, tênis, boné, passar vaselina nos pontos de atrito das roupas e partes íntimas), hidratação e carboidratos tudo dentro do planejamento de tempo para ingestão de acordo com sua estratégia."

Régua combinada com o Léo: 6:30/km, sem deixar a FC passar de 146.

Contexto: por que esta sessão é grande

32-34 km = recorde pessoal absoluto (máximo atual = 30 km, feito 2×: 04/07 e 18/07). A 6:30/km são 3h28; com o pace cedendo no terço final, esperar 3h30-3h50. É também o ensaio geral do protocolo de prova — kit, fueling e duração próxima da real.

Hierarquia de execução (não negociável)

  1. FC manda, pace obedece. 6:30 é alvo; 146 é teto. Quando os 146 encostarem, o pace cede.
  2. Esperar o teto apertar após o km 25-28. Deriva cardíaca em 3h30+ é inevitável — soltar o pace ali não é falha, é a hierarquia funcionando. Cravar 6:30 forçando FC acima de 146 transforma ensaio em prova.
  3. SEM fecho rápido. O LRFF3 mostrou que fecho em Z3 cobra ~1 dia extra de recuperação (recovery-time 48h num 23 km, quase igual ao do 30 km). A 21 dias da maratona, não vale.
  4. Distância: 32 km é o piso, 34 o teto — decidir no km 30. Não desejar os 2 km extras; a diferença marginal não paga o custo se as sensações não estiverem sobrando.
  5. Critérios de abortar: dor aguda em qualquer ponto · GI severo · FC não segurar abaixo de 146 nem em pace lento desde cedo. É ensaio, não prova.

Fueling — o teste central

Item Alvo
Carbo 80 g/h = 1 gel de 40 g a cada 30 min, SEM CAFEÍNA
Horários dos géis 0:30 · 1:00 · 1:30 · 2:00 · 2:30 · 3:00 · 3:30 (7 géis ≈ 280 g)
Água ~750-800 ml/h400 ml por bloco de 30 min (total ~2,7 L)
Sódio total 400-600 mg/h — géis dão 100 mg/h; cápsula deve dar 300-500 mg/h
Cápsula de sal 1/h se tiver 300-500 mg · 2/h se ~200 mg · 3/h se ~100 mg

Por que a água caiu: no LR15 foram 3,5 L (1 L/h) contra apenas 700 mg de sódio — quadro dilucional, suspeito nº2 do enjoo. Agora ~700 ml/h com sódio corrigido fecha melhor a conta. (Correção registrada: a recomendação de "600 ml por gel" feita em 03/08 não sobrevive a 4 h — daria 4,8 L. Válida pra 2h30, não pra esta sessão.)

Pré-treino (carb-up) — mudança deliberada: no LRFF3 foi suco de uva + mel, ambos ricos em frutose, somando à frutose do blend do gel → gás leve. Trocar por amido/glicose: aveia, pão branco/torrada, batata-doce, banana. Evitar mel e suco de fruta. ~80-100 g de carbo a T-90 min.

Monitorar e registrar: se/quando aparecer enjoo (km e tempo), gás, e a energia no terço final.

⚠️ Ressalva metodológica honesta

Este já não é um teste de variável única. Em relação ao LRFF3 mudam quatro coisas: carbo 60→80 g/h · cafeína fora · água 1 L→~750 ml/h · cápsula de sal nova (produto/dose diferentes). Portanto não isola a cafeína — virou ensaio do protocolo completo de prova, que é literalmente o que o Léo pediu ("de acordo com sua estratégia"). Se der certo, o protocolo de 30/08 está fechado. Se aparecer problema GI, a atribuição fica mais difícil — mas sobram 21 dias e a hipótese da cafeína segue de pé.

Kit e logística (ensaio geral, conforme o Léo)

  • Roupa exata do dia da prova: meia, short, camisa, tênis, boné
  • Vaselina nos pontos de atrito das roupas e partes íntimas — em 3h30+ o atrito é problema real, não detalhe
  • Plano de água: ~2,7 L não se carrega → definir percurso com pontos de reabastecimento ou apoio (mesmo sistema usado no LR15, que rodou 3,5 L)
  • Contagem: 7 géis + cápsulas de sal separados na véspera

23:00 — LIR2 executado: tiros bons, estímulo pela metade (causa raiz na recuperação)

5,14 km · 34,3 min · FC 136/159 · cad 162,2 · Z3 18,1% · Z4 15,9% · Z5 0%

Tiro Pace FC méd FC máx
1 4:48 153 157
2 4:45 151 158
3 4:35 151 159
4 4:42 152 158

Execução dos tiros: excelente. Zero fade (153/151/151/152, praticamente reta), pace melhorou ao longo da série (4:48→4:35), nenhum estouro pra Z5, pace fundo em Z5c.

Mas o estímulo entregue foi ~metade do LIR5 (30/07, mesmos tiros de 3 min):

LIR5 30/07 LIR2 06/08
Pace dos tiros 4:34-5:02 4:35-4:48 (igual/melhor)
FC méd dos tiros 155-159 (Z4) 151-153 (Z3)
Tempo total em Z4 15:00 5:27
Z4 por tiro 150 s de 180 82 s de 180
% do tiro em Z4 83% 45%

CAUSA RAIZ IDENTIFICADA — a recuperação, não os tiros. Confundidores descartados: mesma hora do dia (07:10 vs 07:11, ambos quinta), mesma duração de recuperação (120 s). A diferença real:

LIR5 LIR2
Pace do trote de recuperação 8:37/km 9:44/km (67 s/km mais lento)
FC nas recuperações 144 134 (−10 bpm)

Cadeia causal: trote de recuperação muito mais lento → FC caiu 10 bpm mais → cada tiro partiu de 10 bpm abaixo → em 180 s a FC não teve tempo de subir tanto (lag normal de 60-90 s) → média do tiro caiu em Z3 → 82 s de Z4 por tiro em vez de 150 s. Não foi fraqueza nos tiros; o pace deles estava igual ao LIR5.

➡️ CORREÇÃO PRO PRÓXIMO LIR: manter o trote de recuperação em ~8:30/km, não 9:45. Régua prática: não deixar a FC cair abaixo de ~142-145 entre tiros. Alternativa: encurtar a recuperação pra 90 s. Em sessão de threshold a recuperação incompleta é parte do estímulo — é ponte, não descanso.

Autocorreção registrada: em 04-05/08 foi levantada a hipótese de que os dois sistemas de zona (pace e FC) estariam sistematicamente desalinhados (RT4 com pace Z3 → FC Z2; LIR2 com pace Z5c → FC Z3). Com o dado, a hipótese enfraquece: o LIR2 se explica por mecânica (recuperação passiva + lag da FC em tiros curtos) e o RT4 por ter sido corrido 55 s/km mais devagar que em julho. Duas causas distintas, nenhuma exigindo re-base de zonas. Segue de pé apenas a pergunta original pro Léo: em RT4, o alvo é pace ou FC?

22:00 — ESTUDO: FC nos longos vs limiar (decidir ritmo do simulado e da prova)

Pedido do atleta, motivado por um reel sobre ritmo de maratona: maratona bem ritmada = 95% da FC de limiar.

⚠️ CORREÇÃO APLICADA APÓS O ESTUDO — o LTHR não era 153. A pipeline passou a coletar o limiar direto da API do Garmin (colunas novas lthr_bpm / lthr_detected_date / lt_speed_mps), e o histórico real é: 153 desde 11/04 → 155 desde 06/06/2026 (detectado no dia da Meia do Rio), sem nenhuma atualização nos 2 meses seguintes. Ou seja, o estudo abaixo rodou com o valor velho.

Números corrigidos: LTHR = 155 → 95% = 147 bpm (não 145). Os percentuais das tabelas abaixo, recalculados sobre 155: LR13 90,3% · LR15 88,4% · SP City 92,3% · LRFF3 90,3% · Rio Half 91,6% · LR11 84,5%. As conclusões qualitativas não mudam (todos os longos seguem abaixo do esforço de maratona), e o teto de 146 do Léo = 94,2% de 155, praticamente em cima do alvo. O 4h30 ganha ~2 bpm de folga, o que o torna um pouco menos apertado — mas segue na borda.

Backfill histórico gravado no banco: 92 dias (32 com 153, 60 com 155).

A) Longos ≥ 25 km (só existem dois):

Data km Pace FC méd %LT FCmáx %LT
04/07 LR13 30,0 6:59 140 91,5% 151 98,7%
18/07 LR15 30,1 7:04 137 89,5% 147 96,1%

Contexto ampliado (≥20 km): Rio Half 92,8% · LR11 85,6% · SP City 93,5% · LRFF3 91,5% · (24 km de dez/25: 97,4%).

➡️ Conclusão 1: todos os longos rodaram ABAIXO do esforço de maratona (89,5-93,5% vs alvo 95%). Correto por prescrição (eram longos de base Z2), mas significa que ele nunca ensaiou esforço de prova em distância longa. É o buraco que o simulado preenche.

B) O formato da curva (deriva):

1º quarto Deriva
LR13 (30 km) 137 · 6:57 139 · 6:48 141 · 6:49 144 · 7:16 +4 bpm
LR15 (30 km) 134 · 7:01 135 · 7:00 138 · 7:00 142 · 7:09 +6 bpm
LRFF3 (23 km) 138 · 6:48 139 · 6:33 136 · 6:27 145 · 5:58 +4 bpm

Deriva de FC pequena e bem-comportada (+4 a +6 bpm em 30 km) = boa durabilidade aeróbica. Mas o pace do 4º quarto conta a história real: no LR13 a FC subiu e o pace desabou 27 s/km (muro do km 21 com 40 g/h); no LR15, com 80 g/h, o pace ficou estável (+9 s/km). A curva saudável é a do LR15.

C) Cross-check do limiar: última hora da SP City = FC média 143, pico de volta 153. Consistente com LTHR ≈ 153 — mas a SP City foi submáxima por escolha (o atleta relatou reserva), então 143 é esforço controlado, não limiar.

D) O que isso diz sobre o simulado: a prescrição do Léo (teto de FC 146) coincide com os 95% de 153 = 145 — dois caminhos independentes, mesmo número. E 6:30/km × 42,195 km = 4h34, ou seja: o simulado é ensaio de pace de maratona.

Previsão registrada (falsificável): km 1-20 a 6:30 confortável com FC 138-143 · o teto de 146 aperta entre o km 22 e o 27 · final cedendo pra 6:45-7:00 · total 3h35-3h45. Base: no LR15 a 7:00/km a FC chegou a 142 no 4º quarto; a 6:30 (30 s/km mais rápido) somam-se ~4-6 bpm.

E) A prova (30/08) — régua e uma tensão honesta:
1. Ancorar na FC, não no pace. Largar em FC 138-140 (90-92% LT) e deixar o pace ser consequência.
2. Não chegar perto de 145-146 antes do km 30. O LR13 é a prova viva do custo de furar isso.
3. Deixar a FC subir pra ~150 nos últimos 10 km (o padrão de elite termina no limiar).

Alvo Pace FC de largada implícita Margem pra deriva
4h30 6:24 ~142-145 ❌ quase nenhuma
4h34 6:30 ~140-142 🟡 apertada
4h40 6:38 ~138-140 ✅ confortável

Leitura honesta: pela régua dos 95%, a banda fisiologicamente segura hoje é 4h34-4h42; o 4h30 fica na borda — alcançável se a eficiência no dia superar o dado atual, ou aceitando rodar em cima da linha (risco de muro maior). A meta não muda (4h30 alvo, abaixo é ótimo, piso sub-6h) — o simulado é o juiz. Pace de prova não se crava antes de domingo.

✅ Ponto cego FECHADO no mesmo dia. O estudo pendurava num LTHR de memória (153) que não podia ser verificado. Implementado: health_daily.py agora coleta o limiar de lactato da API (get_lactate_threshold), com 3 colunas novas — lthr_bpm, lthr_detected_date, lt_speed_mps — e imprime no resumo diário já com o alvo dos 95% calculado. Histórico puxado e gravado (92 dias).

O que a coleta revelou: LTHR real = 155 (não 153), detectado em 06/06/2026 e parado desde então — 2 meses sem recalibração. Isso é informação em si: o Garmin só recalcula quando detecta um esforço qualificante, e desde a Meia do Rio nenhum treino serviu de gatilho (a SP City foi submáxima por escolha; os tiros de LIR são curtos demais).

Implicação prática: se a forma subiu nesses 2 meses — e o predictor indica que subiu (4h44 vs 4h55 em junho) — o limiar real hoje é provavelmente maior que 155, o que deslocaria o alvo dos 95% pra cima de 147 e daria mais folga ao 4h30. O simulado de domingo pode servir de gatilho de recalibração, já que será o esforço sustentado mais longo do ciclo. Vale conferir o valor no relógio depois de domingo.

Véspera (sáb 08/08)

  • RRe5 40' Z1 leve de verdade + testar a cápsula de sal nova durante (risco zero)
  • Sono é prioridade — véspera de sessão-chave
  • Separar kit, contar géis, definir percurso e pontos de água
  • Jantar com carbo normal (não é dia de sobrecarga)

Glossário

Definição e contexto dos termos técnicos usados no dashboard. Clique em qualquer card da aba HOJE pra pular direto pro termo correspondente.

HRV Overnight

Indicador autonômico

HRV (Heart Rate Variability) = a variação dos intervalos entre batimentos cardíacos. Cada batimento não é metronômico — entre um e outro existem microvariações de milissegundos. HRV é o desvio-padrão dessas variações.

O Garmin mede durante o sono ("overnight") porque é o sinal mais limpo do dia: sem ruído de movimento, café, estresse mental ou comida.

O que significa

  • HRV alta → sistema parassimpático dominando → corpo recuperado, pronto pra absorver carga
  • HRV baixa → sistema simpático dominando → corpo em modo de defesa, ainda processando estresse

O que influencia (em ordem de impacto)

Fator Efeito Latência
Álcool −20 a −40% mesma noite
Treino intenso (Z4-Z5) −10 a −25% 24-48h
Doença incipiente −15 a −30% 24-48h ANTES dos sintomas
Sono curto (<6h) ou ruim −10 a −20% imediato
Refeição pesada perto de dormir −5 a −15% mesma noite
Cafeína após 14h −5 a −10% mesma noite
Desidratação −5 a −15% mesma noite
Estresse mental forte −5 a −20% mesma noite
Sono profundo (REM + Deep altos) +5 a +15% imediato
Z2 bem dosado neutro / levemente positivo

Faixas pra atletas amadores 50+

  • Saudável típico: 25-50 ms
  • Alvo deste dashboard: ≥32 ms
  • Crítico (precaução): <26 ms (gate vermelho)

Como subir

Alavancas grandes: dormir 8h+ com REM ≥70 min · cortar álcool · última refeição 3h antes de deitar.
Alavancas médias: hidratação contínua · respiração 4-7-8 antes de dormir · cafeína cortada após 14h.

Body Battery (BB)

Reserva de energia

Body Battery (BB) é uma estimativa proprietária do Garmin que combina HRV, FCrep, qualidade de sono e atividade física pra estimar o quanto de "bateria" o corpo tem disponível, numa escala 0-100.

Como ler

  • 0-25: baixíssima — corpo precisa de descanso real
  • 25-50: baixa — opere em volume reduzido
  • 50-70: moderada — treino normal OK
  • 70-100: alta — pronto pra carga maior

O que sobe

  • Sono de qualidade (especialmente REM + Deep)
  • Períodos de relaxamento (HRV alta durante o dia)
  • Refeição balanceada
  • Hidratação

O que desce

  • Atividade física (proporcional à intensidade — Z5 derruba ~25 pts em 24h)
  • Estresse mental medido (Garmin estima via HRV diurno)
  • Refeições pesadas (digestão consome bateria)
  • Sono ruim
  • Álcool

Métricas mostradas no dashboard

  • BB MAX: o pico que você atingiu nas últimas 24h. Geralmente atingido logo após acordar.
  • BB MIN: o vale. Geralmente próximo da hora de dormir.
  • Carga / Desgaste: quanto subiu e quanto baixou no dia.

Alvo prático

Pra um treino "normal", quero acordar com BB MAX ≥65. Pra longão ou intervalos pesados, ≥75. Abaixo de 50 = sinal pra reduzir carga ou descansar.

FC Repouso (FCrep)

Indicador cardiovascular

FC Repouso (FCrep) = frequência cardíaca em repouso, medida pelo Garmin durante períodos de baixa atividade (geralmente nos primeiros minutos após acordar ou em momentos de inatividade prolongada durante o dia).

Por que importa

A FCrep é uma janela direta pro estado autonômico crônico. Diferente da HRV (que oscila bastante dia a dia), a FCrep é mais estável — variações de 2-3 bpm são significativas.

Como ler (relativo ao SEU baseline)

  • No baseline ou abaixo: corpo recuperado, treino tolerável
  • +2 a +4 bpm vs baseline: sinal de fadiga acumulada ou estresse incipiente
  • +5 ou mais: sinal forte — pode ser overtraining, doença chegando, dívida de sono, ou desidratação

O baseline pro este dashboard

51 bpm — calibrado a partir do seu histórico Garmin. O alvo é manter ≤53 bpm na manhã.

O que sobe a FCrep (sem ser benéfico)

  • Doença chegando (frequentemente sobe 3-5 bpm 24-48h ANTES dos sintomas)
  • Desidratação
  • Fadiga acumulada
  • Álcool na noite anterior
  • Refeição muito perto de dormir
  • Estresse psicológico crônico
  • Calor / quarto quente

O que desce a FCrep (saudável)

  • Adaptação aeróbica progressiva (1-3 bpm ao longo de meses de Z2 disciplinado)
  • Sono regular e profundo
  • Hidratação adequada
  • Resolução de inflamação

Sinal de alerta

Se FCrep ficar ≥56 bpm por 2+ dias seguidos sem causa óbvia (treino pesado recente), considerar: pode ser doença subclínica. Recuar volume + observar.

Disposição (Garmin Readiness)

Score composto Garmin

Training Readiness é o score 0-100 do Garmin que tenta resumir num número só "como seu corpo está pra treinar hoje". Combina:

  • HRV overnight
  • Qualidade do sono (duração, fases)
  • Recovery time pendente do último treino
  • Estresse acumulado
  • Body Battery atual

Como ler

  • 0-25: baixa — descanso recomendado
  • 25-50: moderada — treino leve OK
  • 50-75: boa — treino normal
  • 75-100: alta — pronto pra carga ou intensidade

Por que NÃO é a métrica-chefe

Por ser composto e proprietário, Readiness pode mascarar sinais discordantes. Exemplo real seu: dia 09/05 mostrou 76 (alto), mas HRV estava 31 (1 abaixo do alvo). O score Garmin se baseou no sono bom + tempo desde último treino, ignorando que o autonômico ainda não estava 100%.

Regra prática: quando Readiness e HRV/FCrep discordam, prefira HRV+FCrep como verdade. Readiness é confirmatório, não decisivo.

Quando Readiness é útil

  • Como sanity check rápido nos dias em que você está com pressa
  • Pra ver tendência ao longo da semana (se média sobe/desce)
  • Pra explicar o porquê de uma queda (Garmin lista os fatores que pesaram)

Sono / Sleep Score

Recuperação fisiológica

Sleep Score é o score Garmin (0-100) que avalia a qualidade do sono combinando duração total, distribuição entre fases (REM/Deep/Light/Awake) e respostas autonômicas durante o sono.

Faixas

  • <60: ruim — sono insuficiente ou fragmentado
  • 60-74: moderado — funcional mas sem otimização
  • 75-89: bom — atende necessidades básicas
  • ≥90: excelente — recuperação ótima

Fases do sono — o que cada uma faz

Fase % típico Função
REM 20-25% Consolidação de memória, aprendizado motor, regulação emocional
Deep (N3) 15-20% Recuperação física, hormônio do crescimento, reparação muscular, imunidade
Light (N1+N2) 50-60% Maior fatia, transição entre fases
Awake <5% Despertares breves — quanto menos, melhor

Alvos pra atletas

  • Total: ≥8h (480 min) — atletas amadores em fase de carga precisam mais que pessoa sedentária
  • REM: ≥70 min (≥1h10) — crítico pra adaptação de aprendizado motor e recuperação cognitiva
  • Deep: ≥60 min (≥1h00) — onde a recuperação muscular acontece de verdade
  • Awake: <30 min — fragmentação > 30 min indica sono ruim

O que sabota o sono

  • Cafeína após 14h
  • Álcool (derruba REM violentamente — você dorme, mas não recupera)
  • Tela com luz azul até a hora de deitar
  • Quarto quente (>21°C)
  • Treino intenso < 3h antes de dormir
  • Refeição pesada < 2h antes de dormir
  • Estresse mental não-processado

O que ajuda

  • Mesma hora de deitar e acordar (regularidade > duração)
  • Quarto frio (18-19°C) e escuro
  • Exposição ao sol pela manhã (regula melatonina à noite)
  • 30-45 min sem tela antes de deitar
  • Respiração 4-7-8 ao deitar

Training Status

Performance Garmin

Training Status é o veredito sintético do Garmin sobre o que sua carga atual está fazendo com seu condicionamento. Combina VO2 Max trend (sua capacidade aeróbica está subindo ou caindo?) + Acute Load vs Chronic Load (ACWR) + HRV Status + Sleep.

Os 7 estados possíveis

Status Significado O que fazer
PRODUCTIVE Carga ideal pra ganhar VO2 Max. Em build saudável. Continuar o que está fazendo
MAINTAINING Carga preserva fitness, sem grandes ganhos. OK por algumas semanas — depois precisa subir carga
PEAKING VO2 Max alto + carga reduzida = pronto pra prova Janela de race performance (5-14 dias)
OVERREACHING Carga aguda alta demais vs crônica. Risco de overtraining. Reduzir volume/intensidade por 3-7 dias. Não somar treino pesado
UNPRODUCTIVE Treinando mas VO2 Max não sobe (sinal de fadiga, sono ruim, ou plateau) Investigar sono, recovery, possível doença
DETRAINING Carga muito baixa, VO2 Max caindo Voltar a treinar com regularidade
RECOVERY Pós-carga pesada — sistema descansando Honrar o descanso, não forçar

VO2 Max Trend (sub-indicador)

Aparece junto ao Training Status. Mostra trajetória da capacidade aeróbica nas últimas semanas:

  • PRODUCTIVE_1/2/3 → subindo (com magnitude crescente)
  • MAINTAINING → estável
  • DETRAINING → caindo

Por que importa

Training Status é o sinal "macro" do plano. Veredito diário (HRV/BB/FCrep) responde "como estou hoje?". Training Status responde "para onde minha temporada está indo?". Se ficar UNPRODUCTIVE ou OVERREACHING por mais de 7 dias, é hora de reavaliar a estratégia da semana.

Gatilhos pra agir

  • OVERREACHING 1-2 dias → normal pós-semana pesada. Honra o recovery e segue
  • OVERREACHING 3+ dias → reduzir carga ativa. Algo não está fechando
  • UNPRODUCTIVE 5+ dias → revisar sono, alimentação, sinais de doença
  • DETRAINING → voltar a treinar com regularidade (provavelmente teve período off)

ACWR — Carga Aguda / Crônica

Performance Garmin

ACWR (Acute:Chronic Workload Ratio) é a razão entre sua carga aguda (últimos ~7 dias) e sua carga crônica (últimos ~28 dias, média móvel). É um dos indicadores mais validados pela ciência esportiva pra prever risco de lesão e overtraining.

Os dois componentes

  • ATL (Acute Training Load) = carga dos últimos ~7 dias. Reflete fadiga recente.
  • CTL (Chronic Training Load) = média ponderada exponencial dos últimos ~28-42 dias. Reflete condicionamento de base ("fitness").

ACWR = ATL / CTL

Como ler

Faixa Status Interpretação
<0.8 Detraining Carga aguda muito abaixo do que o corpo está acostumado — perdendo fitness
0.8 – 1.3 OPTIMAL Sweet spot: estímulo suficiente sem risco elevado
1.3 – 1.5 Atenção Carga aguda esticando — pode ser produtivo se controlado, monitorar
>1.5 RISK ZONE ⚠️ Risco de lesão e overtraining sobe 2-4× vs faixa ótima

Por que 0.8-1.3 é o ideal

Estudos com atletas de elite (rugby, futebol, atletismo) mostram que quando ACWR sai dessa faixa em qualquer direção, a taxa de lesão músculo-tendínea sobe significativamente. Acima de 1.5, o corpo recebe estresse maior do que adaptou pra suportar.

CTL — o número mais importante

CTL é seu "fitness" cumulativo. Sobe lentamente (+2-4 pontos/semana sustentável). Pra amadores rodando maratona em 4h00-4h30, faixa típica:

  • CTL 30-40 = iniciante avançado
  • CTL 50-65 = intermediário sólido pra meia/maratona
  • CTL 70+ = competidor focado, longões consistentes

Como subir CTL com segurança

  1. Aumentar volume/intensidade gradualmente — alvo +2-4 CTL/semana
  2. Respeitar semana de regeneração a cada 3-4 semanas (ACWR cai pra 0.7-0.9)
  3. Não tentar pegar CTL perdido com treinos pesados — risco de spike ACWR

Atenção aos limites

  • ACWR ignora qualidade do treino (intensidade, terreno, calor)
  • HRV/FCrep podem sinalizar overtraining antes do ACWR explodir
  • Use ACWR junto com Training Status, não isolado

VO2 Max & Idade Fitness

Performance Garmin

VO2 Max é o volume máximo de oxigênio que seu corpo consegue captar e utilizar por minuto, normalizado pelo peso (ml/kg/min). É o melhor indicador isolado de capacidade aeróbica que existe.

Como o Garmin estima

Não é medição direta (que exige laboratório com máscara). O Garmin combina:
- Pace × FC durante corridas regulares
- Idade, peso, altura, sexo declarados
- Eficiência aparente (variações de pace pra mesma FC)

Erro típico: ±2-3 ml/kg/min vs teste de laboratório. Tendência (subindo/descendo) é mais confiável que valor absoluto.

Faixas pra homens 50+

VO2 Max Classificação
<30 Pobre
30-35 Abaixo da média
35-40 Médio
40-45 Bom
45-50 Excelente
50+ Elite (raro nessa faixa etária)

O que sobe VO2 Max

  • Intervalos Z4-Z5 (3-5×3-5min em pace de 10K) — o estímulo mais potente
  • Longões aeróbicos (1h30+ em Z2-Z3) — base que sustenta o teto
  • Consistência ao longo de meses — mudanças significativas em 8-12 semanas

O que derruba

  • Inatividade — perde 1-2 ml/kg/min por semana parado após 7 dias
  • Doença prolongada
  • Sono cronicamente ruim
  • Idade — declínio natural ~0.5%/ano após 30, mais lento com treino

Idade Fitness

Fitness Age = idade biológica estimada pela sua capacidade aeróbica. Calculada como "que idade tem alguém da população geral com seu VO2 Max?".

  • Idade Fitness menor que cronológica = ✅ você está em melhor forma que a média do seu grupo
  • Idade Fitness maior = sinal pra investir em aeróbico

Move 1-2 anos por mês com treino consistente. Sensível a tendências de VO2 Max.

Limitações

  • VO2 Max é necessário mas não suficiente pra performance — economia de corrida e cadência também pesam
  • Atletas com VO2 Max similar podem ter performances muito diferentes na prova
  • Use como um dos indicadores, junto com Race Predictor, Training Status, ACWR

Recovery Time

Performance Garmin

Recovery Time é a estimativa do Garmin em horas até seu corpo estar "pronto" pra outro treino-chave (intensidade alta ou volume alto). Calculado após cada atividade com base em:

  • Intensidade (FC média + tempo em zonas altas)
  • Duração
  • Estado autonômico (HRV) atual
  • Recovery acumulado da janela recente

Como ler

Recovery Time Interpretação
0-12h Pronto pra outro treino-chave
12-24h Pronto pra atividade leve (Z2 fácil, walking)
24-48h Honrar a recuperação. Pode treinar Z2 leve no fim do período
48-72h Pós-treino muito pesado (longão >2h, intervalos Z5) — descanso
>72h Sinal de sobrecarga. Provável OVERREACHING. Reavaliar

O que aumenta Recovery Time

  • Treinos em Z4-Z5 (limite/máximo) — peso desproporcional
  • Longões >90 min, especialmente acima de 2h
  • HRV baixa no momento do treino (corpo já cansado)
  • Treinos em calor extremo
  • Falta de sono na noite anterior

Como acelerar a queda

  • Sono ≥8h com REM ≥70 min e Deep ≥60 min
  • Hidratação 35-40 ml/kg/dia + eletrólitos pós-treino
  • Carbo + proteína na janela 30-60 min pós-treino
  • Movimento leve (caminhada 20-30 min) — facilita perfusão
  • Evitar álcool — sabota recovery autonômico

Importante

Recovery Time é estimativa, não regra dura. Se HRV/BB voltarem a níveis bons antes do contador zerar, você está pronto. Se Recovery Time zerou mas HRV está caindo, prefira HRV como verdade e descanse mais.

Sinal de alerta

Recovery Time consistentemente >48h por mais de 3 dias sugere:
- Carga acumulada acima da capacidade de adaptação
- Sono crônico insuficiente
- Possível doença incipiente

→ Reduzir carga 30-50% por uma semana e reavaliar.

Race Predictor

Performance Garmin

Race Predictor é a estimativa do Garmin de quanto tempo você levaria pra completar 5K, 10K, meia-maratona (21K) e maratona (42K) hoje, baseado no seu condicionamento atual.

Como o Garmin calcula

  1. Usa o VO2 Max atual como base
  2. Aplica modelos publicados (Daniels, Riegel) pra extrapolar performance em cada distância
  3. Ajusta por dados recentes — pace × FC dos treinos longos, intervalos e tempo runs

NÃO usa: terreno, calor, estratégia de pacing, nutrição, dia da prova.

Como interpretar

  • Valor absoluto = potencial teórico em condições ideais. Real geralmente é 2-5% mais lento (calor, multidão, sub-fueling, pacing imperfeito).
  • Tendência (delta semanal/mensal) = mais confiável que valor isolado. Trajetória pra baixo = ganhando fitness.

Limites importantes — fórmula Riegel

A extrapolação 5K → maratona usa coeficiente n na fórmula T₂ = T₁ × (D₂/D₁)^n.

n Perfil
0.85 Elite (mantém pace bem em distâncias longas)
1.02-1.10 Bem treinado (4h30 maratona viável)
1.15-1.20 Amador intermediário (5h00+ típico)
1.25+ Iniciante em distâncias longas

Garmin assume n próximo de 1.06 por padrão. Se seu n real for maior (típico em quem fez poucos longões), maratona real será mais lenta que prevista.

Sinal de progresso real

Race Predictor melhorando + Training Status PRODUCTIVE/MAINTAINING + ACWR 0.8-1.3 = build saudável e ganhos reais.

Race Predictor melhorando + OVERREACHING ou UNPRODUCTIVE = sinal misto, investigar antes de confiar.

Como usar pra meta de prova

  1. Não confie cegamente na previsão da maratona — pode ser otimista 5-15% pra quem não tem longão de 30k+ no perna
  2. 5K e 10K são previsões mais precisas porque dependem menos de aguentar tempo longo
  3. 21K é o gate — se atleta consegue cravar a previsão da meia, a meia da maratona é mais previsível

Atualização

Garmin recalcula:
- Após cada corrida (atualização pequena)
- Após teste guiado (Lactate Threshold, Race Predictor test) — atualização maior
- Diariamente com base em VO2 Max + HRV (ajuste fino)

Veredito automático

Lógica do dashboard

O veredito que aparece no topo da aba HOJE é gerado por uma regra interna que combina HRV, BB, FCrep e Sleep Score. Não é mágica nem ML — é uma soma de pontos baseada em limiares calibrados pra você.

Como funciona

Cada métrica vira pontos:

Métrica 🟢 0 pts 🟡 1 pt 🔴 2 pts
HRV overnight ≥32 ms 26-31 ms <26 ms
BB max ≥65 50-64 <50
FCrep ≤52 bpm 53-54 ≥55
Sleep Score ≥75 60-74 <60

Modificadores adicionais:
- HRV caiu ≥5 ms vs ontem → +1 ponto
- FCrep subiu ≥3 bpm vs baseline 51 → +1 ponto

NULL = métrica é excluída do score (não soma 0, não soma 2 — é ignorada).

Mapa pontos → veredito

Total Cor Headline
0 🟢 verde Pronto pra treinar
1-2 🟡 amarelo Atenção: prioriza Z2
3-4 🟠 laranja Descanso recomendado
5+ 🔴 vermelho Corte forçado

Se < 2 métricas avaliáveis (muitas NULL), veredito vira ⚪ cinza "Dados insuficientes".

Limitações importantes

  • A regra não conhece o contexto do dia. Se você dormiu mal de propósito (ex: viagem) ou treinou pesado por estratégia, o score vai parecer ruim mas pode estar tudo bem.
  • A regra é conservadora. Em dia borderline (HRV 31), ela manda "atenção". A leitura humana pode ser "tá tudo bem, só o sensor pegou ruído".
  • O HRV pesa muito. Se cair 5+ ms, dá +1 modifier mesmo se valor absoluto ainda for OK. É proposital — quedas bruscas são mais informativas que valores absolutos.