Diário 2026-06-03 (qua)
Reportagem matinal
Auto-gerado 18:03
| Métrica | Valor | Δ vs ontem |
|---|---|---|
| HRV overnight | 31 ms | −3 ⬇ |
| BB max / min | 78 / 26 | +22 ⬆ |
| FCrep | 47 bpm | −4 ⬇ |
| Sleep Score | 79 | — |
| Sono total | 6h44 | +138 ⬆ |
| REM | 1h16 | — |
| Deep | 57 min | — |
| Light | 4h31 | — |
| Awake | 4 min | — |
| Stress avg / max | 25 / 84 | — |
| Disposição (Garmin Readiness) | 50 | −4 ⬇ |
Veredito automático
🟡 Atenção: Prioriza Z2 (score 1)
HRV fora do ideal.
O que aconteceu
Dia inteiro em duas metades opostas: a manhã foi "gate furado, dia fácil"; a tarde foi "atravessei o gate consciente e rodei a RSP2 mesmo assim". Vamos pelos dois.
Manhã (painel): quadro virou de novo, espelhando o de ontem ao contrário. Terça (02/06) sono/BB desabaram (4h26, BB 56) mas a HRV bateu 34. Hoje o oposto cirúrgico: sono e BB recuperaram e a HRV recuou. Quadro: HRV 31 ms (−3 vs ontem; sequência agora 27→36→30→30→34→31, 6º dia na banda baixa, tocou ≥34 uma única vez ontem e já voltou), BB max/min 77/26 (+21, recarga overnight de volta), FCrep 47 (−4, mínima da semana), Sleep Score 79 / sono 6h44 (+2h18 vs as 4h26 de ontem — recompôs, ainda abaixo do piso 7h30), Deep 57 min, REM 1h16, Readiness 76 (+22), Stress 17/48. Veredito automático: 🟡 Prioriza Z2 (score 1, "HRV fora do ideal"). Marcadores avançados: Training Status PRODUCTIVE (fora de OVERREACHING ✅), VO2 trend RECOVERY_2, ACWR 0.4 (deload mais fundo: 0.6→0.5→0.4), Recovery Time 0h, Acute Load 195.
Recomendação que saiu da manhã: segurar o gate, RSP2 fora como Z4, trocar por fácil. Régua escrita ali na seção de Decisão.
Tarde (decisão e execução): atleta atravessou o gate de propósito. Justificativa dele textual: "fiquei com muito receio de não fazer o treino e ficar muito destreinado. sei que ainda não estou com total recuperação, mas resolvi assumir esse risco, pra não deixar de treinar." Percepção pós: "o treino foi tranquilo. estava me sentindo bem, apesar de não estar no melhor momento de descanso. fiz os tiros de boa."
RSP2 executada — Vitória, "5 x 1' Z4" (ID 23119585685). Estrutura real do TCX (zonas do coach: Z3 Tempo 147-155 / Z4 SubThreshold 156-165 / Z5 ≥166 · pace Z4 5:48-6:09 / Z5c ≤5:12):
| # | Bloco | t | km | FC méd | FC máx | Pace | Zona pace | Zona FC |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | warmup 1 | 5:00 | 0,56 | 112 | 126 | 8:58 | Z1 | Z1 |
| 2 | warmup 2 | 5:00 | 0,71 | 131 | 138 | 7:04 | Z2 | Z1-Z2 |
| 3 | tiro 1 | 1:00 | 0,23 | 148 | 156 | 4:27 | Z5c | Z4 (piso) |
| 4 | rec 1 | 2:00 | 0,20 | 136 | 152 | 10:03 | recovery | — |
| 5 | tiro 2 | 1:00 | 0,26 | 143 | 159 | 3:55 | Z5c | Z4 |
| 6 | rec 2 | 2:00 | 0,21 | 143 | 160 | 9:18 | recovery | — |
| 7 | tiro 3 | 1:00 | 0,23 | 139 | 155 | 4:15 | Z5c | Z3 Tempo (1 abaixo) |
| 8 | rec 3 | 2:00 | 0,22 | 142 | 157 | 9:10 | recovery | — |
| 9 | tiro 4 | 1:00 | 0,24 | 144 | 156 | 4:07 | Z5c | Z4 (piso) |
| 10 | rec 4 | 2:00 | 0,23 | 144 | 157 | 8:39 | recovery | — |
| 11 | tiro 5 | 1:00 | 0,25 | 149 | 158 | 4:01 | Z5c | Z4 |
| 12 | rec 5 | 2:00 | 0,22 | 143 | 159 | 8:58 | recovery | — |
| 13 | cooldown | 5:00 | 0,59 | 128 | 134 | 8:26 | Z1 | Z1 |
Totais: ~4,15 km / 30 min. Os 5 tiros saíram muito acima da prescrição em pace (Z5c em todos, faixa 3:55-4:27) e dentro do Z4 em FC (155-159 máx) — com o tiro 3 chegando só a 155 (1 abaixo do piso Z4 do coach). Esse padrão pace acima / FC abaixo do esperado pra esse pace em tiros de 1' é fisiologia normal, não erro: a FC tem lag de 30-45s pra subir até steady-state e o tiro acaba antes. Detalhe revelador: em 4 dos 5 recoveries a FC máx ficou ≥ FC máx do próprio tiro (rec 1 160 > tiro 2 159; rec 2 157 > tiro 3 155; rec 4 157 > tiro 5 158; rec 5 159 > qualquer tiro) — confirma o lag, a FC tava ainda subindo quando o tiro acabava.
Painel pós-treino vs painel matinal:
| Métrica | Manhã | Pós-treino | Δ |
|---|---|---|---|
| Readiness | 76 | 50 | −26 |
| Acute Load | 195 | 365 | +170 |
| Load Ratio | 0,4 | 0,7 | +0,3 |
| Recovery Time | 0h | 27,2h | +27,2h |
| Stress avg / max | 17 / 48 | 25 / 84 | esperado pós Z4 |
| BB max | 77 | 78 | +1 |
| Race Predictor maratona | 5h01:36 | 5h01:11 | −25s |
W23 atualizada: 2 treinos / 9,3 km / cad 160,2 spm / %Aer 91,4% / pace méd 7:32/km / maior 5,1 km (seg).
Decisão / Veredito
Quadro completo do dia (manhã → tarde):
| Métrica | Manhã | Pós-treino | Gate ideal | Status |
|---|---|---|---|---|
| HRV | 31 | — | ≥34 | ❌ furou por 3 |
| BB max | 77 | 78 | ≥70 | ✅ |
| FCrep | 47 | 47 | ≤52 | ✅ mínima da semana |
| Sono | 6h44 | — | ≥7h30 | ⚠️ ainda fura |
| Readiness | 76 | 50 | — | −26 pós-treino |
| Training Status | PRODUCTIVE | PRODUCTIVE | fora de OVERREACHING | ✅ |
| ACWR / Acute Load | 0,4 / 195 | 0,7 / 365 | — | +170 de Acute Load |
| Recovery Time | 0h | 27,2h | — | saiu de zero |
O que aconteceu na régua: o gate matinal (HRV ≥34) foi atravessado de propósito pelo atleta, com justificativa explícita (medo de destreinar, 2º treino-chave travado consecutivo). A RSP2 saiu como sessão Z4 — pace dos tiros muito acima da prescrição, FC dentro do Z4 esperado, percepção subjetiva tranquila, sem evento clínico. O custo autonômico veio na conta: Readiness −26, Acute Load +170, Recovery Time 0→27,2h. Não foi um treino que estourou; foi um treino que entregou execução tranquila e cobrou caro a recuperação.
Leitura técnica dos tiros (zonas do coach):
-
Pace muito acima da prescrição. Prescrito Z4 5:48-6:09/km; saiu 3:55-4:27/km em todos os 5 tiros (faixa Z5c, ≤5:12). Sinal de que tiros de 1' não permitem calibrar pace Z4 estável — o corpo dispara recrutamento neuromuscular rápido e o pace tá num esforço meta-cardiovascular (fôlego curto/explosivo), não no patamar SubThreshold que a prescrição original mira. Isso é provavelmente intencional do plano (estímulo neuromuscular curto, recuperação rápida), mas não dá pra ler como "calibração de pace Z4 pós-RMI2".
-
FC ficou em Z4 (155-159 máx), com tiro 3 só em Z3 (155 = 1 abaixo do piso Z4 do coach). O lag de 30-45s da FC explica: tiros de 60s acabam antes da FC chegar a steady-state. Confirmação cabal disso: em 4 dos 5 recoveries a FC máx superou a FC máx do próprio tiro — o coração ainda tava subindo quando o esforço acabou. Não é underperformance, é fisiologia normal pra estrutura 1'/2'.
-
Cadência: semana W23 fechou em 160,2 spm — no fio do piso ≥160 firmado seg. Não tenho cadência por lap (só agregado), mas em tiros 3:55-4:27/km cadência alta é mecanicamente quase obrigatória, então deve ter subido. O alvo ≥165 sustentado nos Z4 não dá pra confirmar sem o dado por lap; ponto de atenção pro próximo treino estruturado.
-
Resumo do que o RSP2 mediu: estímulo neuromuscular curto entregue com execução limpa (atleta confirma), FC dentro do esperado pra tiros de 1' (Z4 piso por causa do lag, não por baixa intensidade), pace bem além da prescrição (mas isso é característica da estrutura 1', não erro do atleta). A calibração de pace Z4 estável que a RSP2 prometia continua aberta — só sai num tiro longo (3-5') que dê tempo da FC se acomodar.
O atravessamento do gate — leitura honesta:
-
A régua furou e o motivo é legítimo de discutir, não de varrer. A justificativa "medo de destreinar" não é desculpa — é input real. Foi o 2º treino-chave consecutivo travado pelo painel, e a HRV travada em banda baixa há 6 dias com Garmin marcando
BALANCEDe ACWR no chão (0,4) abre legitimamente a pergunta: o piso ≥34 ainda é a régua certa pro estado fisiológico atual, ou desceu o baseline? Não é decisão pra eu tomar sozinho aqui — é exatamente a conversa que tava marcada pro coach. -
MAS o custo do override foi grande e real. A 3 dias da Meia, sair de Acute Load 195 / RT 0h pra 365 / 27,2h é puxar bonito. O corpo tava em deload profundo (ACWR 0,4), o salto pra 0,7 num único treino é normal isoladamente, mas chega na Meia (sáb) ainda com resíduo de hoje no tanque. Não estoura nada, mas muda o que se pode esperar de sentir-se "fresco" largando.
-
O que mudou na conversa com o coach: era "o piso ≥34 ainda vale ou re-baseou?" — pergunta abstrata. Agora é "rompi o piso conscientemente, rodei tranquilo e o painel mostra X — dá pra recalibrar a régua à luz disso, ou foi sorte de uma vez?" — pergunta concreta com evidência. Isso é melhor pra ele decidir, não pior.
-
Não é mais a recomendação "segurar o gate" — a sessão já saiu. A análise vira: como aproveitar o que se aprendeu e proteger o que vem. Qui RRe2 segue valendo (e fica MAIS importante com RT 27,2h); sex off mandatário; sáb Meia com a expectativa recalibrada.
Recalibragem qui → sáb (à luz do RSP2 atravessado):
| Dia | Plano original | Recalibragem |
|---|---|---|
| Qui 04/06 | RRe2 25' Z1 | Mantém — e fica MAIS importante. Com RT 27,2h, o RRe2 vira recovery de verdade. Pace ≥7:29/km, FC ≤135, cadência ≥160 (no fácil também). Sem gate, mas se HRV continuar ≤30 amanhã, virar mobilidade/caminhada. |
| Sex 05/06 | Off pré-prova | Mantém, mandatório. Sono é o gargalo: alvo ≥7h30. |
| Sáb 06/06 | Meia do Rio Z2 6:37-7:29/km | Refinar pra 6:35-6:45/km. 6:30 (que vc citou) está na borda Z2/Z3 — tecnicamente Z3 Tempo (147-155 bpm) começa em 6:09; mas a banda de pace cai em 6:37/km. 6:30 é Z3 Tempo no pace, fica fora do Z2 que você combinou com o coach. 6:40 está dentro. Faixa-alvo Z2 verdadeira: 6:37-7:29/km — pode usar 6:35-6:45/km como banda operacional confortável, mas se subir o pace pra 6:30 com regularidade, atenção que tá saindo de Z2. Cadência ≥160. Foco real: nutrição/hidratação/equipamento. |
Veredito: O dia teve duas leituras, e elas não se cancelam. Leitura 1 (técnica do RSP2): execução tranquila, FC e percepção dentro do que se esperaria de tiros de 1', pace além da prescrição mas explicado pela estrutura curta — não há nada pra "punir" no treino em si. Leitura 2 (régua do gate): a HRV furou por 3 e você atravessou consciente; o custo veio no painel pós (RT 27,2h, Readiness −26) e não na percepção, mas existe. Não dá pra normalizar "sempre que sentir bem, atravessa" — isso só não faz a régua quebrar de vez se voltar pro coach essa semana e recalibrar formal. A pergunta que sai daqui não é "fiz certo ou errado?"; é "qual a régua atualizada pra próximo treino-chave?" Sáb a Meia segue modo ensaio, mas com expectativa ajustada: vc chega com resíduo do hoje (RT, AL), 6:40-7:00/km Z2 verdadeiro entrega mais valor que tentar 6:30 forçado. O foco real continua sendo logística da Maratona — gel, hidratação, tênis, vestuário — e não cronômetro.
Pendências
- [x] RSP2 (5×1' Z4) executada apesar do gate furado (HRV 31 < 34) — execução tranquila, pace Z5c em todos os 5 tiros, FC máx 155-159 (Z4/Z3-borderline pelo lag de 1'). Custo autonômico: Readiness 76→50, Acute Load +170, Recovery Time 0→27,2h.
- [ ] Levar ao coach a conversa do baseline da HRV — AGORA com evidência concreta. Conversa muda de "≥34 ainda vale?" pra "rompi o piso conscientemente em 2 treinos-chave (FFR5 seg trocou pra Z2 leve; RSP2 qua atravessei e rodou tranquilo) — dá pra recalibrar a régua à luz disso, ou foi sorte de uma vez?". Pendência principal da semana.
- [ ] Calibração de pace Z4 estável continua aberta — RSP2 com tiros de 1' não calibra por causa do lag de FC. Só sai num tiro longo (3-5'). Adiada pro W24 ou primeiro treino estruturado pós-Meia.
- [ ] Cadência piso ≥160 — confirmar nos próximos treinos semana W23 fechou 160,2 (no fio). Sem dado por lap do RSP2; o alvo ≥165 sustentado nos Z4 fica em aberto.
- [ ] Proteger o sono — alvo ≥7h30. 6h44 recompôs mas ainda fura. Sex (off pré-prova) é a melhor janela pra acertar isso antes da Meia.
- [ ] Qui 04/06 — RRe2 (25' Z1) MAIS importante agora. Recovery Time 27,2h pede recuperação ativa de verdade: pace ≥7:29/km, FC ≤135, cadência ≥160. Se HRV amanhã ≤30, virar mobilidade/caminhada.
- [ ] Sex 05/06 — off pré-prova, mandatório. Sono ≥7h30. Last check de logística (gel, hidratação, tênis, vestuário) deve estar fechado.
- [ ] Sáb 06/06 — Meia do Rio modo ensaio, faixa-alvo 6:35-6:45/km (Z2 verdadeiro). Atenção: 6:30/km é Z3 Tempo no coach, não Z2 — borda de pace Z2 é 6:37. Manter ≥6:37 garante Z2; se subir pra 6:30 sustentado, sai de Z2. Sem PR, sem cronômetro como protagonista. Objetivo real: testar nutrição, hidratação e equipamento da Maratona. Cadência ≥160.
- [ ] Chegada da Meia com resíduo do RSP2: Acute Load 365 / RT 27,2h hoje significa que sex (off) precisa devolver folga; expectativa de "fresco" largando precisa estar calibrada pra "razoável", não "topo".
- [ ] Atenção força (qua à noite, se rodar): preferir Upper/core, evitar MMII pesado, cedo (não tarde) — o sono é o gargalo da semana e força tardia já mordeu o ciclo anterior.
- [ ] Race Predictor maratona 5h01:11 (meia 2h13:06; gap meta 4h30 ~30 min; queda 25s vs manhã, ainda em platô de 5 leituras em ~5h). Recalibração de Race Predictor segue fora da W23.
- [ ] Objetivo único = Maratona Vitória 30/08 (~12-13 semanas). Meias = ensaios sem taper, sem PR. Filtro de decisão: o que protege a Maratona inteira > o que cumpre calendário de sessão. Esse filtro continua valendo, e foi ele que tornou o override do gate hoje uma decisão discutível em vez de óbvia.
18:03 — análise adicional
O que aconteceu
Dia de duas leituras: o painel matinal pedia segurar; o treino-chave saiu mesmo assim, atravessando o gate de propósito. HRV 31 ms (−3 vs ontem; 6º dia na banda baixa, sequência 36→30→30→34→31, tocou ≥34 só uma vez ontem e já recuou), BB max 78 (recarga overnight de volta), FCrep 47 (−4, mínima da semana), sono 6h44 (recompôs +2h18 vs as 4h26 de ontem, mas ainda fura o piso 7h30), Sleep Score 79. Training Status PRODUCTIVE (fora de OVERREACHING), ACWR matinal no chão (deload profundo). Veredito automático 🟡 score 1 (HRV fora do ideal).
Hoje (qua) no plano era RSP2 — "5 × 1' Z4" (o "5×1'" é o rótulo do bloco principal, não a duração total). O atleta atravessou o gate matinal conscientemente — justificativa textual dele: "fiquei com muito receio de não fazer o treino e ficar muito destreinado... resolvi assumir esse risco, pra não deixar de treinar"; percepção pós: "o treino foi tranquilo... fiz os tiros de boa." Foi o 2º treino-chave consecutivo com a régua furando (seg o FFR5 virou Z2 leve no gate de HRV; hoje a RSP2 atravessou).
É qua — dia de Sessão B força (Upper + core). Se rodar à noite, é carga somada; preferir cedo, não tarde — o sono é o gargalo da semana e força tardia já mordeu o ciclo (seg 22:10 → noite de 4h26).
Decisão / Veredito
RSP2 executada — estrutura real do TCX (zonas do coach; FC abaixo é a média do lap):
| # | Bloco | t | km | Pace | Zona pace | FC méd | Zona FC |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | warmup | 5:00 | 0,56 | 8:58 | Z1 Recovery | 112 | Z1 |
| 2 | warmup | 5:00 | 0,71 | 7:04 | Z2 | 131 | Z1 |
| 3 | tiro 1 | 1:00 | 0,23 | 4:27 | Z5c | 148 | Z3 Tempo |
| 4 | rec | 2:00 | 0,20 | 10:03 | Z1 | 136 | Z2 |
| 5 | tiro 2 | 1:00 | 0,26 | 3:55 | Z5c | 143 | Z2 |
| 6 | rec | 2:00 | 0,21 | 9:18 | Z1 | 143 | Z2 |
| 7 | tiro 3 | 1:00 | 0,23 | 4:15 | Z5c | 139 | Z2 |
| 8 | rec | 2:00 | 0,22 | 9:10 | Z1 | 142 | Z2 |
| 9 | tiro 4 | 1:00 | 0,24 | 4:07 | Z5c | 144 | Z2 |
| 10 | rec | 2:00 | 0,23 | 8:39 | Z1 | 144 | Z2 |
| 11 | tiro 5 | 1:00 | 0,25 | 4:01 | Z5c | 149 | Z3 Tempo |
| 12 | rec | 2:00 | 0,22 | 8:58 | Z1 | 143 | Z2 |
| 13 | cooldown | 5:00 | 0,59 | 8:26 | Z1 | 128 | Z1 |
Totais: 4,15 km / 30 min, FC média 133, FC máx 160 (Z4 SubThreshold), cadência 160,4 spm, pace médio 7:13/km.
Alvo × real (régua de pace do coach):
| Métrica | Alvo (prescrito) | Real | Status |
|---|---|---|---|
| Estrutura | 5 tiros 1' + recuperações | 5 tiros 1' + 5 rec 2' + warm/cool | ✅ cumprida |
| Pace dos tiros | Z4 5:48–6:09/km | 3:55–4:27/km (Z5c em todos os 5) | ❌ muito mais rápido que o prescrito |
| FC dos tiros | contexto Z4 156–165 | méd 139–149 (Z2–Z3); máx tocou 160 (Z4) | ⚠️ média abaixo, pico chega no Z4 |
| Cadência (agregado) | piso ≥160 spm | 160,4 | ✅ no fio |
Leitura técnica (sem achismo, número fechando contra o alvo):
-
Pace muito acima da prescrição — Z5c nos 5 tiros (3:55–4:27/km), prescrição era Z4 (5:48–6:09). Não é "performance" a comemorar nem furo a punir: tiros de 1' não calibram pace Z4 estável. O corpo dispara recrutamento neuromuscular explosivo e o pace vai pro fôlego curto, não pro patamar SubThreshold que a prescrição mira. Provavelmente intencional do plano (estímulo curto, recuperação rápida) — mas não se pode ler como "calibração de pace Z4 pós-RMI2". Essa calibração continua aberta; só sai num tiro longo (3–5') que dê tempo da FC acomodar.
-
FC média dos tiros em Z2–Z3, pico em Z4 (160 máx). O lag de 30–45s da FC explica: tiros de 60s acabam antes do steady-state. Por isso a média do lap fica em Z2 Aerobic mesmo com o pace em Z5c. O pico de 160 (Z4) confirma que a intensidade-alvo foi tocada, só não sustentada. Não é underperformance — é fisiologia normal pra estrutura 1'/2'.
-
Cadência 160,4 — no fio do piso ≥160. Em pace 3:55–4:27 cadência alta é quase mecânica, então o número agregado puxado pra cima não prova ganho de técnica; é esperado. O alvo ≥165 sustentado nos blocos rápidos não dá pra confirmar sem cadência por lap — fica em aberto pro próximo treino estruturado.
Custo autonômico do override (painel pós-treino):
| Métrica | Manhã | Pós-treino | Δ |
|---|---|---|---|
| Readiness | 76 | 50 | −26 |
| Acute Load | 195 | 365 | +170 |
| Load Ratio (ACWR) | 0,4 | 0,7 | +0,3 |
| Recovery Time | 0h | 27,2h | +27,2h |
Veredito: O treino em si não tem o que punir — execução limpa, percepção tranquila, FC dentro do esperado pra tiros de 1' (pico Z4, média Z2–Z3 pelo lag), pace além da prescrição mas por característica da estrutura curta, sem evento clínico. O ponto não é o treino, é a régua. A HRV furou o gate por 3 e você atravessou consciente; o custo veio no painel pós (RT 0→27,2h, Readiness −26, Acute Load +170) e não na sensação — mas existe, e a 3 dias da Meia ele importa. Foi o 2º treino-chave seguido com a régua furando. Não normaliza "sempre que sentir bem, atravessa" — isso só não quebra a régua de vez se a conversa com o coach acontecer esta semana e recalibrar formal: o piso HRV ≥34 ainda é a régua certa pro estado atual, ou o baseline desceu? A pergunta saiu mais forte agora — não é mais abstrata ("≥34 ainda vale?"), é concreta ("rompi o piso em 2 sessões, rodei tranquilo, o painel mostra X — recalibra ou foi sorte?").
Pendências
- [x] RSP2 (5×1' Z4) executada apesar do gate furado (HRV 31 < 34) — pace Z5c nos 5 tiros (3:55–4:27/km), FC máx 160 (Z4). Custo: Readiness 76→50, Acute Load +170, Recovery Time 0→27,2h.
- [ ] Levar ao coach a conversa do baseline da HRV — AGORA com evidência concreta. "Rompi o piso ≥34 conscientemente em 2 treinos-chave seguidos e rodei tranquilo — recalibra a régua à luz disso, ou foi sorte?" Pendência principal da semana.
- [ ] Calibração de pace Z4 estável continua aberta — RSP2 com tiros de 1' não calibra (lag de FC). Só sai num tiro longo (3–5'). Adiada pro W24 ou 1º estruturado pós-Meia.
- [ ] Cadência ≥165 sustentado nos blocos rápidos — sem confirmação. Agregado 160,4 (no fio do piso ≥160); sem dado por lap não dá pra validar o alvo ≥165. Confirmar no próximo estruturado.
- [ ] Proteger o sono — alvo ≥7h30. 6h44 recompôs mas ainda fura. Sex (off pré-prova) é a janela pra acertar antes da Meia.
- [ ] Qui 04/06 — RRe2 (25' Z1) MAIS importante agora. Com RT 27,2h vira recovery de verdade: pace ≥7:29/km, FC ≤135, cadência ≥160. Se HRV amanhã ≤30, virar mobilidade/caminhada.
- [ ] Sex 05/06 — off pré-prova, mandatório. Sono ≥7h30; logística da Maratona (gel, hidratação, tênis, vestuário) fechada.
- [ ] Sáb 06/06 — Meia do Rio modo ensaio, faixa-alvo Z2 verdadeiro 6:37–7:29/km. Atenção: 6:30/km é Z3 Tempo no coach, não Z2 (borda Z2 = 6:37). Banda operacional confortável 6:40–7:00/km. Sem PR, sem cronômetro como protagonista — objetivo real é testar nutrição, hidratação e equipamento da Maratona. Chega com resíduo do RSP2 (AL 365 / RT 27,2h hoje), então calibrar expectativa de "fresco" pra "razoável".
- [ ] Força qua à noite (se rodar): Upper/core, evitar MMII pesado, cedo não tarde — sono é o gargalo.
- [ ] Race Predictor maratona 5h01:11 (meia ~2h13; gap meta 4h30 ~30 min; platô de ~5 leituras em ~5h). Recalibração segue fora da W23.
- [ ] Objetivo único = Maratona Vitória 30/08 (~12–13 semanas). Meias = ensaios sem taper, sem PR. Filtro: o que protege a Maratona inteira > o que cumpre calendário de sessão — foi ele que tornou o override de hoje uma decisão discutível, não óbvia.